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terça-feira, 13 de abril de 2010

EXTRAVAGÂNCIAS, 56


Mondego
Eduardo Aroso

Ao João Tavares

Incerto caudal
Descendo o meu país.
Desliza em contra-cantos
Alheio à voz da raiz.
Águas livres no correr
Presas em tantas mágoas,
As que Camões bem sabia
Que viriam a nascer…
Da serra mais alta
Vem até à cidade
Que lhe canta sempre
Sob a lua pasmada.
A guitarra soa
Ainda sonhada.
A única saudade
Que leva até ao mar
É a da lição adiada
Das rosas por estudar…

Janeiro de 2010

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