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domingo, 13 de junho de 2010

EXTRAVAGÂNCIAS, 63



Celebração
Eduardo Aroso

Vão as águas passando, irmãs gémeas do tempo,
Alheias ao que fica, em serenidade vão.
De tudo o que levam deixam porém assento
Para os dias outros da íntima celebração.

Nelas se ouvem os sinos altos da saudade
Na sonora crista das solares ondulações;
Águas, reflexos do céu da vindoura idade
A dos cantos de Neptuno na pena de Camões.

(Nas margens do Mondego
e à margem das tribunas)

Coimbra, 10-06-2010

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