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Leia aqui a homenagem da Fundação António Quadros a António Telmo.



quinta-feira, 15 de abril de 2010

AFORISMOS, 28

Eduardo Aroso

114 – Filhos que somos do Cosmos, chegaremos um dia ao ponto em que só poderemos nascer na Terra se o espírito se comprometer a amá-la?
115 – Estranho povo que ora se apressa a não querer ser actor de nenhuma colonização, para logo se deixar colonizar económica, social e culturalmente. Hoje os colonizadores elegem-se democraticamente.

116 - Se Portugal expulsou os judeus, acolheu muitos deles refugiados da 2ª Guerra Mundial; se teve inquisição, os republicanos de 1910 e outros, já antes, encarregaram-se de matar e saquear o que não pertencia ao Estado; nos últimos 36 anos de democracia, qualquer um que professe uma ideia contrária ao estado de coisas reinante (ou republicante) é, lentamente, queimado na indiferença institucional, no laicismo corporativista que elegeu o dinheiro como aperfeiçoamento das artes e ofícios. Não se enjeite, todavia, os actos, por certo contrários aos Actos dos Apóstolos, de D. Manuel I e D. João III. Do «Santo Ofício» passou-se ao actual Ideológico Suplício! Apesar de tudo, abolimos bem cedo a pena de morte, não dominamos militarmente o mundo nem lançamos bombas nucleares e também não fabricamos em laboratórios vírus para lançar epidemias. Por isso, devemos recusar o modelo de civilização forjado no dito “novo mundo”.

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