(os textos assinados são da exclusiva responsabilidade dos seus autores)

Leia aqui a homenagem da Fundação António Quadros a António Telmo.



domingo, 27 de junho de 2010

EXTRAVAGÂNCIAS, 65

fotografia de Maria José Albuquerque: clique na imagem para a ampliar

em primeiro plano: António Telmo, acompanhado de sua mulher, Maria Antónia, e de sua filha, Anahi, durante o lançamento de Singularidades
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Saudação*
Eduardo Aroso

Caros Amigos,

Não podendo estar fisicamente presente, gostaria de pedir-vos a vossa prestimosa atenção para uma tão simples como breve palavra. Assim, permitam-me que, muito respeitosamente, cumprimente António Telmo, e fazendo-o creio que saúdo todos os presentes no mesmo ideal. Seja qual for a diversidade, na certeza da liberdade que, verdadeiramente, só existe no e pelo espírito.
Neste momento, um sopro ou som comum nos une: a certeza de uma Língua Pátria que, também na diversidade para nomear e na liberdade de criar, está presente e habita-nos dia e noite, e através dela nos expressamos.
Seja então a mais bela oração feita poema ou o poema sendo a prece mais alta; seja então a tese ou antítese, o princípio ou o sistema. À imagem dos abnegados na «Seara do Senhor», sejamos então os obreiros da razão e da emoção nesta melodiosa seara da língua. Acentuemos-lhe a modulação e o timbre para mais amplo e fecundo pensamento. Meditemos na responsabilidade e na graça com que o Criador nos brindou, permitindo a existência da Língua Portuguesa, a bênção de escutar o grito da águia das montanhas e, em contraponto, o marulhar da orla, o mítico mar, o surgir das gaivotas sonoras que trazem horizonte e futuro.

Eduardo Aroso

Coimbra, 23-6-2010
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* (nota do editor) Texto da mensagem de Eduardo Aroso que foi lida durante a sessão de lançamento de Singularidades. O título é da responsabilidade do editor. Apesar da dispersão geográfica dos elementos que integram o círculo dos Cadernos, esta mensagem atesta bem a convergência de esforços e intenções que os une.

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