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sábado, 12 de setembro de 2009

À DESCOBERTA DE PASCOAES

Testamento. Salvamo-nos em esperança ou em lembrança, que a lembrança também incide sobre o futuro na poesia camoniana. E que é a lembrança incidindo sobre o passado e o futuro? É a alma lusíada, a Saudade.
É desta forma que Teixeira de Pascoaes, reafirmando o império da Saudade, encerra as breves laudas de A Minha Cartilha, um livrinho póstumo que termina com a palavra FIM e onde desejou apenas dar, em resumo elucidativo, as suas ideias sentimentais, espalhadas na sua obra poético-prosaica. Concluído em São João de Gatão em 9 de Junho de 1951, mas somente publicado por ocasião do segundo aniversário da morte do poeta, A Minha Cartilha ficou sendo uma sorte de testamento espiritual. Bem mais conciso do que O Homem Universal, o opúsculo partilha com esta obra uma intenção de síntese bastante reveladora: Pascoaes escreveu sempre o mesmo livro, ao modo de tema e variações.
A partir de amanhã, e durante a próxima semana, aqui iremos revisitar A Minha Cartilha em alguns dos seus momentos fundamentais, contribuindo para a (re)descoberta de uma obra saída a lume em exígua tiragem, e que, não tendo nunca sido reeditada, constitui hoje uma preciosidade bibliográfica.

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