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segunda-feira, 5 de julho de 2010

EXTRAVAGÂNCIAS, 68


Trovas de um descendente do Bandarra,
sapateiro de Trancoso - (7) - 3.ª parte
Eduardo Aroso


O que se vê diariamente
De bancada em bancada:
Tem rendimento garantido
A república instalada!

E a pátria está pronta
E a bandeira nacional
Perdoando aos seus filhos
Que a trataram tão mal.

O que há que fazer um dia
Aos verdadeiros heróis?
Não os que sempre a deixaram
Embrulhada em maus lençóis.

Portugal anda dormente
Embrulhado na ignorância.
Não distingue a sua alma
Nem calcula a distância.

Tudo muito bem urdido,
Nevoeiro provocado.
Foi trocada a bela trova
Por um sarcástico fado.

Sentou-se o mal no seu trono
Em estilo nunca visto,
Querendo as suas “profecias”
Mais alto que Jesus Cristo!

E enfermas instituições
Só se abrem em certos dias.
Batem-se palmas sem alma,
Palmas de hipocrisia.
(continua)

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