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Leia aqui a homenagem da Fundação António Quadros a António Telmo.



domingo, 17 de maio de 2009

À BEIRA DO SADO, OU ALÉM DO TEJO: «CADERNOS» E TEOREMAS DO «57» ESTIVERAM EM FOCO

Apresentações. Em duas cidades de Além-Tejo, uma das quais à beira-Sado, duas sessões bem diferentes em pouco menos de dois dias. Em Setúbal, na Prima Folia, na noite da passada quinta-feira, a assistência era escassa para a apresentação de Universalidades, mas o jantar estava primoroso, o acolhimento foi caloroso, e o debate revelou-se aceso, intenso, controverso. Percebeu-se que o projecto dos Cadernos, ali apresentado e representado por Luís Paixão e Pedro Martins (na companhia amiga de Roque Braz de Oliveira), não é, nem pretende ser, politicamente correcto, como agora se diz. É um bom sinal. Teo gratia!

Ontem, em Montemor-O-Novo, apesar de não se ter repetido o público copioso de 1 de Março (a fraternal hospitalidade da Maria do Resgate e do Bernardo é que se manteve intocável!), a sala da Livraria Fonte de Letras (uma vez mais, o nosso agradecimento à anfitriã, a livreira Helena Girão) estava bem composta. Raros seriam os que ainda não conheciam Universalidades, que Elísio Gala apresentou com sóbria e elegante brevidade, numa exposição rica de imagens, mas que não passou ao lado dos aspectos essenciais a reportar no primeiro número dos Cadernos de Filosofia Extravagante, uma publicação que, como o orador lembrou, não deixa de se inserir na linhagem do 57. Também Rodrigo Sobral Cunha usou palavras de beleza, que fazem ver, para, já no âmbito do II simpósio sobre o Movimento de Cultura Portuguesa, apresentar o teorema da Filosofia da História. A imagem de uma árvore, crescendo na sua axial verticalidade, serviu de ilustração à recusa, pelo autor da Filosofia do Ritmo Portuguesa, da concepção moderna da história linear e horizontal. Helder Cortes e Pedro Martins completaram a apresentação, o primeiro acentuando a actual problemática da Universidade (o teorema que lhe coube) e o segundo privilegiando a exegese do teorema da Pátria, à luz do Manifesto sobre a Pátria que veio a lume no segundo número do jornal 57. O período de debate, que transferiu o simpósio para os convivas, foi profícuo, com António Telmo a evocar a figura maior de Leonardo Coimbra e Carlos Aurélio, Pedro Sinde e Pedro Paquim Ribeiro, entre outros, trazendo importantes contributos ao colóquio. No dia 30, a inquietude subirá ao Douro!

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