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quinta-feira, 1 de julho de 2010

EXTRAVAGÂNCIAS, 67


Trovas de um descendente do Bandarra,
sapateiro de Trancoso - (7) - 2.ª parte
Eduardo Aroso


Nem toda a luz nos eleva
Que sobre nós se derrama.
Se tem ódio ou inveja
Não é pura essa chama.

‘Stão as direcções trocadas
Neste caótico recanto.
Mas a Hora guia a História
Sopro do Espírito Santo.

Só p’lo dizer Portugal
Sobe ao céu uma oração.
E a quem servimos afinal:
Ao governo ou à nação?

Só de pensar Portugal
Há um grande clarão.
E ao mesmo tempo o mistério
Oculta grande razão.

Mas um dia a juventude
Vai saber certa verdade:
Só um tempo salva outro
Na vera continuidade.

E aquilo que pressinto
É a maior revolução:
É o povo atirar fora
Tanta falsa educação!

São os Silvas e os Sousas,
O José e ainda o Mário;
São os anti-portugueses
Do nosso triste fadário

Diversos lá no seu jeito
Num tom que anda trocado,
E havendo até alegres
São todos fardo pesado.
(continua)

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