(os textos assinados são da exclusiva responsabilidade dos seus autores)

Leia aqui a homenagem da Fundação António Quadros a António Telmo.



domingo, 20 de junho de 2010

«SINGULARIDADES»: OS EXCERTOS, 6

A Língua Portuguesa e o Acordo Ortográfico


Renato Epifânio


I
Quando o António Telmo, na esteira do Pedro Martins, me convidou para colaborar nos CADERNOS DE FILOSOFIA EXTRAVAGANTE, para este número dedicado à “Língua Portuguesa”, logo me pôs completamente à vontade: “Pode defender as suas ideias” – disse-me. E à minha réplica – “eu defendo sempre, em todos os lugares e circunstâncias, as minhas ideias” –, logo concretizou: “Pode defender o Acordo Ortográfico”.
Sorri, lembrando-me do desafio que eu próprio havia feito ao António Telmo para ter colaborado no segundo número da NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI – dedicado não apenas a António Vieira mas também ao “futuro da lusofonia” –, precisamente com um texto contra o Acordo. Isto porque o António Telmo é (muito legitimamente, já lá iremos) contra o Acordo Ortográfico. O António Telmo e, presumo, a grande maioria, senão a totalidade, das pessoas que nesta revista mais regularmente colaboram. O António Telmo, de resto, já foi publicamente interpelado sobre a sua participação no movimento criado em torno da NOVA ÁGUIA, o MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO, dado que este movimento cultural e cívico lançou mesmo uma petição on-line a favor do princípio do Acordo Ortográfico. Não apenas em defesa de António Telmo, respondi ao interpelante esclarecendo que o MIL era um movimento plural, com diversas tendências e sensibilidades, e que essa petição lançada relativamente ao Acordo havia sido, de longe, a mais controversa no universo das cerca de quatro mil pessoas que a este movimento já aderiram (como se comprovou num Inquérito entretanto realizado).
Lembro isto apenas para justificar a minha aceitação do convite do António Telmo. Ainda que essa aceitação tivesse – tenha – uma outra e maior razão: ao aceitar escrever um texto a favor do princípio do Acordo Ortográfico, faço-o em homenagem ao espírito de liberdade que sempre animou a Filosofia Portuguesa. E que, por isso, habita também, sem qualquer surpresa para mim, nestes “Cadernos”.

(...)

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