<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258</id><updated>2012-01-29T00:43:28.264Z</updated><title type='text'>Cadernos de Filosofia Extravagante</title><subtitle type='html'>(os textos assinados são da exclusiva responsabilidade dos seus autores)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>877</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-2317661308093762966</id><published>2012-01-29T00:43:00.000Z</published><updated>2012-01-29T00:43:28.269Z</updated><title type='text'>EXTRAVAGÂNCIAS II, 1</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-jyAAK_u4rI4/TySUuTl_92I/AAAAAAAADPQ/pR0vZyM4flg/s1600/384.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-jyAAK_u4rI4/TySUuTl_92I/AAAAAAAADPQ/pR0vZyM4flg/s320/384.jpg" width="268" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;A Dança&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Cynthia Guimarães Taveira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span lang="EN"&gt;A Dança cumpre-se em três momentos: o da música, o da beleza, o das palavras veladas.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt; &lt;/div&gt;(Dos olhos ao cabelo, &lt;br /&gt;da ponta dos dedos ao ventre, &lt;br /&gt;dos saltos para longe da terra, &lt;br /&gt;das asas que se abrem, do gesto amplo e amplificador)&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt; &lt;/div&gt;A dança é:&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt; &lt;/div&gt;A dança é do corpo e transcende-o.&lt;br /&gt;A tradução do cosmos&lt;br /&gt;O eco da voz que reside no espaço oculto&lt;br /&gt;A dança não resume, nem minimiza por ser totalizante.&lt;br /&gt;A dança é a voz e o corpo dos deuses&lt;br /&gt;A voz e o corpo dos homens.&lt;br /&gt;É onde ambos se encontram&lt;br /&gt;A dança é a contra-face da morte como nada.&lt;br /&gt;A dança não se impõe. Realiza-se no espaço e no tempo.&lt;br /&gt;É a grande e meta-linguagem&lt;br /&gt;A única, que de verdade chega aos céus e os arrasta com ela.&lt;br /&gt;A dança é um mito vivo. Inesperado.&lt;br /&gt;A dança é aquilo que ninguém exclui&lt;br /&gt;A dança é o que de absoluto se faz para se chegar ao Absoluto&lt;br /&gt;A dança é o corpo da Magia.&lt;br /&gt;A Magia a sua alma&lt;br /&gt;O Espírito denso, em ciclo que se fecha,&lt;br /&gt;O seu corpo&lt;/span&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-2317661308093762966?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/2317661308093762966/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2012/01/extravagancias-ii-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/2317661308093762966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/2317661308093762966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2012/01/extravagancias-ii-1.html' title='EXTRAVAGÂNCIAS II, 1'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-jyAAK_u4rI4/TySUuTl_92I/AAAAAAAADPQ/pR0vZyM4flg/s72-c/384.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-6642243976217869796</id><published>2012-01-23T00:24:00.000Z</published><updated>2012-01-25T14:49:15.168Z</updated><title type='text'>TEMPOS DE HOJE, 4</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2xsgmOfyJAU/TxynVry6ifI/AAAAAAAADPI/wN0Fvo0oqjo/s1600/imagesCAJ70RHG.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-2xsgmOfyJAU/TxynVry6ifI/AAAAAAAADPI/wN0Fvo0oqjo/s1600/imagesCAJ70RHG.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Do símbolo ao sinal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;Cynthia &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;Guimarães &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;Taveira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta queda da civilização assiste-se à passagem progressiva do espaço quase infinito da visão simbólica do real à finitude imediata do sinal. Da viagem pelos vários reflexos, sentidos, adquiridos e emitidos pelo símbolo, passamos progressivamente para o entendimento imediato de um sinal, reduzido a um único reflexo, a um único sentido, sem que este tenha sido produto da aquisição duma pluralidade de teias semânticas, mas sim da simplificação e da redução de vários sentidos, num único vector, frequentemente traduzido no caminho que vai da acção à reacção imediata. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma que o mito passou de “história verídica” a uma “falsa história”, assim as dimensões simbólicas, em que o ser se movia num espaço e tempos plásticos, passaram à instantaneidade de um momento fixado nos limites de um espaço; há uma espécie de substituição do cinema pela fotografia; do movimento e fluxo temporal nasceu o instantâneo fotográfico; a inversão é marca da nossa época; a vida engana o tempo, cristaliza-o numa série de secções, numa esquizofrenia que ultrapassa a doença mental naquilo que tem de excepção e marginal para se tornar a normalidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo do tempo e da morte resulta numa série de fragmentos fotográficos sem continuidade entre si, podendo ser analisados separadamente; o relativismo superou-se na impossibilidade de não mais ser necessária a relação entre elementos iguais dentro de vários contextos. O contexto substituiu o elemento, este é apenas um produto daquele, já nada é per si. O contexto é absorvido pelo elemento, e o elemento é um produto deste. O elemento é a contemporaneidade absoluta. O relativismo, em ultima instância, é o absolutismo do eu e dá uma relevância extraordinária a um dos símbolos arcaicos do hermetismo, o Uroboro, no qual os extremos, efectivamente, se tocam. Esta é a marca das ideologias: o individuo nada é fora de uma ideologia, porque de uma forma macabra a ideologia se vai alimentar  do individuo e só assim se mantém viva, e o indivíduo, por sua vez, só tem existência, valor, utilidade, se nascido dentro de uma ideologia. E tudo isto se passa instantaneamente. Poder-se-ia dizer que a lua está morta, pois já não há um reflexo, por pálido que seja, do próprio indivíduo. A ideologia é o indivíduo, como a cauda pertence à boca do Uroboro. O reflexo, a reflexão não mais é necessária. O reflexo dos espelho, que pode retorcer, distorcer, inverter fica na esfera do ausente. Narciso não necessita mais de um espelho pois afinal só conhece uma realidade: a sua. Ao iniciar viagem para dentro do espelho, de alguma forma, retirou-lhe a utilidade.  Não é necessária reflexão, pois esta passou ao estatuto do imediatismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu-se a passagem da espada ao tiro. A espada com os seus artífices, os seus rituais, as suas memórias, os seus mitos, as suas  sugestões, os gestos dançados precisos a que obrigava, é substituída pelo dígito no gatilho de uma pistola desenraizada, sem artífices sábios que a tivessem elaborado, sem ritos nem mitos, memórias, sugestões ou gestos de sabedoria adquirida por gerações. Instantaneamente dá-se um tiro. A vida tem o valor semelhante ao da morte. Um valor nulo. Só representável nessa instantaneidade. O tempo é vencido, aniquilado e o espaço superado. A memória torna-se desnecessária perante um instantâneo espacio-temporal. Há hoje uma forma de Zen sem a perfeição do gesto. A história e o tempo afundam-se no oceano do momento. Os gestos imperfeitos repetem-se num esgotamento dos minutos, a auto-flagelação desta civilização é tão sincera como um mestre budista ao erguer uma flor no instante de um gesto perfeito. Daí o engano, o perigo e a miséria humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente a Terceira Vaga, descrita por Alvin Tofller como sendo a da tecnologia e que acabou enraizando o homem em fios e fusíveis, em electricidades dogmáticas, é apenas a causa natural de uma Vaga, ou de uma Era em que a “des-simbolização” crescente tenha sido elaborada pela administração e imposição de Ideologias nascidas, ainda de que uma forma inconsciente, na Revolução Francesa. O aparecimento da Ideologia quebra a visão do tempo cíclico, pois com as Ideologias quebra-se o ciclo das gerações ininterruptas: velho, homem, jovem, criança. Resta apenas uma Ideia, traduzida num único líder, ou num único apelo. O conhecimento da história trouxe a mais valia do conhecimento de que as ideologias (sempre traduzidas em regimes políticos), são substituíveis, e que estas utilizam parte do símbolo, fragmentam-no num número reduzido de significados, pois só assim consegue sobreviver. O nascimento das ideologias coincide com o progressivo desaparecimento de uma Era simbólica, que só pode existir com a noção de um tempo cíclico ou espiralado (como é o caso das Religiões dos Livros e a sua noção de Telos, o fim do Tempo). Porque a ideologia se fixa num único ponto. Deus morre para dar lugar a uma ideologia. Todas as ideologias contêm em si o germe da morte, uma vez que a perfeição é, afinal, alcançável, o paraíso está perto, e a estagnação num limbo de felicidade é o seu verdadeiro propósito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo se passa no mesmo lugar e num único tempo: uma tentativa de usurpação da ideia de imortalidade, que não se restringe a uma qualquer cidade proibida fechada nos muros, mas que se abre a todas as cidades. A visão da imortalidade pode ser assim a visão da morte “em vida”, uma vez que toda a criatividade desemboca, no seu mais profundo íntimo, num beco sem saída, acaba mal vista e mal vinda num lugar que se entende como sendo “já perfeito”. Esse lugar são todos os lugares (assim o determina a globalização -- nova ideologia em ascensão). A visão poética do mundo, a mesma onde se move o símbolo, só pode existir com a noção de distância temporal espacial. O tempo estando mais curto pelo estreitamento das distâncias (qualquer pessoa em 24 horas pode dar a volta ao mundo, ou em menos de um minuto pode telefonar para qualquer parte) resultou numa “fuga para a frente”, na tentativa da sua disseminação. O tempo é fonte de terror (como tão bem nos chamou a atenção Mircea Eliade) e, no entanto, precioso. Se o símbolo do centro teve a importância que teve na Idade Média, como Jerusalém a alcançar após uma série de peregrinações e provações, ou se esse centro estava em Deus, também difícil de alcançar, ou se esse Centro estava no equilíbrio procurado nas filosofias orientais, hoje existe uma poli-morfologia de centros. Não há mais a percepção de um só centro, mas de vários e, em simultâneo, as distâncias e o tempo encurtam cada vez mais. O resultado, por mais paradoxal que possa parecer, é a ausência de centro. Tudo se move num único ponto (um ponto não é o Centro, o ponto marca apenas um lugar, o Centro representa todas as potências latentes e concentradas), tudo existe dentro de uma única realidade, e essa realidade é o sinal. Instantâneo, próximo e facilmente acessível, compreensível, imediato e vazio. O próprio relativismo só faz sentido dentro de um único ponto. Para lá dele não há relativismo possível, nem visão poética ou simbólica, porque para além do sinal não há nada. E o relativismo existente dentro desse universo fechado e paralisado é o próprio vazio. Como vazia acaba por ser uma sala multicultural, fundindo as culturas a pouco e pouco, acabando com as diferenças, as distâncias, caminhando rapidamente para esse zénite de autocombustão e desaparecimento. Vazio que invade todas as esferas do ser e que se traduz pela falta de encantamento, de deslumbramento, uma visão da velhice mais perto do cadáver do que da criança. Mas será esta a realidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto não formos compostos por uma aglutinação de electrónica e bactérias vivas, como já vem sendo o sonho dos novos líderes das tecnologias (desconhecendo, por certo, o símbolo do Golem), ainda poderemos pensar e sentir como seres humanos e não como seres híbridos que já vêm vindo, misturas explosivas de impulsos electrónicos e corações naturais que pulsam. Aliás, o privilégio desta época é que poderemos, ainda, ser humanos, porque o que aí virá serão robots, uma outra existência longe de nós. Que nos resta senão essa expectação que é a de sermos humanos, independentemente dos alinhamentos deveras suspeitos dos telejornais? Para sermos humanos necessitamos do símbolo, tanto como da água que compõe o corpo. A resposta não está nas teorias complicadas dos córtex cerebrais, ou das psicologias aplicadas a todas as frustrações das vidas. Está simplesmente em recuperar toda a dimensão simbólica latente dentro das culturas e dos seres. Sem essa dimensão simbólica somos o instrumento preferido de uma ideologia qualquer, que escolhe apenas uma fatia da enorme circunferência do simbólico para melhor manipular as massas. Porque é assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O símbolo, na sua essência, escapa à Ideologia, que normalmente só aproveita parte dele; o seu raio de acção é semelhante ao cálamo da mística sufi: a pena suprema criada por Deus para escrever o destino, o seu comprimento é o  mesmo que vai do céu à terra e a sua largura estende-se de Oriente a Ocidente. Na sua variedade há inúmeros símbolos que podem, de algum modo, tentar a definição de símbolo: a moeda partida em duas metades que podem voltar a ser unidas; a saudade, símbolo de símbolo também, porque consciente da distância que vai do dizível ao indizível, do visível ao invisível, do compreensível ao incompreensível na sua totalidade, da periferia ao centro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer dicionário de símbolos possui várias definições de símbolos; os interessados poderão consultar e tentar decifrar esse mistério que é o símbolo, porque ainda há mistérios, por mais que haja uma tentativa científica de nos obrigar a crer que tudo é cognoscível e, mais tarde ou mais cedo, compreendido, mais uma vez, na tentativa de aniquilação das distâncias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dimensão do mistério é uma dimensão simbólica e humana. No plano do simples sinal, um dicionário de símbolos é uma fuga ao real, pois não existe somente numa realidade mas em várias. A inversão dos símbolos é, por certo, uma marca da actualidade, e chegou a tal ponto que o símbolo, praticamente, é considerado uma fuga ao real sinalético, o único possível, em vez de ser uma viagem ou percurso para a realidade na sua multiplicidade, como o é para alguém com o pensamento simbólico intacto (se é que isso ainda é possível), e não com a actual assimbolia psíquica, que embora possa ser a incapacidade de representação e compreensão de sinais, tem como consequência a impossibilidade de simbolizar e de usar a imaginação. Para a sinalética já é necessária imaginação, para a simbologia é necessária muita imaginação, e a assimbolia é cultivada como um vírus nas estufas das ideologias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando aqueles que, fascinados, mergulham a cabeça num dicionário de símbolos em busca de uma resposta ao apelo que vem do fundo da natureza humana, rapidamente constatam que há símbolos que parecem terem sido deturpados ou mesmo invertidos, virados de pernas para o ar, num mundo de ponta-cabeça, onde no seu triunfo deixa de ser a sátira para se tornar no mais sério dos problemas: onde fica a sátira hoje? Onde é que ainda é permitido um trocadilho absurdo como o das festas saturninas de riso mal contido, porque subitamente quem é escravo torna-se senhor, quem é criança bate nos pais, quem é homem passa a mulher, o animal mais fraco conduz o carro com o animal mais forte? Onde fica o mecanismo de compensação de um Carnaval? Já não há possibilidade de compensação, porque já não há espaço para margens, nem marginais. A excepção é a regra, e a regra é excepção, fora disso nada existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo dos símbolos é um mundo de perdição, não abonando uma época na qual a obsessão do encontro consigo próprio parece reinar. Por um lado fica-se perdido, por outro, alguma coisa começa a fazer sentido, uma dupla espiral, no ADN do imaginário, ascendente e descendente. Quem descobre a dimensão simbólica descobre que está perdido e que aí ficará por muito e muito tempo. O que se procura hoje é o contrário, a ideologia reinante é a do esclarecimento, os homens querem-se esclarecidos como no século das luzes, encharcados em enciclopédias multimédia; ao invés, o símbolo imita Deus na sua aparente distância e incompreensão. Um sinal não estimula dúvidas, um símbolo suspende a verdade na sua respiração, sustém-na sem a revelar por completo. O símbolo é o maior susto moderno que podemos ter, porque joga com as ilusões que procuramos, engana-nos e esclarece-nos, e o paradoxo é a cascata natural onde mergulha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessário o regresso ao espanto: ao espanto perante a inversão das coisas. Ao espanto menos bom de quem vê a dimensão humana escorrer pelos dedos, de quem questiona o significado que vão dando àquilo que dantes eram símbolos ricos e motores de pesquisa de vida, para passar a simples sinais de trânsito, dizendo-nos como reagir, e para onde ir. E ao  espanto melhor de quem descortinou no meio do labirinto ( símbolo perdido, aliás) a força da espada e o seu significado profundo da separação das águas. Porque é que certos símbolos se transformaram em sinais? Porque é que se desvirtua, escava e se esventra a forma do seu conteúdo? O preço da simplificação é um crescente complexo de culpa por nada sabermos sobre o sentido e o significado. Uma parcela que seja. O esclarecimento resiste ao desvendamento. O primeiro não requer tempo, nem paciência, nem amor; o segundo é feito seguindo o movimento serpentino do engano e do encontro, numa aproximação enamorada da verdade. Requer relações, complexificações, dúvidas, erros, atalhos que se tornam longos caminhos e longos caminhos que revelam ser apenas atalhos. Requer que andemos de braço dado com a nossa própria vida.  E isso, lamento, mas é extremamente humano e pouco robótico. Antes de atingirmos o estado de humanos fundidos com circuitos eléctricos já andamos a treinar há muito tempo a desumanização. Quando chegar a hora dos clones multifunções estaremos já suficientemente preparados para ser encaixotados para outro planeta…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a abertura de uma Era, de um estado de espírito, de um novo ser, é necessário que algo se rasgue, que algo se abra ou se quebre, é essa a lei da natureza, e isso, no início, exige uma espada, por mais que os pacifistas sinaléticos se exaltem por verem nela apenas um sinal de guerra e morte. Estranhamente, a espada pode ser um símbolo de vida e é necessária. Sem ela não há separação, por exemplo, da luz e das luzes. Ligada ao sacrifício (outro símbolo a reter), é ela que pode devolver o seu a seu dono, o conteúdo à sua forma, o sentido ao seu significado, e que separa o mal-entendido do bem entendido. Ela é símbolo da destruição da ignorância onde se balouçam os sinais que nos cercam. Todo o simbolismo da espada está ligado à luminosidade, ao “golpe de um raio”, à lâmina que cintila, e, se for de dois gumes, melhor, pois contém a polarização, o masculino e o feminino dentro de si, e será mais perfeita que nunca, a separar a ilusão da alusão, a dança mágica efectuada pelos símbolos numa evocação do transcendente. Não é em vão que o arcanjo do Juizo Final empunha uma espada numa mão e uma balança na outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para olhar o mundo, a vida, a existência e, provavelmente, a essência de outra forma, sem dúvida, hoje, talvez mais do que nunca, é necessário acercarmo-nos do mundo com uma espada na mão. E isto não se passa ao nível mental furtivo e obsoleto dos jogos de cartas de Tarot, das conchas, búzios e cristais, que nos dão uma sensação de conforto e paz interior e, sobretudo, lucro a meia dúzia de profetas de sopas aquarianas mal confeccionadas. Isto passa-se ao nível da iniciação (embora esta seja talvez a palavra mais complexa do mundo), quase sem paz interior, única, pessoal e intransmissível, sem ordens ou seitas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo dos mestres praticamente acabou. Resta o homem e seus símbolos pois, como escreveu Fernando Pessoa, “quem tenha em si o poder de sentir pronta e instintivamente a vida dos símbolos não precisa de iniciação ritual”. Porque é da vida que se trata. A vida de todos os dias, desde a noite assaltada por sonhos impiedosos que nos espantam, deslumbram ou mortificam, até ao erguer do sol, ao sair para o mundo e darmo-nos conta que os símbolos estão lá, sempre estiveram, que não são apenas sinais de trânsito, ou sinais transcendentes de mais para o nosso simples percurso, do nascimento à morte, mas que são a viagem necessária ao interior de nós, da nossa civilização, e talvez, do nosso futuro, e se assim for, só poderemos recear o passado, como o fazem os chineses, e não o tempo que virá, uma vez que para se conhecer o passado é necessário o exercício da imaginação. Porque a iniciação não pode ser mais, hoje, senão o conseguirmos mantermo-nos acordados o mais possível, o maior tempo possível, no meio do caos e do cais desta partida constante que é a de estarmos vivos, e sempre a meio da viagem. Enquanto formos humanos, claro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-6642243976217869796?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/6642243976217869796/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2012/01/tempos-de-hoje-4.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/6642243976217869796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/6642243976217869796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2012/01/tempos-de-hoje-4.html' title='TEMPOS DE HOJE, 4'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-2xsgmOfyJAU/TxynVry6ifI/AAAAAAAADPI/wN0Fvo0oqjo/s72-c/imagesCAJ70RHG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-3050697269929262999</id><published>2012-01-18T16:11:00.000Z</published><updated>2012-01-18T16:11:31.733Z</updated><title type='text'>PROGRAMA E TEXTO DE APRESENTAÇÃO - Congeminações 2012</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-LmBooahMFMs/Txbou-n4spI/AAAAAAAADO4/1nwWIFBhNdU/s1600/telmo.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="222" src="http://3.bp.blogspot.com/-LmBooahMFMs/Txbou-n4spI/AAAAAAAADO4/1nwWIFBhNdU/s320/telmo.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-LmBooahMFMs/Txbou-n4spI/AAAAAAAADO4/1nwWIFBhNdU/s1600/telmo.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-LmBooahMFMs/Txbou-n4spI/AAAAAAAADO4/1nwWIFBhNdU/s1600/telmo.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Congeminações 2012&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;II ciclo de estudos em homenagem a António Telmo&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;&lt;strong&gt;O legado da Renascença Portuguesa: livros e autores&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;&lt;strong&gt;Março&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; a &lt;span style="color: #783f04;"&gt;&lt;strong&gt;Novembro &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;de 2012&lt;br /&gt;Biblioteca Municipal de Sesimbra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Dar conteúdo renovador e fecundo à revolução republicana”, eis, nas palavras de Jaime Cortesão, o propósito fundamental da &lt;em&gt;Renascença Portuguesa&lt;/em&gt;, movimento cultural, patriótico e cívico de importância superlativa na vida espiritual do nosso país, e de que, em 2012, se comemora o primeiro centenário. Reunindo, além do citado Cortesão, outras figuras de primeira grandeza como Teixeira de Pascoaes, Leonardo Coimbra, António Carneiro, Fernando Pessoa, António Sérgio ou Raul Proença, a &lt;em&gt;Renascença Portuguesa&lt;/em&gt;, apesar das vicissitudes e contradições que a percorreram ao longo de duas décadas, desenvolveu uma acção de inestimável grandeza e efeitos duradouros no panorama mental nacional, mediante a realização de conferências, a promoção de uma intensa actividade editorial, em que avulta a publicação da revista &lt;em&gt;A Águia&lt;/em&gt;, ou a criação de universidades populares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte importante deste legado ímpar projecta-se na &lt;em&gt;Escola Portuense&lt;/em&gt; de Sampaio Bruno e Leonardo Coimbra, continuada pelo movimento da Filosofia Portuguesa, onde Álvaro Ribeiro, José Marinho e Agostinho da Silva pontificam como expoentes. Daqui à figura tutelar de António Telmo vai um passo pequeno, mas significativo, no seio de um percurso aventuroso que o Círculo António Telmo, o MIL – Movimento Internacional Lusófono, a &lt;em&gt;Nova Águia&lt;/em&gt; e os&lt;em&gt; Cadernos de Filosofia Extravagante&lt;/em&gt;, em parceria com a Câmara Municipal de Sesimbra, se propõem celebrar, homenageando, uma vez mais, o autor da &lt;em&gt;História Secreta de Portugal.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;António Telmo foi o primeiro Director da Biblioteca Municipal de Sesimbra, concelho em que, no ano em curso, por uma notável coincidência, se assinala meio século de leitura pública. Daí a opção por um programa que evoca sobretudo as principais figuras do movimento renascente ou as que, por qualquer forma, lhe estão próximas ou são afins, como a de João de Deus, bem como certas obras marcantes de cariz literário ou filosófico que, com a chancela da &lt;em&gt;Renascença&lt;/em&gt;, chegam até nós, casos do &lt;em&gt;Regresso ao Paraíso&lt;/em&gt;, de Pascoaes, e de &lt;em&gt;O Criacionismo&lt;/em&gt;, de Leonardo, ambos saídos a lume em 1912, e cada qual motivando, por si só, a realização de um colóquio; ou do &lt;em&gt;Húmus&lt;/em&gt;, de Raul Brandão, marco decisivo na evolução do moderno romance português. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Celebrar o autor de&lt;em&gt; Os Pescadores&lt;/em&gt; constitui, aliás, um óptimo pretexto para acentuar a tónica local e regional reconhecível nas Congeminações 2012, ciclo em que a figura maior de Jaime Cortesão, sobretudo considerada na sua ligação com a Arrábida e com a tradição franciscana portuguesa, nos surge resgatada do injusto esquecimento a que tem sido votada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, serão ainda de notar a abrangência e a diversidade dos temas e dos oradores que compõem as propostas destas Congeminações, a franca abertura do programa a modos de expressão artística de abordagem menos usual neste género de iniciativas, casos das belas artes, da música ou do cinema, certo enfoque nele conferido às questões educativas pelo prisma da língua pátria ou o tom prospectivo que, de algum modo, se lhe pode reconhecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;PROGRAMA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Março a Novembro de 2012&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Biblioteca Municipal de Sesimbra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;&lt;u&gt;31 de Março, 15:00&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentação do nono número da revista NOVA ÁGUIA: Nos 100 anos da Renascença Portuguesa: como será Portugal daqui a 100 anos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;intervalo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colóquio &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A Renascença Portuguesa: Contexto, panorama e perspectivas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oradores:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;&lt;strong&gt;Miguel Real&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – A Renascença Portuguesa: uma visão panorâmica&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;&lt;strong&gt;Maurícia Teles da Silva&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – O movimento da Renascença Lusitana e a música de Óscar da Silva e Cláudio Carneyro &lt;br /&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;&lt;strong&gt;Cynthia Guimarães Taveira&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – A Renascença Portuguesa e as Belas Artes – Soares dos Reis e António Carneiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;21 de Abril, 15:00&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentação da segunda série da revista A ÁGUIA (edição fac-similada da Al-Barzakh), &lt;br /&gt;Por M. N. Vieira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colóquio &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Regresso a Pascoaes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oradores:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #a64d79;"&gt;António Carlos Carvalho&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – António Telmo e Teixeira de Pascoaes&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #c27ba0;"&gt;Eduardo Aroso&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Teixeira de Pascoaes, Coimbra e a Renascença Portuguesa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;intervalo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #e06666;"&gt;&lt;strong&gt;Pedro Sinde&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Senhora da Noite: a imaginação divina&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #4c1130;"&gt;Pedro Martins&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Do Maranos ao Regresso ao Paraíso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #274e13;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;26 de Maio, 15:00&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colóquio &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Da Cartilha à Gramática&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oradores:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;&lt;strong&gt;Ponces de Carvalho&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – João de Deus e a didáctica da Cartilha Maternal&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #93c47d;"&gt;&lt;strong&gt;Isabel Xavier&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – A poesia de João de Deus&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #274e13;"&gt;&lt;strong&gt;Rodrigo Sobral Cunha&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – A Gramática Secreta da Língua Portuguesa &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;30 de Junho, 10:30&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Protagonistas: &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Jaime Cortesão e a Arrábida&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oradores:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #3d85c6;"&gt;&lt;strong&gt;António Braz de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Jaime Cortesão e o “risco” da Renascença Portuguesa&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #45818e;"&gt;&lt;strong&gt;Nuno Sottomayor Ferrão&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – A Renascença Portuguesa e o percurso político e historiográfico de Jaime Cortesão&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;&lt;strong&gt;Pedro Martins&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Jaime Cortesão, A Renascença Portuguesa e o ensino da história pátria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;intervalo para almoço&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15:00&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #134f5c;"&gt;&lt;strong&gt;Renato Epifânio&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Jaime Cortesão e Agostinho da Silva&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;&lt;strong&gt;António Cândido Franco&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – A poesia de Jaime Cortesão´&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;intervalo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #674ea7;"&gt;&lt;strong&gt;Elísio Gala&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – O franciscanismo de Jaime Cortesão&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #6fa8dc;"&gt;&lt;strong&gt;Roque Braz de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Jaime Cortesão e a Arrábida &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;intervalo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18:00&lt;br /&gt;Visionamento do filme O Convento, de Manoel de Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;intervalo para jantar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22:00, na Capela do Espírito Santo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conferência A Arquitectura do Convento da Arrábida, por &lt;span style="color: #0b5394;"&gt;&lt;strong&gt;Luís Paixão&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Recital de música e poesia, por &lt;span style="color: #45818e;"&gt;&lt;strong&gt;Maurícia Teles da Silva&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;&lt;u&gt;29 de Setembro, 15:00&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colóquio &lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Raul Brandão revisitado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Oradores:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #bf9000;"&gt;&lt;strong&gt;António Reis Marques&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Raul Brandão e os pescadores de Sesimbra&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #7f6000;"&gt;Teresa David&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Leitura(s) de Húmus de Raul Brandão: Para ver a (T)terra, para ver o Homem, para ver o Céu&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;&lt;strong&gt;Ruy Ventura&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – História e Memória na obra de Raul Brandão &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #a64d79;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;27 de Outubro, 15:00&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentação do décimo número da revista NOVA ÁGUIA: Leonardo Coimbra - Razão e Espiritualidade: nos 100 anos de "O Criacionismo (Esboço de um Sistema Filosófico)".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;intervalo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colóquio &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Leonardo Coimbra no centenário de O Criacionismo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Oradores:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;Carlos Aurélio&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Criacionismo: Ocidente, Arte e Vida Poética&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #a64d79;"&gt;&lt;strong&gt;Joaquim Domingues&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – A teoria e a prática da educação em Leonardo Coimbra&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #c27ba0;"&gt;&lt;strong&gt;Elísio Gala&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – A arte poética n’A Alegria, a Dor e a Graça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #274e13;"&gt;&lt;u&gt;24 de Novembro, 15:00&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lançamento de Interiores, quarto volume dos CADERNOS DE FILOSOFIA EXTRAVAGANTE, apresentado por Abel de Lacerda Botelho &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colóquio &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A Renascença Portuguesa e o futuro de Portugal&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oradores:&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;&lt;strong&gt;João Pedro Secca&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – António Telmo e as novas gerações &lt;br /&gt;&lt;span style="color: #274e13;"&gt;&lt;strong&gt;Helder Cortes&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – A Renascença Portuguesa e o interior de Portugal&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #7f6000;"&gt;&lt;strong&gt;Paulo Santos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – A Renascença Portuguesa: recolocação dos problemas&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #93c47d;"&gt;&lt;strong&gt;Pedro Paquim Ribeiro&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – A Renascença Portuguesa e o Amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conferência de encerramento: A Renascença Portuguesa – um balanço centenário, por &lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;strong&gt;António Braz Teixeira&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-3050697269929262999?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/3050697269929262999/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2012/01/programa-e-texto-de-apresentacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/3050697269929262999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/3050697269929262999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2012/01/programa-e-texto-de-apresentacao.html' title='PROGRAMA E TEXTO DE APRESENTAÇÃO - Congeminações 2012'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-LmBooahMFMs/Txbou-n4spI/AAAAAAAADO4/1nwWIFBhNdU/s72-c/telmo.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-6295970514322852727</id><published>2012-01-15T09:09:00.001Z</published><updated>2012-01-15T09:14:52.661Z</updated><title type='text'>LEITURAS DE EDUARDO AROSO, 2</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-SUYOCjJBZP4/TxKVTHoIXwI/AAAAAAAADOw/4qNuW5V1mdE/s1600/imagesCADCAZ6J.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-SUYOCjJBZP4/TxKVTHoIXwI/AAAAAAAADOw/4qNuW5V1mdE/s320/imagesCADCAZ6J.jpg" width="243" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na foto: &lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;o sorriso inconfundível do Anjo na Catedral de Amiens﻿&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;NOTÍCIAS PÚBLICAS VERSUS CONHECIMENTO (GNOSE) *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;Eduardo Aroso&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito da natureza de certas notícias públicas recentes e que, como é evidente, baralham a cabeça do público quanto ao seu significado (pois não são matéria de mercados, de futebol ou de coisas mais ou menos pragmáticas e sempre flutuantes), releio o livro «Para a história da MAÇONARIA em Portugal - alguns subsídios recolhidos por António Carlos Carvalho», editado pela Vega, em 1976. Comprei-o, por acaso, logo depois de ter aparecido e depois não o li por acaso. Como toda a gente sabe, dentro de uma mesma temática, é quase infinita a natureza do que se pode escrever e publicar, às vezes tão diferente como o dia da noite. Não faria mal que todos os que se interessam pelo tema (re) ler o citado livro, bem como os que não têm ideia suficiente do que ele seja. Poderiam todos beneficiar em esclarecimentos essenciais, pelo menos em alguns capítulos do livro, para depois aceitar ou rejeitar. É que, como em todos os assuntos da vida, saber de onde vimos dá mais garantia de saber onde (e como) estamos e, com base no caminho feito, especular com alguma margem de verdade para onde as coisas poderão ir - no perigo ou na salvação. Mas são as palavras de António Carlos Carvalho, e não as minhas, que aqui quero citar:&lt;br /&gt;«Maçonaria «versus» Igreja – combate sem vencedores», página 183. A razão principal do choque e até da hostilidade feroz existente entre a Maçonaria, na sua generalidade (e no continente europeu), e a Igreja Católica, desde há alguns séculos, reside num equívoco mútuo, no erro cometido por ambas – o comprometimento com os assuntos do reino de César.&lt;br /&gt;Ora a missão de cada uma deveria dizer respeito, pelo contrário, respectivamente, à criação do reino de Deus na Terra e à conclusão do plano do Grande Arquitecto do Universo. Desviando os seus interesses e preocupações para os assuntos puramente terrenos e temporais, desejando a todo o custo recolher nos seus rebanhos respectivos apenas o homem exterior, tanto a Igreja como a Maçonaria teriam fatalmente de se envolver em discórdias e em ataques mútuos, frutos somente de má compreensão do que deveriam ser as respectivas missões neste mundo.&lt;br /&gt;Sabemos que a Maçonaria, enquanto foi organização iniciática de mester, teve o seu destino intimamente ligado à vida da Igreja – a Igreja medieval latina compreendia, ou tinha recolhido sob o seu tecto protector, organizações de carácter esotérico e de forma iniciática, sacerdotal, cavaleiresca e artesanal, como as dos maçons ou pedreiros-construtores».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* «Gnose» pode não ser, neste caso, o termo mais correcto. No entanto, a sua intenção é livrar a palavra «conhecimento» do sentido vulgar e exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14-1-2012&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-6295970514322852727?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/6295970514322852727/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2012/01/leituras-de-eduardo-aroso-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/6295970514322852727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/6295970514322852727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2012/01/leituras-de-eduardo-aroso-2.html' title='LEITURAS DE EDUARDO AROSO, 2'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-SUYOCjJBZP4/TxKVTHoIXwI/AAAAAAAADOw/4qNuW5V1mdE/s72-c/imagesCADCAZ6J.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-5385685121414550320</id><published>2012-01-13T10:15:00.000Z</published><updated>2012-01-13T10:15:26.060Z</updated><title type='text'>LIMITAÇÕES</title><content type='html'>Pedimos desculpa aos nossos leitores pelo facto deste blogue estar, neste momento, com limitações, não sendo possível aceder em condições quer a textos antigos, quer a mensagens.&lt;br /&gt;Como se costuma dizer: "É de lá". Aliás, "de lá", têm vindo outros problemas, nomeadamente, a dificuldade que é colocar um texto com um grafismo no mínimo decente, sem que os ítálicos desapareçam ou que os espaços entre linhas não fiquem absolutamente grandes, sendo necessário todo o engenho e arte para a configuração de um simples texto.&lt;br /&gt;Aos "de lá" &amp;nbsp;pedimos um pouco mais de atenção.&lt;br /&gt;Aos "de cá" pedimos as nossas desculpas e deixamos os nossos lamentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-5385685121414550320?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/5385685121414550320/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2012/01/limitacoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/5385685121414550320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/5385685121414550320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2012/01/limitacoes.html' title='LIMITAÇÕES'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-6449923599985346267</id><published>2012-01-12T12:32:00.003Z</published><updated>2012-01-12T12:42:58.532Z</updated><title type='text'>POSTAIS DA ARRÁBIDA, 1</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-SsI9lWxKZU0/Tw7RzMGtvMI/AAAAAAAADOo/bkONHai9jkE/s1600/ccaa.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-SsI9lWxKZU0/Tw7RzMGtvMI/AAAAAAAADOo/bkONHai9jkE/s320/ccaa.jpg" width="286" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Presunção e água benta…&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;Pedro Martins&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uns meses, disse a alguém – creio que ao António Carlos Carvalho – que não se me dava em fazer uma aposta: o anunciado &lt;em&gt;Dicionário de Luís de Camões&lt;/em&gt; seria olímpico na desconsideração de António Telmo. À imagem do que sucedera com o &lt;em&gt;Dicionário de Fernando Pessoa e do Modernismo Português&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz mal em não apostar. Saído a lume no final do ano que passou, o &lt;em&gt;Dicionário&lt;/em&gt; não dedica ao filósofo uma só linha das muitas entradas que o compõem. Vítor Aguiar e Silva, que coordenou o pesado volume, comete assim, em última análise, a proeza de ignorar o mais lúcido, audaz e original hermeneuta do príncipe dos poetas portugueses, a quem Telmo, desde a &lt;em&gt;História Secreta de Portugal&lt;/em&gt;, consagrou uma parte importante do seu labor especulativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não é de crer que um tão eminente camonólogo, académico informado e atento, possa desconhecer títulos fundamentais do pensamento filosófico português (e – note-se –da bibliografia passiva camonina) como o &lt;em&gt;Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Filosofia e Kabbalah&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Congeminações de um Neopitagórico&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;A Aventura Maçónica – Viagens À Volta de um Tapete, Seguido de: Autobiografia e Sobrenatural em Luís de Camões: Onde se revelam alguns segredos guardados n'Os Lusíadas&lt;/em&gt;, obra já póstuma, sou forçado a concluir que Aguiar e Silva fez vista grossa a algo que aborrece, não compreende ou simplesmente rejeita. Não por acaso, Sampaio Bruno e Agostinho da Silva, que com Telmo quase definem uma linhagem espiritual e uma tradição interpretativa, são também postos de lado, e Fiama Hasse Pais Brandão, que nos desvelou o cabalismo do Camões cripto-judaico, mal é referida, nos cerca de duzentos artigos do &lt;em&gt;Dicionário&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo que Aguiar e Silva não era obrigado a apreciar ou a entender tudo quanto de relevante respeitasse ao poeta. Mas não lhe podia ignorar a existência, devendo dá-lo de empreitada a quem, de alguma sorte, pudesse suprir a sua própria incapacidade. Ou será que as sucessivas, espantosas demonstrações operadas no &lt;em&gt;Desembarque&lt;/em&gt;, ou as perplexidades e hipóteses inscritas e anotadas na &lt;em&gt;Autobiografia e Sobrenatural&lt;/em&gt;, não são, de todo, importantes, e, por isso, credoras de um módico de atenção dos camonologistas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não creio, claro está, que Aguiar e Silva houvesse, para o efeito, de recorrer ao auxílio prestimoso de um seu homólogo tão avisado como António Cândido Franco, universitário arguto, sumamente sensível à subtil insinuação da anagogia, e que, num estudo publicado no terceiro volume dos &lt;em&gt;Cadernos de Filosofia Extravagante&lt;/em&gt;, justamente põe a nu a debilidade interpretativa de que enferma o camonismo do professor de Coimbra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas semelhante imperativo deveria sempre ser cumprido, posto que o fosse com o propósito antipático, e que se me antolha baldado, de refutar a poderosa leitura télmica de Luís de Camões. Só assim não seria enganosa a publicidade da Editorial Caminho, que, a propósito, nos promete &lt;em&gt;“um vasto e rico &lt;/em&gt;The­saurus&lt;em&gt; da camonís­tica con­tem­porânea”&lt;/em&gt;, cujos arti­gos, &lt;em&gt;“da auto­ria dos mais rep­uta­dos camonistas nacionais e estrangeiros, pro­por­cionam ao leitor uma infor­mação abun­dante, rigorosa e atu­al­izada sobre a biografia, a obra lírica, épica, dra­matúr­gica e epis­to­lar de Camões, sobre a sua con­tex­tu­al­iza­ção histórico-literária, sobre os seus prob­le­mas filológi­cos, sobre a influên­cia e a crítica camo­ni­anas nos diver­sos perío­dos da lit­er­atura por­tuguesa e, numa per­spetiva com­para­tista, sobre a receção de Camões nas prin­ci­pais lit­er­at­uras mundi­ais, desde a espan­hola à brasileira e à norte-americana”&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presunção e água-benta…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-6449923599985346267?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/6449923599985346267/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2012/01/postais-da-arrabida-1.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/6449923599985346267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/6449923599985346267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2012/01/postais-da-arrabida-1.html' title='POSTAIS DA ARRÁBIDA, 1'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-SsI9lWxKZU0/Tw7RzMGtvMI/AAAAAAAADOo/bkONHai9jkE/s72-c/ccaa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-663430374466941123</id><published>2012-01-11T22:56:00.001Z</published><updated>2012-01-12T12:37:59.938Z</updated><title type='text'>ACONTECIMENTO RARO E NOTÁVEL...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-4mracnMIiGc/Tw4Q_Y5md8I/AAAAAAAADOY/LbYwC7x6IRE/s1600/lusophia40-sm-foto3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-4mracnMIiGc/Tw4Q_Y5md8I/AAAAAAAADOY/LbYwC7x6IRE/s320/lusophia40-sm-foto3.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Aula&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;Cynthia Guimarães Taveira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje cheguei atrasada, não muito, à aula de "Estudos do Modernismo" do Mestrado em Estudos Portugueses da FCSH.&lt;br /&gt;Ainda não estava lá há dois minutos quando a professora Manuela Parreira da Silva ergue uma fotocópia no ar para todos vermos a "árvore sefirótica" estilizada de António Telmo. Só tive tempo para dizer: "O meu querido AntónioTelmo", mas o espanto não deu para mais.&lt;br /&gt;Era uma página da &lt;em&gt;´Gramática Secreta" &lt;/em&gt;de António Telmo.&lt;br /&gt;António Telmo chegou à universidade!!!&lt;br /&gt;Lembro-me de que quando tirei a Licenciatura em Antropologia, um professor gritou-me, gritou-me mesmo, dizendo que Mircea Eliade estava ultrapassado e que deveria ser deitado no lixo. Perguntei-lhe na altura se Platão também. Claro que não levei resposta, só uma cara toda encarnada a bufar na minha direcção.&lt;br /&gt;Já tinha notado grandes mudanças na universidade: podíamos falar livremente do "secreto" do "esoterismo", &amp;nbsp;já tinha reparado, até, que alguns alunos queriam avançar com teses dentro dessas áreas.&lt;br /&gt;Mas ver António Telmo ali, a ser dado, a ser analisado, nunca pensei.&lt;br /&gt;Obrigada professora!&lt;br /&gt;António Telmo ainda tem muito para dar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-663430374466941123?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/663430374466941123/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2012/01/acontecimento-raro-e-notavel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/663430374466941123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/663430374466941123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2012/01/acontecimento-raro-e-notavel.html' title='ACONTECIMENTO RARO E NOTÁVEL...'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-4mracnMIiGc/Tw4Q_Y5md8I/AAAAAAAADOY/LbYwC7x6IRE/s72-c/lusophia40-sm-foto3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-3559732060425038505</id><published>2012-01-11T00:29:00.000Z</published><updated>2012-01-11T00:29:44.559Z</updated><title type='text'>AS DANÇAS DE DALILA, 4</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-oZ-54oCZ8aE/TwzV2uK01tI/AAAAAAAADOQ/rjEKjxvB41A/s1600/imagesCAE3IM6G.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="205" src="http://4.bp.blogspot.com/-oZ-54oCZ8aE/TwzV2uK01tI/AAAAAAAADOQ/rjEKjxvB41A/s320/imagesCAE3IM6G.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Excerto de &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;Dalila &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;Pereira &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;da &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #c27ba0;"&gt;Costa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;“Para a visão da história portuguesa - e nesta época, mais do que qualquer outro lugar da terra e tempo, urgirá não desligar a lenda da história, não abolir a primeira em face da segunda. (…)&lt;/div&gt;Assim, as ilhas lendárias vivem na imaginação dos homens duma época e são integradas nos seus mapas reais, aqueles que os conduzem e lhes indicam as rotas a seguir, num oceano real: como os mais altos testemunhos do avanço da experiência sobre esse mar desconhecido, - como alargamento do território da verdade sobre a terra. &lt;br /&gt;&lt;em&gt;Demanda&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Navegação&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Descobrimentos&lt;/em&gt;, serão duas formas de aventuras paralelas e inseparáveis desta nação. Nela encarnada simultaneamente na própria história. Em sonho e acção."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Retirado do livro: &lt;em&gt;A Nau e o Graal, &lt;/em&gt;Lello &amp;amp; Irmão - Editores, 1978, páginas 99 e 101&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-3559732060425038505?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/3559732060425038505/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2012/01/as-dancas-de-dalila-4.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/3559732060425038505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/3559732060425038505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2012/01/as-dancas-de-dalila-4.html' title='AS DANÇAS DE DALILA, 4'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-oZ-54oCZ8aE/TwzV2uK01tI/AAAAAAAADOQ/rjEKjxvB41A/s72-c/imagesCAE3IM6G.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-7185022637075869622</id><published>2012-01-09T01:00:00.002Z</published><updated>2012-01-09T12:09:08.374Z</updated><title type='text'>TEMPOS DE HOJE</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-BB7-HICWwvE/Two6T5Fu93I/AAAAAAAADOI/et2byeyPl9M/s1600/bras%25C3%25A3o.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-BB7-HICWwvE/Two6T5Fu93I/AAAAAAAADOI/et2byeyPl9M/s1600/bras%25C3%25A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Não há somente o Portugal da Terra&lt;br /&gt;Há outro Portugal, o do Outro-Mundo,&lt;br /&gt;Onde Pedro anda a&amp;nbsp;caçar na serra&lt;br /&gt;E Inês repete o seu adeus profundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor de um povo que entre brumas erra, &lt;br /&gt;O Portugal-Maior não tem segundo&lt;br /&gt;Rei Encoberto, quando vais para a guerra?&lt;br /&gt;Camões, que estás dizendo, moribundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andaste na oficina do Bandarra&lt;br /&gt;Ó tu&lt;br /&gt;Que sentes do bruxedo a garra&lt;br /&gt;E deitas profecias à lua-cheia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leva-me a crer, com a peneira erguida, &lt;br /&gt;O outro Portugal de outra-vida&lt;br /&gt;Por quem a raça anseia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;António Sardinha (1888-1925)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Questão de Portugal&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Cynthia Guimarães Taveira&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época salazarista falar dos Descobrimentos e do resto da História de Portugal era, de alguma forma, uma espécie de legitimação do Estado Novo. Claro que a História pode ser aproveitada para determinados fins uma vez que também ela é um aproveitamento dos factos do tempo. Mas há uma questão que acompanha a nossa História e que é exactamente a Questão de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente nunca um país foi tão questionado pelos seus. Tanto pelos seus poetas, escritores ou filósofos como pela forma decaída da Questão traduzida no tipo de frases ditas pelo português comum: "este país não vai a lado nenhum",ou "tenho vergonha do meu país". Parece haver uma relação com este país do tipo "eu e ele" ou "eu e tu" e talvez, por isso, André Coyné tenha escrito "Portugal é um ente", ou seja, algo que se confunde com um ser, com uma pessoa. Temos uma relação verdadeiramente pessoal com o nosso país. Daí que até os filósofos que se debrucem sobretudo sobre questões ontológicas, mais tarde ou mais cedo, toquem a  pátria nas suas reflexões, toquem esse outro ser para além deles e dos outros e escutem os poetas nos seus lamentos e exaltações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um país é personificado deverá comportar-se como uma pessoa. Com o seu corpo, o seu coração, a sua alma (incapaz cientificamente de ser testada) bem como o seu espírito. A Questão de Portugal talvez seja a questão da própria Pessoa. O que é dado à Pessoa? O que se espera dela? Para onde caminha? A Questão da Pessoa é a questão antropológica, uma questão ainda muito longe de ter resposta. Portugal e Pessoa confundem-se e mantêm-se como um maná a que recorrentemente escritores, poetas, filósofos e artistas retomam como seu alimento. Daí o facto de existir uma linhagem em Portugal de entes que questionam o ente maior onde vivem. Uma linhagem impossível de aniquilar pois parece ter as suas raízes num país que a tecnologia, a política ou as grandes empresas nem sequer vislumbram. O país invisível, acima do país territorial e político, aquele que é construído, lado a lado, com este nas margens do rio do esquecimento que apenas alguns sabem atravessar, e, no entanto, adormecido não morre, esquecido, não esquece, enterrado no passado, reside no futuro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este outro Portugal, o do Outro-mundo, o Portugal Maior ou o da Outra Vida de que nos fala António Sardinha não parece ser apenas uma questão teórica ou uma questão de teoria pois vai muito para além de uma especulação puramente formal e racional, não obedece igualmente a um conjunto de princípios sistemáticos e perenes que regem uma  Ideia, não há um sistema propriamente dito, porque, de forma serpenteada e sábia, filósofos e poetas sabiamente souberam contornar a “tentação” de elaborar um sistema; não é uma suposição porque a Questão não tem sempre respostas vagas, não é uma tese pois não se defende um ponto de vista perante as batinas dos académicos ou de olhares penetrantes em busca de um erro ou contradição (antes pelo contrário, muitas vezes se foge do academismo  como o diabo da cruz), não é um teorema pois muitas das “visões-respostas” sobre o que é Portugal não são demonstráveis num compasso dedutivo antes vindo, por vezes, de intuições rápidas, sentimentais, muito semelhantes à forma como o Espírito Santo sopra. Não é uma questão teórica em definitivo, até porque a teoria, de alguma forma, ou se fica por ela própria ou é impelida para a prática, como a potência para o acto. E os resultados muitas vezes não são nada deslumbrantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Questão de Portugal, roça a utopia quando o sonho se torna tão agudo como uma agulha no cimo de uma montanha, mas não é utopia porque esta traz em si o germe da sua negação. A utopia é um céu congelado e um céu congelado não cabe nesse Outro Portugal. Passa suavemente pelo delírio, esse Outro Portugal, o delírio provocado pelo perfume deveras sentido do jardim plantado à beira mar, um paraíso possível em carne, o delírio de vermos efectivamente Pedro a caçar, Inês a dormir, as naus a avançar. Um delírio que nos remete para o passado, mitificando-o (ou seja, dando-lhe características míticas), repetindo-o em rituais interiores feitos de gestos do pensamento e, mais estranho ainda que um delírio, uma evocação onde entra naturalmente o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Questão de Portugal está ligada à evocação desse outro Portugal indefinido, esse “deitar profecias à lua cheia” pode ser lido como ter visões em tempo de evocações ou evocar em tempo de visões. Vê-se esse outro Portugal e evocamo-lo. Não há a ansiedade de passar da teoria à prática, há a certeza que esse outro Portugal existe. Existe na esfera do sagrado e é necessário chegar a ele. Existe em movimento, em vida, em criação e em construção perpétua. Tudo ao contrário da questão teórica e até meramente filosófica naquilo que pode ter de especulação sobre o real. Não há uma aplicação teórica, há uma proposta de muitos caminhos para chegar ao Portugal imaginado e todos esses caminhos são abertos pela porta principal da Questão antropológica. Numa linha de Pascoaes abre-se uma avenida de luz no meio da paisagem: “as nações sem alma são simples colónias”; num texto de António Quadros uma advertência: “a antropologia precede a História” e “ não é possível, em suma, indagar sobre o passado sem ter interrogado primeiro o ser do homem e as condições do movimento mental e anímico que orientam, no seu processo, as frustrações e os triunfos dos movimentos sociais ou políticos“; numa frase de Fernando Pessoa um breve e surpreendente atalho: “considerar a Pátria Portuguesa como  a coisa para nós mais existente, e o Estado Português como não existente”; num escrito de Leonardo Coimbra, uma orientação com a dimensão de uma vida: “a seriedade e profundidade da alma nacional aparecerá logo que esta consiga furtar-se à fascinação dos figurinos estrangeiros. Como quebrar o encanto? O poeta, o pintor, o músico devem procurar dar ao povo  português a sua alma verídica!”, e assim sucessivamente. Cada desvendador de Portugal é um batedor na selva dos enganos daquilo que se poderia tomar por um simples país, igual demais aos outros e é ,em simultâneo, graças às revelações que vai tendo desse Portugal Maior, seu profeta. O que é deveras estranho uma vez que a Era da Profecia parece ter acabado por volta do século VI a.C. e, para nosso bem, não há dúvida que nesse aspecto somos um país atrasadíssimo, retido nas malhas de um tempo há muito esquecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo profético em Portugal passa pela palavra e ainda por uma consciência do tempo diferente da contagem decrescente dos relógios digitais&amp;nbsp;o que&amp;nbsp;terá como consequência uma estranha forma de vida.&lt;br /&gt;A palavra tem a dupla função de materializar as visões dos ângulos desse Outro Portugal e em simultâneo, de alguma forma, o ir criando. É um processo místico onde céu e terra participam: Hildegarda  de Bingen, visionária medieval, afirmava ter visto a cidade do céu em construção.  A cidade celeste, que julgávamos definitivamente erguida está afinal em construção. Esta afirmação obriga a rever em parte a noção do mundo das essências de Platão, onde os modelos/arquétipos nos surgem como perfeitos, acabados e inalteráveis noutra dimensão. Estará o céu em construção ou estará apenas semi-construído? A geografia celeste está em movimento? A resposta alquímica “o  que está em cima é como o que está em baixo” oferece, pela, sua abstracção, uma resposta intermédia: nem totalmente construído nem, paradoxalmente, totalmente imperfeito.  O Portugal imaginário é imaginado pelos nossos pensadores e, conforme o seu grau de pureza, cabe ou não nessas esferas celestes. Esse Portugal é o “país das horas aparentes”, para citar Álvaro Guerra. Aqui, no Portugal íntimo, não há horas para quem nele nasce e vive. Não há tempo. A lua como medida dos ciclos, o sol como medida dos dias são apenas a aparência cósmica, a camuflagem de um país que já não é de um mundo de grilhetas e gerador do tempo. Saturno está em festa, afastou-se de Chronos e abraçou Kairos gozando os dias de ouro. Aqui, onde se agitam e repousam as canetas dos poetas e filósofos não há passado nem futuro, nem compromisso entre memória e sonho, porque a memória é o seu sonho e o seu sonho a sua memória. E a única história possível é a do futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A percepção deste outro tempo onde não há horas passa pelo fenómeno da iniciação e da irmandade, ambas geradas na naturalidade e a caminho da sobrenaturalidade. É tentador pensar numa linhagem iniciática em Portugal que passe por ordens muito mais-do-que-secretas e, quiçá, perfeitas, palavras-passe e senhas cuja criptografia nem os melhores cabalistas possam decifrar. É tentador pensar sempre numa espiritualidade, de alguma forma, materialista, que seja visível, palpável, agarrada, escrita e que sobretudo tenha um dono dessa verdade encontrada. Há um acontecimento recorrente ultimamente a que se pode chamar “a propriedade da verdade”: não é a verdade encontrada que verdadeiramente interessa, mas sim, o dono da verdade, aquele que a descobriu e a possibilidade que este tem de ser uma “estrela” no mundo das descobertas. Convinha, para esses casos, lembrar que na Idade Média, a obra falava mais alto que os homens, e as suas mãos nada assinavam, não assassinando assim o verdadeiro propósito do seu gesto: a glorificação de algo maior do que si próprio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rito como possível porta para uma iniciação está hoje bastante limitado por fenómenos poluidores. Essa poluição contemporânea (que também é física…) pode ter como base a existência ou não do próprio mito que, como se sabe, é a base de qualquer rito. O sincretismo em espiral&amp;nbsp;feito a partir de&amp;nbsp;diversas religiões (fenómeno crescente para  qual nos chamou a atenção René Guénon) sobretudo a partir do século XIX com a explosão de uma antropologia eufórica nascida do deslumbramento pelas leis positivistas suscitou, nalguns espíritos, um desejo de uma simplificação que condensasse diversas doutrinas tornando os mitos  e personagens míticas existentes em estranhas formas de religiosidade, unidos numa série de correspondências que partiam sobretudo do seu lado mais visível e exterior quando, na origem, estavam inseridos em espaços, tempos e culturas muito próprias. É assim que Isís, é afinal, Diana, que é Vénus que é Kali que está ligada à Deusa Mãe correspondendo à Virgem que é também a mulher interior que há em nós e ainda a “anima”  dos homens, enfim, nem o caldeirão dos druidas levava tantos condimentos da mesma espécie. É tudo reunido e bebido de um trago e o individuo, uma vez imbuído de este estado de embriaguez mítico-sintética, pode, enfim, criar um rito aproveitando cacos dispersos de histórias soltas como uma espécie de arqueólogo apressado com o desejo absoluto de reconstruir e ressuscitar uma civilização inteira a partir de meia dúzia de pedras.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar nem todos os antigos ritos fomentavam o fenómeno da iniciação. Muitos eram ritos que procuravam a continuidade de uma certa normalidade da natureza e dos homens, inseridos numa consciência do tempo cíclico. Em segundo lugar, a iniciação pressupõe sempre uma ruptura, como tão bem nos ensinou Mircea Eliade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há mitos novos, nem se criam mitos e muito menos se criam mitos a partir  de fragmentos de outros mitos. Em Portugal, o que se vive é uma consciência mítica perante a História o que permite aos seus filósofos, escritores e poetas irem alimentando de alguma forma, esse Outro Portugal que vive numa esfera mítica, e, pela lei natural, aquilo que é alimentado, permanece vivo. É essa consciência mítica, e não qualquer fenómeno ritual exterior, que permite a iniciação em Portugal. O exercício da imaginação tem um papel decisivo na iniciação portuguesa pois toda essa consciência mítica tem lugar num espaço e tempos imaginários e obriga a rupturas internas com antigas formas de vida e de pensar, podendo haver, na maioria dos casos, intervenção de um terceiro elemento nesse diálogo entre o homem e aquilo que imagina. Esse terceiro elemento é, de facto, sobrenatural. A consciência mítica leva a rupturas internas (características da iniciação) e que, por sua vez, conduzem à intervenção, ou ao sublinhar de forças sobrenaturais que de alguma forma legitimam o percurso iniciático. Da mesma forma que o grau de pureza do Portugal imaginado, leva a que este caiba, ou não, nas esferas celestes. É no centro da ruptura ontológica que reside a evocação e isso, na sua veracidade, ou é extraordinariamente difícil de fazer (se se partir de um gesto voluntário e premeditado, no caso da iniciação ritual) ou é tão fácil como tomar um copo de água (se for um gesto interior absolutamente espontâneo, desapegado, como é o caso da iniciação mística). Em Portugal as palavras, os silêncios, a geografia e a arquitectura antiga  são a verdadeira sociedade secreta que alguns procuram nas fatiotas e gestos rituais improvisados e apressados. São estes factores os testemunhos de uma consciência mítica. E quem participa nessa consciência está sujeito à iniciação e a entrar numa espécie de irmandade que vive não da semelhança entre irmãos, mas sim, da sua absoluta diferença e originalidade interiores embora participando de algumas memórias semelhantes, de alguns sonhos, de alguma religiosidade, de uma sensibilidade face às mesmas questões (mitemas nacionais, messianismo etc) conduzindo à partilha dos mesmos símbolos nas formas de expressão e ainda  da consequência, quase inevitável, de uma súbita intervenção do Espírito Santo. E tudo isto conduz a uma estranha forma de vida. A uma forma de vida dupla devido a uma consciência de missão, sem fanatismo ou vaidade, uma forma de missão cujo único compromisso está na obra que se deixa para trás na hora da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Pessoa teve consciência de tudo isto, e, naturalmente, por ser livre, único e original, brincou com tudo isto: ao dizer desejar ser um fazedor de mitos, dizia, por outras palavras que alimentava um mito e chamava a atenção para o facto de se poder ou não criar mitos, e brinca ainda mais (destruindo por completo o materialismo espiritual) quando escreve: “A Ordem de Cristo não tem graus, templo, rito ou passe. Não precisa reunir, e os seus cavaleiros, para assim lhes chamar, conhecem-se sem saber uns aos outros, falam-se sem o que propriamente se chama linguagem. Quando se é escudeiro dela não se está ainda nela; quando se é mestre dela, já se lhe não pertence. (…). Não se entra para a Ordem de Cristo por nenhuma iniciação, ou, pelo menos, por nenhuma iniciação que possa ser descrita em palavras. Não se entra para ela por querer ou por ser chamado; nisto ela se conforma com a fórmula dos mestres: “quando o discípulo está pronto, o Mestre está pronto também. E é na palavra “pronto” que está o sentido vário, conforme as ordens e as regras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiel à sua obediência - se assim se pode chamar onde não há obedecer - à fraternidade de quem é filha e mãe, há nela a perfeita regra de Liberdade, Igualdade, Fraternidade. Os seus cavaleiros - chamemos-lhe sempre assim - não dependem de ninguém, não obedecem a ninguém, não precisam de ninguém, nem da Fraternidade de que dependem, a quem obedecem e de que precisam. Os seus cavaleiros são entre si perfeitamente iguais naquilo que os torna cavaleiros; acabou entre eles toda a diferença que há em todas as coisas do mundo. Os seus cavaleiros são ligados uns aos outros pelos simples laço de serem tais, e assim são irmãos, não sócios nem associados. São irmãos, digamos assim, porque nasceram tais. Na ordem de Cristo não há juramento nem obrigação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A brincadeira de Fernando Pessoa é de uma ironia séria ou de uma seriedade irónica. A noção de irmandade surge como consequência da iniciação interna e não ao contrário.  E a matéria prima do rito interior reside nesse Outro Portugal cujos símbolos vão ficando gravados, de geração em geração, na presenças de indivíduos que influenciam outros, nas palavras que se deixam escritas, nos silêncios partilhados, na pedra, na geografia diversa e na intervenção do Espírito Santo como fonte da iniciação desse e nesse Outro Portugal e seus criadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, algures num mês de 2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-7185022637075869622?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/7185022637075869622/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2012/01/tempos-de-hoje.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/7185022637075869622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/7185022637075869622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2012/01/tempos-de-hoje.html' title='TEMPOS DE HOJE'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-BB7-HICWwvE/Two6T5Fu93I/AAAAAAAADOI/et2byeyPl9M/s72-c/bras%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-5563914736405518855</id><published>2012-01-08T10:58:00.000Z</published><updated>2012-01-08T10:58:30.504Z</updated><title type='text'>ALMOÇO DE REIS</title><content type='html'>Reportagem fotográfica por:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Filipe Nobre Gomes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-YKCxaZLg0NM/Twlu8kVI2VI/AAAAAAAADMg/T3Z-JYK13fk/s1600/IMG_7492.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://4.bp.blogspot.com/-YKCxaZLg0NM/Twlu8kVI2VI/AAAAAAAADMg/T3Z-JYK13fk/s320/IMG_7492.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Entre outros. Pedro Sinde, Pedro Martins, Maria Antónia, Anair,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Helder Cortes, Maurícia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-1ajMnJ-h4IA/TwlvhRZx7II/AAAAAAAADMo/ab9ntG9ERv4/s1600/IMG_7534.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/-1ajMnJ-h4IA/TwlvhRZx7II/AAAAAAAADMo/ab9ntG9ERv4/s320/IMG_7534.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Da esquerda para a direita: Pedro Sinde, Carlos Aurélio, Helder Cortes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Em baixo: Maria Antónia, viúva de António Telmo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ldgXpMJYt5c/TwlwCPgw3zI/AAAAAAAADMw/rekKU1h5TLs/s1600/IMG_7455.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/-ldgXpMJYt5c/TwlwCPgw3zI/AAAAAAAADMw/rekKU1h5TLs/s320/IMG_7455.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Pedro Sinde à esquerda e, ao lado dele, Mário Rui, o nosso anfitrião&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-l9piPKDDCsI/Twlw2AIt5II/AAAAAAAADNA/-CyngqgHUeM/s1600/IMG_7456.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/-l9piPKDDCsI/Twlw2AIt5II/AAAAAAAADNA/-CyngqgHUeM/s320/IMG_7456.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Paulo Santos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Y35HeMznGRw/TwlxRdQDcNI/AAAAAAAADNI/nr6-qPt7JgU/s1600/IMG_7482.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/-Y35HeMznGRw/TwlxRdQDcNI/AAAAAAAADNI/nr6-qPt7JgU/s320/IMG_7482.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Panorâmica&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-xbL7QHgqk0Q/Twlxtbv7t3I/AAAAAAAADNQ/qhL16yxRWpo/s1600/IMG_7549.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://3.bp.blogspot.com/-xbL7QHgqk0Q/Twlxtbv7t3I/AAAAAAAADNQ/qhL16yxRWpo/s320/IMG_7549.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Luís Paixão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-UwqCKuakBys/TwlyaY3XwlI/AAAAAAAADNg/PKhFb4c9K6w/s1600/IMG_7447.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://3.bp.blogspot.com/-UwqCKuakBys/TwlyaY3XwlI/AAAAAAAADNg/PKhFb4c9K6w/s320/IMG_7447.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Chopin também lá esteve...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-kKJWMPhkTuI/TwlzViTWWPI/AAAAAAAADNw/8w6XFQMtpBk/s1600/IMG_7567.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://4.bp.blogspot.com/-kKJWMPhkTuI/TwlzViTWWPI/AAAAAAAADNw/8w6XFQMtpBk/s320/IMG_7567.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;O senhor de barba é António Carlos Carvalho&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-YkyYvi197MY/Twl0PQrGD9I/AAAAAAAADN4/f2ZewTX7rKQ/s1600/IMG_7525.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/-YkyYvi197MY/Twl0PQrGD9I/AAAAAAAADN4/f2ZewTX7rKQ/s320/IMG_7525.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Os nossos anfitriões, Mário Rui&amp;nbsp; e sua esposa, Cristina&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-lZi0lp6l5Dg/Twl04Nu2lOI/AAAAAAAADOA/GJ2N1cpHb2I/s1600/IMG_7564.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://1.bp.blogspot.com/-lZi0lp6l5Dg/Twl04Nu2lOI/AAAAAAAADOA/GJ2N1cpHb2I/s320/IMG_7564.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;E a Lua, claro, elevando-se sobre o laranjal...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-5563914736405518855?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/5563914736405518855/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2012/01/almoco-de-reis.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/5563914736405518855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/5563914736405518855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2012/01/almoco-de-reis.html' title='ALMOÇO DE REIS'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-YKCxaZLg0NM/Twlu8kVI2VI/AAAAAAAADMg/T3Z-JYK13fk/s72-c/IMG_7492.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-4992037859659904460</id><published>2012-01-08T00:24:00.000Z</published><updated>2012-01-08T00:24:02.267Z</updated><title type='text'>POETAS LUSÍADAS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-XPkEn7Elnu8/Twjg6a3op5I/AAAAAAAADMY/GY6fQ9hebqQ/s1600/olimpo.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="241" src="http://3.bp.blogspot.com/-XPkEn7Elnu8/Twjg6a3op5I/AAAAAAAADMY/GY6fQ9hebqQ/s320/olimpo.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Na Imagem: os deuses do Olimpo&lt;/span&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Só Esta Liberdade nos Concedem os Deuses&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;Ricardo Reis&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só esta liberdade nos concedem &lt;br /&gt;Os deuses: submetermo-nos &lt;br /&gt;Ao seu domínio por vontade nossa. &lt;br /&gt;Mais vale assim fazermos &lt;br /&gt;Porque só na ilusão da liberdade &lt;br /&gt;A liberdade existe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem outro jeito os deuses, sobre quem &lt;br /&gt;O eterno fado pesa, &lt;br /&gt;Usam para seu calmo e possuído &lt;br /&gt;Convencimento antigo &lt;br /&gt;De que é divina e livre a sua vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, imitando os deuses, &lt;br /&gt;Tão pouco livres como eles no Olimpo, &lt;br /&gt;Como quem pela areia &lt;br /&gt;Ergue castelos para encher os olhos, &lt;br /&gt;Ergamos nossa vida &lt;br /&gt;E os deuses saberão agradecer-nos &lt;br /&gt;O sermos tão como eles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-4992037859659904460?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/4992037859659904460/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2012/01/poetas-lusiadas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/4992037859659904460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/4992037859659904460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2012/01/poetas-lusiadas.html' title='POETAS LUSÍADAS'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-XPkEn7Elnu8/Twjg6a3op5I/AAAAAAAADMY/GY6fQ9hebqQ/s72-c/olimpo.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-617283414688475621</id><published>2012-01-07T08:39:00.002Z</published><updated>2012-01-07T08:42:35.520Z</updated><title type='text'>HOJE</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-T0N7nLKJxdI/TwgDLUQbLCI/AAAAAAAADMQ/6N0KyBvijhk/s1600/louco1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-T0N7nLKJxdI/TwgDLUQbLCI/AAAAAAAADMQ/6N0KyBvijhk/s320/louco1.jpg" width="229" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Hoje, os Extravagantes reúnem-se&amp;nbsp;na Serra d'Ossa. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Partilharão o Bolo-Rei.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Lembrarão António Telmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;E permanecerão Extravagantes.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Porque a vida sem Extravagâncias &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;destoa do livre pensamento.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-617283414688475621?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/617283414688475621/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2012/01/hoje.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/617283414688475621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/617283414688475621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2012/01/hoje.html' title='HOJE'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-T0N7nLKJxdI/TwgDLUQbLCI/AAAAAAAADMQ/6N0KyBvijhk/s72-c/louco1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-2023067058408073037</id><published>2012-01-06T10:42:00.001Z</published><updated>2012-01-06T10:53:14.280Z</updated><title type='text'>ANTÓNIO TELMO, SEMPRE</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-FYLgwW3X1sI/TwbO73q5NiI/AAAAAAAADMI/tc6UNOu_k6A/s1600/imagesCA5II2Y6.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-FYLgwW3X1sI/TwbO73q5NiI/AAAAAAAADMI/tc6UNOu_k6A/s1600/imagesCA5II2Y6.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Em dia de Reis, fica a memória de António Telmo no qual a Ilha e Estrela revelam, afinal de contas,  que “o que está em cima é como o que está em baixo”. Texto luminoso e hermético para reflectir vivamente e levar dentro de nós para onde quer que os nossos passos se dirijam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #3d85c6;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;A Ilha&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;(Por António Telmo)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Como disse aqui ontem o Orlando Vitorino, os Descobrimentos não tiveram por fim a conquista das rotas comerciais, a não ser que nelas vejamos etimologicamente as rodas de Mercúrio, daquele Mercúrio que é, segundo Camões, o Espírito Santo revelando-se a Vasco da Gama. O fim dos Descobrimentos foi, na verdade, o inesperado encontro com a Ilha dos Amores.&lt;br /&gt;É essa mesma Ilha aquela onde reside o Rei.&lt;br /&gt;Numa das notas escritas por Fernando Pessoa sobre o sebastianismo, o poeta impõe a si próprio o seguinte: "É preciso ver o que significa a Ilha”. &lt;br /&gt;Aprendemos na Escola: “Ilha é uma porção de terra cercada de água por todos os lados”. Na terminologia dos filósofos uma ilha é um absoluto, o ab-soluto ou então, recordando Leibnitz e Leonardo Coimbra que o segue, uma mónada representativa do Universo. Um ponto de vista que tem, em relação aos pontos de  vista a partir dos quais abrangemos um panorama, esta importantíssima diferença: a de o objecto de visão ser produzido pelo próprio que o apreende. Uma estrela é uma ilha cercada de todos os lados pelo infinito, mas é a sua luz que cria a visibilidade. (…)&lt;br /&gt;O mundo encoberto, presente por toda a parte como uma ilha que pode surgir inesperadamente em qualquer ponto do percurso da nossa navegação, não é o mundo vazio da vida dos nossos pobres conceitos. Swedenborg viu-o como uma terra em que os vivos, que são os nossos mortos ou de que nós somos a imagem morta, nascem, crescem, casam-se, viajam, amam e até têm os seu Cafés onde se encontram formando tertúlias de pensamento. “Os Anjos também investigam”, escreveu Leibnitz.&lt;br /&gt;Cada um de nós ao morrer encontra do outro lado de dentro aquilo que se foi formando no seu subconsciente por dejecto, no seu supraconsciente por assunção. Levamos connosco o nosso Inferno e o nosso Paraíso. Só os heróis têm a revelação da Ilha com os seus três outeiros, as suas aves, as suas flores e as águas onde o Amor abre o acesso ao Paraíso, onde a mónada se conhece enquanto mónada na forma de “um globo diáfano  e profundo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;António Telmo, &lt;em&gt;Viagem a Granada&lt;/em&gt;, Edições da Fundação Lusíada, 2005, pág. 156&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-2023067058408073037?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/2023067058408073037/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2012/01/antonio-telmo-sempre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/2023067058408073037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/2023067058408073037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2012/01/antonio-telmo-sempre.html' title='ANTÓNIO TELMO, SEMPRE'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-FYLgwW3X1sI/TwbO73q5NiI/AAAAAAAADMI/tc6UNOu_k6A/s72-c/imagesCA5II2Y6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-4317980425420152372</id><published>2012-01-04T11:59:00.000Z</published><updated>2012-01-04T11:59:30.381Z</updated><title type='text'>POEMAS DE EDUARDO AROSO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-jjsoWBPbVuc/TwQ-gqDDjtI/AAAAAAAADMA/yBQI8MyUlrU/s1600/imagesCANNZ0KW.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-jjsoWBPbVuc/TwQ-gqDDjtI/AAAAAAAADMA/yBQI8MyUlrU/s1600/imagesCANNZ0KW.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;E&lt;/span&gt;nergia &lt;span style="color: #e69138;"&gt;D&lt;/span&gt;o &lt;span style="color: #e69138;"&gt;P&lt;/span&gt;oema&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luz não se vende&lt;br /&gt;quando todos os dias&lt;br /&gt;chega radiosa sem exclusão&lt;br /&gt;de quem a sabe ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas dá-se com justeza&lt;br /&gt;a quem a pode receber&lt;br /&gt;no seio da alma que procura&lt;br /&gt;pelos secretos labirintos da natureza.&lt;br /&gt;Ímpeto de ser, sorriso de refracção&lt;br /&gt;(uma alínea objectiva de Deus)&lt;br /&gt;que ensina a contra-ilusão.&lt;br /&gt;Nela descansam todos os conceitos&lt;br /&gt;no regaço unitivo que tudo abraça.&lt;br /&gt;Queima e sana, exalta e fere&lt;br /&gt;apenas a escuridão que não a reconhece, &lt;br /&gt;universal manto cheio de graça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó nudez humana no que nos cerca,&lt;br /&gt;está dentro a beleza que faz a carne&lt;br /&gt;e o que depois dela é primavera eterna!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2-01-2012&lt;br /&gt;Eduardo Aroso&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-4317980425420152372?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/4317980425420152372/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2012/01/poemas-de-eduardo-aroso.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/4317980425420152372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/4317980425420152372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2012/01/poemas-de-eduardo-aroso.html' title='POEMAS DE EDUARDO AROSO'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-jjsoWBPbVuc/TwQ-gqDDjtI/AAAAAAAADMA/yBQI8MyUlrU/s72-c/imagesCANNZ0KW.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-5818197100709758443</id><published>2012-01-02T10:25:00.000Z</published><updated>2012-01-02T10:25:27.313Z</updated><title type='text'>COISAS QUE PERDURAM...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Wuux_4S-SBY/TwGFbS83g8I/AAAAAAAADL0/RLF9qMd63HI/s1600/imagesCAJUQJW8.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-Wuux_4S-SBY/TwGFbS83g8I/AAAAAAAADL0/RLF9qMd63HI/s1600/imagesCAJUQJW8.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E porém me perece este nome de &lt;em&gt;ssuydade&lt;/em&gt; tam proprio que o latym nem outra linguagem… nom he pera tal sentido semelhante.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Rei D. Duarte - no Leal Conselheiro, Cp. XXV&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Saudade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;&lt;strong&gt;Pedro Ayres Magalhães&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao redor desta fogueira&lt;br /&gt;enquanto as armas descansam&lt;br /&gt;deito os meus olhos aos céus&lt;br /&gt;pelas estrelas dos teus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amada, Senhora, Pomba de Cristal&lt;br /&gt;Amada, Senhora, morro de paixão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao redor desta fogueira&lt;br /&gt;enquanto as armas descansam &lt;br /&gt;deito os meus olhos aos céus&lt;br /&gt;por se não verem nos teus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amada, Senhora, Pomba de Cristal&lt;br /&gt;Amada, Senhora, Lágrima do Céu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao redor desta fogueira&lt;br /&gt;Enquanto as armas descansam&lt;br /&gt;Peito rasgado de amor&lt;br /&gt;Troa o rufar do tambor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor quão longe tu estás…&lt;br /&gt;Amor quão longe tu estás…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-5818197100709758443?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/5818197100709758443/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2012/01/coisas-que-perduram.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/5818197100709758443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/5818197100709758443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2012/01/coisas-que-perduram.html' title='COISAS QUE PERDURAM...'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Wuux_4S-SBY/TwGFbS83g8I/AAAAAAAADL0/RLF9qMd63HI/s72-c/imagesCAJUQJW8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-7510100465257814262</id><published>2011-12-31T12:59:00.000Z</published><updated>2011-12-31T12:59:36.425Z</updated><title type='text'>ANO NOVO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Vk4rfIdMHig/Tv8F8N7bJjI/AAAAAAAADK4/5XPIa6YqOGo/s1600/fibonacci_flower-02.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-Vk4rfIdMHig/Tv8F8N7bJjI/AAAAAAAADK4/5XPIa6YqOGo/s320/fibonacci_flower-02.jpg" width="299" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;QUE O ANO NOVO TRAGA&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-JbFpweCQnLI/Tv8GLT0WhpI/AAAAAAAADLE/358EeEL2EF8/s1600/imagesCA8C7P3I.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-JbFpweCQnLI/Tv8GLT0WhpI/AAAAAAAADLE/358EeEL2EF8/s1600/imagesCA8C7P3I.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;PARA CADA UM&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Bl1sf5xu7h8/Tv8Gg89LKtI/AAAAAAAADLQ/yldULaUtYnI/s1600/imagesCA463DMN.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-Bl1sf5xu7h8/Tv8Gg89LKtI/AAAAAAAADLQ/yldULaUtYnI/s1600/imagesCA463DMN.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;A SUA FLOR EXÓTICA&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Ty-m05szaSo/Tv8Gth7gGYI/AAAAAAAADLc/VrQI3yUAanU/s1600/imagesCAKLCRA2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-Ty-m05szaSo/Tv8Gth7gGYI/AAAAAAAADLc/VrQI3yUAanU/s1600/imagesCAKLCRA2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;IGUAL À SUA ALMA ÚNICA&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Glg9jUEbzeA/Tv8G-nD76TI/AAAAAAAADLo/y1Y9n2eIp0Y/s1600/imagesCAZGEQ5J.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-Glg9jUEbzeA/Tv8G-nD76TI/AAAAAAAADLo/y1Y9n2eIp0Y/s1600/imagesCAZGEQ5J.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;E IRREPETÍVEL...﻿&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-7510100465257814262?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/7510100465257814262/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/ano-novo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/7510100465257814262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/7510100465257814262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/ano-novo.html' title='ANO NOVO'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Vk4rfIdMHig/Tv8F8N7bJjI/AAAAAAAADK4/5XPIa6YqOGo/s72-c/fibonacci_flower-02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-7516271124304880263</id><published>2011-12-30T23:16:00.006Z</published><updated>2011-12-31T10:51:07.778Z</updated><title type='text'>TEMPOS DE HOJE</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-dX0ZKSfD9Es/Tv5B5Oa319I/AAAAAAAADKg/ke8PBPYLOIQ/s1600/imagesCAF0KWE1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-dX0ZKSfD9Es/Tv5B5Oa319I/AAAAAAAADKg/ke8PBPYLOIQ/s200/imagesCAF0KWE1.jpg" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-R6xrla3wAS8/Tv5CgHPQx8I/AAAAAAAADKs/VQAfOWAhb74/s1600/imagesCAUEWI3U.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="148" src="http://3.bp.blogspot.com/-R6xrla3wAS8/Tv5CgHPQx8I/AAAAAAAADKs/VQAfOWAhb74/s200/imagesCAUEWI3U.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;Eles "andem" aí&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;&lt;strong&gt;Cynthia Guimarães Taveira&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;“&lt;em&gt;Está a nascer um Portugal europeu, que é um país com uma mentalidade racionalista, que apenas valoriza a eficiência, e no qual a transcendência não tem lugar. Dar sentido à vida, hoje em dia, é gozar a vida. Gozar a vida é ir para a farra, é ir ao futebol, beber umas cervejas, ter uma grande actividade sexual, ir ao Brasil apanhar sol. O homem está reduzido a um corpo, a carne, o canal do Estado mostra reportagens sobre trocas de casais, que sentido tem isto?”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;em&gt;Miguel Real in Noticias Magazine, 15 de Junho de 2008&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, Miguel Real, eles “andem” aí, este novo e valoroso povo, alimentado  desde o berço a telenovelas brasileiras, baralhado na gramática e no pensamento, baralhado nesta dupla identidade em que nenhuma é Portuguesa: ou personagens de novelas irreais com sotaque apelativo e a imitar, ou personagens europeias (seja lá o que isso for) com palavras americanas que se atravessam nos gestos dos &lt;em&gt;loosers&lt;/em&gt; e dos &lt;em&gt;winners&lt;/em&gt;. Personagens e não pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles, são esta nova, e perdoem-me a expressão, chungaria que ascendeu socialmente, vinda directamente das profundezas de um qualquer lugar muito abaixo do povo,  pois o povo sempre teve  dignidade e sabedoria. O povo já não existe. O povo português desapareceu ou os últimos espécimes estão encravados em lares ou perdidos em aldeias desertas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo Portugal é profundamente democrático, pois esta nova gente, de geração espontânea, ascendeu e espalhou-se por todos os quadrantes, desde as novas cidades coladas às antigas, subúrbios sem lei nem roque, à classe política que passou directamente  da aldeia e dos passeios de burro para os carros topo de gama, num ápice de quinze ou vinte anos, sem tempo sequer para aprender a comportar-se no parlamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal, neste momento, está reduzido a uma bola de espelhos de discoteca, reflectindo tudo ao mesmo tempo, em danças de Pavlov, drogas rápidas, jet sets fulminantes, miséria exterior e interior e bem presente numa auto-flagelação repetitiva a caminho do abismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles “andem” por aí e falam exactamente assim. Trocam os verbos, os nomes, os adjectivos e poupam na língua  de telemóvel -- e quanto mais a poupam e a reduzem a cliques de sucção, mais a perdem, mais acordos ortográficos luminosos assinam, mais a sua pátria é o acordo ortográfico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante tal ascensão, toda e qualquer teoria da conspiração deixa de existir. Toda e qualquer uma já não é necessária, já se cumpriu, porque eles “andem”, “andem” muito e cercam o pais a pouco e pouco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política tem uma identidade parecida com a de dois grandes grupos de futebol, e em plena campanha já vi quem votasse em “x” por ser mais bonito. Venham as plásticas, urgentemente, salvar o país da hecatombe das rugas e venham todos dançar ao som da nova dinastia de Armadouro, com o Tony e o Mickael Carreira a conduzir os passos românticos da nação, e o Quim Barreiros mais à frente, esse com nome português, novo Infante de panela e bacalhau na mão, dando novos mundos ao mundo. E já agora não venham comigo, venham vocês “mais” eu, que “comigo” é uma palavra antiga e estamos cá para somar vitórias. E a culpa é desta maldita traça que gira e gira no candeeiro de três lâmpadas. A traça é alma portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos um povo auto-flagelado nestes tempos em que o mundo deixou de ser vasto para se tornar num ponto do cosmos, numa qualquer imagem de satélite. Auto-flagelamo-nos desde que D. Sebastião se perdeu nas areias movediças dos sonhos e, neste longo velório, convinha que nos lembrássemos, um a um, da palavra dos mestres sobre o nosso povo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem defenda uma espécie de refundação do nosso país. Partir do zero e começar tudo de novo. Mas qualquer fundação, para ser válida, começa na leitura simbólica do lugar. Onde está uma montanha, está um provável lugar de ascensão, de contacto com os céus; onde corre um rio, há a probabilidade de fertilidade; onde está uma árvore ampla, há um lugar de reunião e de encontro. Funda-se a partir do lugar, e o nosso lugar, Portugal (por enquanto), é esse rosto “esfíngico e fatal“, olhando o mar, é essa Serra da Estrela apontando a estrela polar, são esses monumentos megalíticos, passagens, portas para o céu, são essas cabeças de cavalo e de ave na gruta do Escoural lembrando os velhos xamãs, são essas duplas espirais incrustadas em pedras que incorporam tão bem esse movimento de saída e regresso a nós, e ainda são essas Ophiussas, serpentes clandestinas que ainda hoje se passeiam nos quintais, nas hortas e na serra da Lua, é esse granito sereno e imponente do Norte e essa planície  ao Sul, no Alentejo, apontando sempre mais além do horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para refundar Portugal é necessária a arqueologia da terra e, também, esse mar como espaço para o imaginário, para o futuro. Mas a vontade da traça dança mais alto e quer queimar as asas em estâncias turísticas, em campos verdes, lisos, de golfe, em auto-estradas para não-lugares, em prédios rápidos, insufláveis e altamente  perecíveis.  Ama-se a América, não se ama Portugal.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra lâmpada ardente, na qual Portugal se vai diluindo, é a língua. Fernando Pessoa gritou o canto do cisne chamando à pátria a sua língua. Mas não vamos necessitar mais da nossa língua. Um brilhante comentador político de olhos azuis disse que a próxima potência era o Brasil e que, por isso, nos convinha submeter ao seu modo de escrever (e de falar, claro), e uma brilhante Ministra com olhos achinesados pensa que actualmente o Inglês é a porta aberta para o mercado de trabalho e, consequentemente, para a felicidade. Eles amam o Brasil e a Europa Nórdica, mas não amam Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira lâmpada, essa absolutamente irresistível, é a educação. O papel do professor  vai tornar-se cada vez mais secundário até que um dia se alcance o seu desaparecimento total. Se não, vejamos. O Ensino está cada vez mais semelhante à fast-food. A qualidade do primeiro ciclo deixa muito a desejar, pois com estas psicologias baratas nos modelos de aprendizagem os garotos acabam por fazer uma quarta classe da qual saem sem saber ler e escrever como deve ser. Depois vem o segundo ciclo, normalmente caótico, sem uma fase de adaptação, com mochilas sobrelotadas de livros, dossiers, cadernos de actividades e sei lá que mais, tudo devidamente acompanhado por quilos de imagens para ilustrar bem todas as matérias e todas as disciplinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os miúdos, hoje, não sabem pegar num livro sem imagens porque na escola só lhes dão livros aos quadradinhos e porque o ensino deve ser muito "lúdico". Os manuais de Português são deveras interessantes nos disparates que contêm, desde perguntas sobre textos sem sentido, até textos sem sentido perante os quais não é possível fazer uma pergunta decente, mas isso é apenas um pormenor sem importância nenhuma, pois a língua portuguesa tende a desaparecer face aos interesses do acordo ortográfico, e aos interesses obscuros de alguns linguistas que, não tendo um bom livro para ler, se vão distraindo a reformular a gramática até atingir delírios teóricos deveras abstractos, o que lhes dará, por certo, muito prazer, mas, por outro lado uma amnésia total da "velhinha" gramática, que embora "velhinha", era o motor de uma quarta classe com muito mais qualidade do que a de hoje em dia.  Ou seja, a velha gramática funcionava perfeitamente porque era de uma lógica acessível. Esta assemelha-se à arte contemporânea, não tem sentido e ainda por cima não utiliza a estética que existe na língua portuguesa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os alunos assim vão caminhando (ou rastejando)  até ao nono ano. E eis que o Ministério se lembrou de dar "novas oportunidades" a quem nunca as teve (será??? -- aquilo que há hoje em mais quantidade é a possibilidade de estudar!). Assim foi criada a nova oportunidade no ensino e esta consiste em tirar vários anos lectivos em poucos meses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, o "desajustado social" inscreve-se, tem umas aulas (muito poucas) de preparação. Estuda um dossier (verdadeiramente genial -- um dos exercícios a que tive acesso era o de ir a um multibanco e levantar dinheiro e depois escrever o que se tinha feito!) E eis que, em poucos meses, pode ter o 12º ano e ir para universidade (pobres professores universitários!). Ou seja, a fast-food do ensino nunca funcionou tão bem. Depois, com o "diploma” do 12º ano na mão, chega, finalmente (veja-se o tempo que demorou) à faculdade, de onde sairá "com mais oportunidades de trabalho - boa anedota: basta ver o número de desempregados licenciados - mas é tudo uma nova oportunidade!). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando lá, já não se depara com aquele ensino mais sério e pesado, não senhor, depara-se com o Acordo de Bolonha! Ei-lo, vivo e tão incandescente que cega: onde antes havia uma cadeira anual, agora está uma apenas semestral, onde dantes se lia a Ilíada e a Odisseia, agora lê-se apenas um capítulo de cada porque "não há tempo para mais", saindo de lá com um conhecimento verdadeiramente exemplar, os engenheiros podem construir pontes (que caem -- as dos romanos ainda estão de pé!) e os restantes, com uma cultura menos técnica, têm o seu lugar cativo num restaurante de fast-food, acabando por fazer jus à sua formação, também ela de fast-food. &lt;br /&gt;O papel do professor, como disse acima, vai deixar de ser relevante porque agora somos todos "pró-activos" (as inteligências que usam o termo “pró-activo” ainda não perceberam que ele quer dizer "a favor da acção" e não propriamente "activo", são pró, não são activos nem deixam de ser -- o "americano" é uma grande língua!); e sendo todos pró-activos também somos inter-activos, e interagimos já não com o professor ou com os colegas mas sim com um grande ecrã projectado na parede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este novo professor, a "parede" é utilizado nalgumas  escolas em Inglaterra e ameaça conquistar as restantes escolas europeias. O professor, quanto muito, é o "ponteiro" que aponta para o verdadeiro "professor": a parede, e aquilo que é o essencial do ensino, uma troca de vida e de experiências entre professor e aluno, troca absolutamente irrepetível, única e fundamental para a educação, vai pura e simplesmente deixar de existir porque o computador  fala mais alto. Fala tão alto que, hoje, os trabalhos dos alunos muitas vezes se limitam e um "copy"/"paste", como dizem, para dar situações surrealistas -- como aquela a que assisti há uns dias, de uma aluna que apresentou um trabalho que acabava assim: "para ver mais clique em baixo". Só que aquilo era uma folha, não se podia “clicar“, era apenas uma cópia de um texto que nem tinha sido lido pela aluna. Vindo direitinho da Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eles amam Inglaterra e a Finlândia, mas não amam Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, voltar atrás não é andar para trás, é andar para a frente. Quando a traça se transformar em borboleta e começar a amar o seu território, a sua língua e a sua educação, dar-se-á um grande e gigantesco passo atrás. Para variar. E nessa altura, só nesse dia será a Hora e um vasto horizonte se abrirá com o vento a nosso favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junho, de 2008&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-7516271124304880263?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/7516271124304880263/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/tempos-de-hoje_30.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/7516271124304880263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/7516271124304880263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/tempos-de-hoje_30.html' title='TEMPOS DE HOJE'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-dX0ZKSfD9Es/Tv5B5Oa319I/AAAAAAAADKg/ke8PBPYLOIQ/s72-c/imagesCAF0KWE1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-3687517434806185387</id><published>2011-12-29T21:39:00.000Z</published><updated>2011-12-29T21:39:55.368Z</updated><title type='text'>LEITURAS DE EDUARDO AROSO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-EiWHZ3xwp64/Tvzau8JyVkI/AAAAAAAADJw/LT192kRRi5g/s1600/livro+%2528capa%2529.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-EiWHZ3xwp64/Tvzau8JyVkI/AAAAAAAADJw/LT192kRRi5g/s400/livro+%2528capa%2529.jpg" width="290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;REPOR A LUZ de António Salvado&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: #76a5af;"&gt;&lt;strong&gt;Eduardo Aroso&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Viseu, 26-12-2011&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nunca o amor é débil quando a chama&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;que o alimenta fulge apaixonada&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;com faúlhas ardentes que o amparam&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e o mantêm fiéis acarinhando-o.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(…)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ressuscita animoso e complacente&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;porque à fraqueza entrega novo sangue&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;que posto a circular mais o inflama.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A.S.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com generosa dedicatória, recebi do poeta António Salvado uma das suas mais recentes obras, intitulada REPOR A LUZ.  Dádiva – que neste tempo natalício se junta a outras - sendo todavia, ela mesmo, o melhor da pulsão criativa do poeta. Os Magos ofereceram ao Menino o que de melhor tinham, como essência da alma, e quando acontece a um poeta derramar pelos outros os seus melhores versos – afinal, o seu ouro, incenso e mirra – está, salvo a devida distância, a realizar o mesmo acto simbólico dos Reis do Oriente, e também como aquele outro o da oblação das primícias nos antigos rituais, reconhecimento humano pela eterna e cíclica dádiva, consequência da paternidade espiritual sempre vigilante às necessidades do homem. Noutra imagem, mais prosaica mas não menos verdadeira, a essência do fruto é alheia decerto ao modo como este nos pode chegar às mãos. Não foi porém, como disse, o caso de REPOR A LUZ, carregado de um traço de afecto e amizade, antecedendo os luminosos poemas, qual aroma de brisa que chega ao ansioso caminhante quase a atingir o miradouro alto, para aplacar a sua sede de olhar o longe… &lt;br /&gt;O título do livro, REPOR A LUZ, por si só já nos remete à meditação no que hodiernamente se cruza, com insanidade, no homem: a desatenção entre luz e cor, mas muito principalmente entre a luz artificial que preenche a urbe, nas vinte e quatro horas, e a natural que nos permite a absorção da vitamina D e metabolismos vários. Todavia, o maior dos benefícios da luz do sol é o de nos fazer pensar que, enquanto fonte única, é a âncora de última instância para todos os estados caóticos que o ser humano pode desencadear, seja no plano físico, emocional ou mental. Os mistérios da luz sempre estiveram nas preocupações metafísicas e científicas de altos espíritos como, por exemplo, Goethe que concluiu que a luz é invisível, sendo o que vemos como luz, apenas a “sua sombra”. Não nos deve causar admiração, pois João, o Amado discípulo, disse «Deus é luz», e todas as passagens das Escrituras são unânimes ao afirmarem que «Deus é espírito» e só em espírito dever ser adorado. &lt;br /&gt;O facto do presente livro de António Salvado não constituir por assim dizer preocupação axial, neste sentido místico e teológico, pois ao poeta importa substancialmente a poesia, remete-nos todavia, com a subtileza de uma lírica superior, para a questão da luz como consciência. Ou seja, o grau de consciência sempre definiu o ser humano por dentro, imune ao enganador e porventura efémero exterior. Creio que o título do livro significa essencialmente para o poeta, enquanto artífice da sua poesia, a luz da sua continuidade criativa consciente, e por estas palavras evitamos dizer persistente ou insistente, quase em batalhadora forma ou jeito dialéctico. Um rio, deslizando, por certo não sabe que desliza, mas o poeta autor de REPOR A LUZ está consciente que tanto é possível andar nela como dela se afastar, nem que seja temporariamente. &lt;br /&gt;O pouco tempo que tive para a (s) leitura (s) que o livro merece, permitiu-me todavia colher uma impressão que certamente se fará mais clara num futuro breve, mas que, desde já, não deixa dúvidas: o poeta, glosando na generalidade os seus temas habituais (Não fugirei de mim, assim começa um dos seus poemas) ao subir, digamos assim, um grau mais acima, um pouco mais na inefável escada da sua consciência de luz, acaba inevitavelmente por alcançar uma poesia mais luminosa na medida em que vê, revê, vive e revive lugares e acontecimentos com olhos para outra luz ou, na inversa, uma visão adaptada à única luz. Seja como for, é cada vez mais consciente de que o essencial – para o qual deseja sempre mais luz – foi por ele bem traçado e não pode ter descanso, salvo os naturais erros de percurso. «Por vezes súbito engano/ a voltar atrás obriga/ mas alento retomando:/ em frente por outra via». &lt;br /&gt;No que venho acompanhando durante vários anos da poesia de António Salvado – que será sempre pouco para tão extensa, formada e firmada obra – ainda que tenha que me “banhar” mais vezes em REPOR A LUZ, a impressão é a de que estamos perante uma das suas obras  poéticas mais fluentes, talvez, mas não só, pela temática da luz, versos vivos e movidos como são as próprias nuances da luz, e quando digo fluentes tenho sempre presente a experiência do que é passar várias vezes por caminhos por onde andei em tempos outros.  Poesia, dir-se-ia imunizada, a de António Salvado, isto é, em que nada parece poder interromper (e corromper) o fluxo que começando só naturalmente cessa, sem intromissão de elementos estranhos ao próprio poema. «Rasga a penumbra, vê imensidades/ em cada gesto próximo de ti/ e cruza o teu olhar com outro olhar/ e aperta a mão que te será estendida/. Alinha os passos com um par igual/ e caminhando pela mesma via/ troquem palavras mas que sejam frases/ com devoto calor reconstruídas.» (…)&lt;br /&gt;REPOR A LUZ constitui uma renovação do compromisso do poeta com o poeta, porque repor a luz na nossa vida significa ter consciência de que, na imagem da árvore, não deverá existir cisão entre folhas, troncos e raiz. A essência do amor, isto é, do amor imanente – para além do qual pouco ou nada sabemos – é certamente o da entrega, nesse sublime e íntimo ritual interior no qual encontramos o (s) outro (s), por muitos e diversos modos. É o que nos diz o primeiro (como poderia ser o último) poema deste livro de António salvado: autêntico porque nele o outro também mora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-uJPHTYISNsE/TvzcX_UiKyI/AAAAAAAADJ8/J_bxxRcdkxI/s1600/1985_0%257E1.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-uJPHTYISNsE/TvzcX_UiKyI/AAAAAAAADJ8/J_bxxRcdkxI/s1600/1985_0%257E1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;AINDA QUE SEM NADA…&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ainda que sem nada ofereço amparo&lt;br /&gt;a quem me roga um laivo de conforto&lt;br /&gt;e nesta via branda d’humildade&lt;br /&gt;procuro caminhar silencioso, &lt;br /&gt;porque dei tudo sem cobrar migalha&lt;br /&gt;que me curasse a ânsia de repor&lt;br /&gt;a luz onde faltou o cintilar&lt;br /&gt;da confiança num porvir mais doce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E humilhado também voltei a cara&lt;br /&gt;fingindo alheamento ao desconforto&lt;br /&gt;causado por pasquins de mal-supor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua porém a minha dádiva –&lt;br /&gt;que só não é vingança funda clara,&lt;br /&gt;porque em mim vela e sempre o mesmo rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;António Salvado&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-3687517434806185387?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/3687517434806185387/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/leituras-de-eduardo-aroso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/3687517434806185387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/3687517434806185387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/leituras-de-eduardo-aroso.html' title='LEITURAS DE EDUARDO AROSO'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-EiWHZ3xwp64/Tvzau8JyVkI/AAAAAAAADJw/LT192kRRi5g/s72-c/livro+%2528capa%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-3627729253569908611</id><published>2011-12-27T22:28:00.001Z</published><updated>2011-12-27T22:31:37.840Z</updated><title type='text'>PROSAS DE POESIA,1</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-osTusQcHm5c/TvpFfuEP5EI/AAAAAAAADJk/u2DuU8gBtno/s1600/imagesCA1GI21I.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="217" src="http://1.bp.blogspot.com/-osTusQcHm5c/TvpFfuEP5EI/AAAAAAAADJk/u2DuU8gBtno/s320/imagesCA1GI21I.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;A teia&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;Alexandra Pinto Rebelo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há linhas invisíveis que se deslocam no tempo. Há fios de nada lançados tempo fora, fios de cores pálidas feitos de luz. Quem os emite sabe que o fez. Ou pelo menos, do alto da torre mais alta do seu palácio, ou castelo, num preciso momento, sabe que  o fez.  &lt;br /&gt;&lt;div class="western"&gt;Esse instante é difícil de definir. Talvez nem seja um instante, mas o intervalo entre todos os instantes, sem medida de tempo possível. Nem é um tempo, é um sentimento. O grande indizível, lançado por quem o sente, em fio feito de luz de cor pálida. Feito isto, o rei retira-se para o interior do palácio, onde já terão dado, certamente, pela sua falta.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;E o fio segue, tempo fora. &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Certa vez, andando ao começo da manhã, senti como que uma teia de aranha tocando-me na pele. Antes de tentar removê-la, senti a vontade de D. Dinis em saber do seu país. Se o futuro já era um imenso Templo erigido para o Senhor. Durante três dias por ali fiquei sem saber o que fazer. De pé, com a mesma expressão, na sucessão das horas. Apenas movimentava os olhos tentando compreender o que tínhamos feito. Onde estava o Templo? Claro que o tínhamos feito, senti. De tão extenso tomara todos os lugares. De tão vasto confundira-se com a cidade profana. De tão profético misturara-se com todos os tempos.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-3627729253569908611?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/3627729253569908611/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/prosas-de-poesia1.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/3627729253569908611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/3627729253569908611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/prosas-de-poesia1.html' title='PROSAS DE POESIA,1'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-osTusQcHm5c/TvpFfuEP5EI/AAAAAAAADJk/u2DuU8gBtno/s72-c/imagesCA1GI21I.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-5419697429529746212</id><published>2011-12-23T18:10:00.002Z</published><updated>2011-12-23T18:12:19.924Z</updated><title type='text'>DESEJOS DE...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-11TLdy8nmaw/TvTDsowmgxI/AAAAAAAADJA/ZZYPDDWvwsk/s1600/imagesCAHJV933.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="146" src="http://4.bp.blogspot.com/-11TLdy8nmaw/TvTDsowmgxI/AAAAAAAADJA/ZZYPDDWvwsk/s320/imagesCAHJV933.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boas Festas e de um Ano Novo com paz, sorrisos e Esperança por parte de&amp;nbsp;todos os que participam neste blogue para os seus leitores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-5419697429529746212?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/5419697429529746212/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/desejos-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/5419697429529746212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/5419697429529746212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/desejos-de.html' title='DESEJOS DE...'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-11TLdy8nmaw/TvTDsowmgxI/AAAAAAAADJA/ZZYPDDWvwsk/s72-c/imagesCAHJV933.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-6318846573832029173</id><published>2011-12-23T12:56:00.001Z</published><updated>2011-12-30T21:51:18.006Z</updated><title type='text'>O CAMINHO DO CAMINHO, 23</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-isqspsh9EiM/TvR5C1k6-5I/AAAAAAAADI0/cv3TXs8I89w/s1600/imagesCAKCFGAS.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-isqspsh9EiM/TvR5C1k6-5I/AAAAAAAADI0/cv3TXs8I89w/s1600/imagesCAKCFGAS.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enigmas no Caminho: Animais totémicos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;&lt;strong&gt;Cynthia Guimarães Taveira&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Diz um textinho alquímico (do qual não me lembro bem, nem qual é, nem aonde li, porque são muitos) que o homem contém em si todos os animais. De facto, conseguimos imitar todos os animais mas o contrário não se passa. Duas mãos projectadas em sombra sobre uma parede são suficientes para fazer nascer uma águia, um coelho, o que quer que seja.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;António Telmo não gostava nada de insectos porque, dizia, eram animais diabólicos. Para ele a simetria dos insectos correspondia a uma  perversidade que facilmente se poderia projectar no ser humano. De facto, as sociedades totalitárias aproximam-se muito da simetria. Basta ver a arquitectura dos fascismos e dos comunismos para se constatar essa ideia de simetria um pouco claustrofóbica, bem como a simetria das marchas dos exércitos dessas sociedades, e ainda a simetria nas hierarquias que sempre se impõem mesmo quando é uma sociedade socialista. A mecanização do homem anda a par com a forma como algumas colónias de insectos se organizam. Um centro (uma rainha), para a qual todos trabalham  de maneira a manter um esquema social extremamente viciado.. São sociedades fechadas sobre si próprias que, no fenómeno humano, acabam sempre por se abater sobre si próprias. No entanto, pela minha parte, gosto de observar os insectos e a sua variedade quando me afasto um pouco deste olhar mais geral de António Telmo. A variedade de insectos é extraordinária. Assim como a variedade dos restantes animais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Muito comum é noção de totem. Uma pessoa ou um grupo, adoptam um animal totémico (ligado à sua mitologia) e, a partir daí, tabus e adorações giram em torno desse animal.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Os novos grupos neo-pagãos também têm tendência para a identificação com determinados animais, quer em termos gerais (alguns deles vindos da mitologia e folclore europeus), quer em termos particulares, ao ponto até, de nesses novos rituais, só  poderem entrar pessoas que já tenham descoberto qual o seu animal totémico. Equipara-se uma pessoa a um animal, o que, na minha perspectiva é um pouco redutor, até porque a minha experiência diz-me o contrário: são os animais que nos adoptam a nós. Que nos escolhem  como um espécie de “totem”, que nos adoram, que nos protegem. Nós temos que fazer o mesmo que os deuses fazem connosco: protegê-los, escutá-los, encaminhá-los para serem mais humanos, assim como os deuses nos encaminham para sermos mais divinos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Digo isto por causa da minha estranha relação com os gatos, foram eles que me explicaram por a + b como é que as coisas se faziam e de como o totemismo era de alguma forma uma inversão das relações hierárquicas na natureza. Passo a explicar (sei que vou chocar neo-pagãos, mas paciência).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Sempre gostei de cães. Em criança, as minhas tardes eram passadas com cães. Com o cão pai, com a cadela mãe e com os cães filhos, todos pertencentes a uma vizinha. Foi essa paixão, aliás, que me abriu portas para uma linguagem invisível, só possível com o coração. Nunca liguei muito a gatos em criança, no entanto, eles vinham atrás de mim. Onde quer que eu estivesse, fora da minha zona de conforto (expressão que agora se usa muito) aparecia um gato. Nunca os enxotei mas tembém não lhe ligava grande coisa,&amp;nbsp;mas eles pareciam fixados em me acompanhar, apesar da minha falta de jeito para lidar com eles.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Um dia fui ao Egipto, e entre muitas coisas esquisitas que se passaram, sonhei que três gatos cinzentos me mordiam as mãos. Mordiam com tal força e ternura que acordei encharcada em suor, eles estavam a matar-me pela dor! Na altura não entendi o significado de tal sonho. Anos mais tarde, a após algumas perseguições por parte de gatos, eis-me por vias do acaso rodeada em casa de gatos adoptados. Continuam fixados em mim, num diálogo muito próprio, muitas das vezes ligado à justiça pura: com eles não posso ser injusta, pois imediatamente a seguir ou tropeço, ou me magoo “sem querer”, demasiadas vezes  “sem querer” para não achar aí um denominador comum. Os gatos, pelo menos os meus, exigem-me a máxima atenção e, em troca, veneram-me, ao ponto de ter chegado à conclusão que o que se passava era o contrário: eu era o humano totémico deles e a nossa relação, era ao invés -- venerando-me, seguindo-me, olhando fixamente os meus olhos, eu, hierarquicamente acima, só tinha que os respeitar, amar, encaminhar, tornando-os os melhores gatos possível, humaniza-los, puxar por eles. Em troca, havia uma relação de “vasos” comunicantes com proporções justas, de causas e efeitos. A justiça e a misericórdia eram rigorosamente aplicadas para ambos, os gatos por vias estranhas também geravam castigos e recompensas, assim como eu gerava o mesmo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Os cães, que continuo a  adorar, vão ter de esperar porque neste momento tenho uma relação estranha com os gatos. A mesma que temos com os deuses, com os anjos, com o divino. A natureza ensina e nós ensinamos a natureza, em espirais de conhecimento e amor. Pã, aparece sempre nas encruzilhadas e, numa linguagem dúbia, propõe-nos que adivinhemos o segredo da enigmática resposta ao enigma da esfinge.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-6318846573832029173?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/6318846573832029173/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/enigmas-no-caminho.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/6318846573832029173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/6318846573832029173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/enigmas-no-caminho.html' title='O CAMINHO DO CAMINHO, 23'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-isqspsh9EiM/TvR5C1k6-5I/AAAAAAAADI0/cv3TXs8I89w/s72-c/imagesCAKCFGAS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-3214762346289252599</id><published>2011-12-22T22:55:00.000Z</published><updated>2011-12-22T22:55:37.088Z</updated><title type='text'>PARA SORRIR</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-bPSU_32o1IE/TvO1CwjPtmI/AAAAAAAADIo/0Ew0nlJj4iM/s1600/imagesCA2DJM7E.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-bPSU_32o1IE/TvO1CwjPtmI/AAAAAAAADIo/0Ew0nlJj4iM/s1600/imagesCA2DJM7E.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="titulo"&gt;"Quanto mais diferente de mim alguém é, mais real me parece, porque menos depende da minha subjectividade."&lt;/span&gt;&lt;span class="fonte"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="fonte"&gt;Fernando Pessoa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="fonte"&gt;&lt;span&gt;Livro do Desassossego&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-3214762346289252599?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/3214762346289252599/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/para-sorrir.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/3214762346289252599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/3214762346289252599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/para-sorrir.html' title='PARA SORRIR'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-bPSU_32o1IE/TvO1CwjPtmI/AAAAAAAADIo/0Ew0nlJj4iM/s72-c/imagesCA2DJM7E.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-8384464102555335864</id><published>2011-12-22T10:48:00.001Z</published><updated>2011-12-22T11:10:13.087Z</updated><title type='text'>O CAMINHO DO CAMINHO, 22</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-eDq_2y1Xqw0/TvMKS0qxLOI/AAAAAAAADIc/0Vd8Fbcphy8/s1600/various-17.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-eDq_2y1Xqw0/TvMKS0qxLOI/AAAAAAAADIc/0Vd8Fbcphy8/s320/various-17.jpg" width="226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;"Nudas Veritas" de Klimt&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Esquemas III&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;Cynthia Guimarães Taveira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Klimt pintou este quadro ao qual chamou “Nuda Veritas”, nele colocou uma citação de Schiller: “Se não podes agradar a todos com a tua arte, agrada a alguns. Agradar a todos é mau.”&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;No mundo esotérico, não será diferente, mas muitas vezes o que acontece é exactamente o oposto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Quando D. Afonso Henriques, segundo a lenda, teve uma visão em Ourique na qual Cristo lhe apareceu, o nosso Rei teve uma reacção absolutamente improvável. Lembro-me de a ouvir relatada pelo Dr. Abel Lacerda num almoço de convívio e as palavras deste relato ficaram-me gravadas: “Quando Cristo apareceu a D. Afonso Henriques, o Rei, interrogou-o desta maneira: - Então Tu mostras-te a mim que acredito em Ti? Tu devias aparecer àqueles que em ti não crêem!”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Em primeiro lugar estas palavras gravadas na lenda revelam uma intimidade com o divino surpreendente. Na tradição judaica, também Deus é tratado por Tu. No musical “O Violino do Telhado”, aquele pobre pai tem conversas com Deus no qual Este é interpelado quase “de igual para igual”, num equilíbrio de forças invulgar. O mesmo se passou com o nosso rei. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Em segundo lugar, a indignação do rei, mostra acima de tudo uma imensa humildade. Porquê? Porque afinal ele encara a aparição de Cristo como algo muito natural.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;No mundo do esoterismo, muitas vezes, passa-se o contrário. Os mundos paralelos tocam-se muitas vezes, muitas mais até do que aquelas das quais nos damos conta, mas frequentemente um acontecimento, ainda muito menos importante do que a aparição de Cristo, é logo motivo para o desencadear de muitas e variadas reacções por parte daqueles a quem o divino foi manifestado (isto quando foi, de facto, o divino a ser manifestado e não se trata de simples ilusão…).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Por uma voz que se ouve, por uma luz que se vê, por uma imagem que surge, imediatamente uma reacção megalómana é desencadeada. Surge uma seita, surge uma igreja, surge um guru, surge um “mestre espiritual”, surge uma “nova via”, um novo sistema filosófico, um novo livro, novos discípulos girando em torno de algo que, se calhar, no início, era apenas pontual e importante somente para a pessoa que viveu tal experiência. Daí a  proliferação de seitas, de crenças, de sistemas vários que, ao invés de “acordarem”, “adormecem”, pois tornam os homens submissos a um falso centro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Outra força adjuvante ao aumento da megalomania e ao equivalente adormecimento tem a ver com os graus adquiridos nas ordens ditas iniciáticas. Há que ter em atenção que as ordens iniciáticas são recentes, aquilo que ensina a tradição é que a sabedoria era passada de Mestre para Discípulo. Como isso se perdeu no Ocidente, surgem muitas ordens com um conjunto de símbolos e e rituais, evocando uma tradição arcaica. Já René Guénon pôs o dedo na ferida questionando se  haveria, ou não, influências espirituais em tais ordens. Para quem detém os graus adquiridos a pergunta: “Sofri ou não influência espiritual?” deveria estar sempre presente, de maneira a não confundir o dedo que aponta a árvore com a floresta inteira, porque aqui o risco de megalomania interior é muito intenso, para não dizer quase mortífero, pois no exibicionismo de tais graus, degraus, voltas na espiral, andares, escadarias, etc, dá-se o arrastamento dos outros, normalmente muitos: “Se ele ou ela  tem tal grau, então é sábio/sábia, é importante e, sobretudo tem influência”. Entre um grau e a baixa magia, às vezes, não há muita diferença. A pior megalomania é a interior, aquela verdadeiramente secreta em que, tal como a rainha má da Branca de Neve, no segredo dos seus aposentos, olha o espelho e diz:  “Espelho meu, espelho meu, existe alguém mais iniciado do que eu?” Porque essa arrasta multidões em jogos de influências que pouco ou nada têm de espiritual.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Quando Klimt apresentou as suas obras num concurso para o mundo académico, com temáticas da justiça, da medicina, etc,  foram recusadas. Não foi aceite. Mas as obras permaneceram e, ainda há pouco, passados mais de cem anos, cá em casa, estivemos a admirar um bonito livro onde estavam essas imagens recusadas. Parámos na “Nuda Veritas”. Meditámos sobre a tradução de Schiller. A matéria prima com a qual podemos trabalhar a nossa alma está dentro e fora. Está nela própria e está em tudo o que nos rodeia. Não nascemos livres, mas podemos voar para longe de todas as ilusões e a influência espiritual está, muitas vezes, onde menos se espera…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-8384464102555335864?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/8384464102555335864/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/o-caminho-do-caminho-22.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/8384464102555335864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/8384464102555335864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/o-caminho-do-caminho-22.html' title='O CAMINHO DO CAMINHO, 22'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-eDq_2y1Xqw0/TvMKS0qxLOI/AAAAAAAADIc/0Vd8Fbcphy8/s72-c/various-17.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-5889972687143101093</id><published>2011-12-20T23:41:00.000Z</published><updated>2011-12-20T23:41:27.499Z</updated><title type='text'>POEMAS DE EDUARDO AROSO</title><content type='html'>&lt;span lang=""&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-X3qTkEkNxy0/TvEcz3Kfg_I/AAAAAAAADIQ/NJNV6ZSmimE/s1600/imagesCAJ77U25.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-X3qTkEkNxy0/TvEcz3Kfg_I/AAAAAAAADIQ/NJNV6ZSmimE/s1600/imagesCAJ77U25.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CICLICIDADE&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Bell MT;"&gt;Regressar ao musgo do tempo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Bell MT;"&gt;Onde a vida se agarra&lt;br /&gt;Intensa e firme dádiva.&lt;br /&gt;Voltar à palavra, arado de esperança,&lt;br /&gt;Sulcando a feminina madrugada.&lt;br /&gt;Limpar a terra pelo relento virgem,&lt;br /&gt;Recompondo os braços, purificando os olhos,&lt;br /&gt;Na luz benigna da origem.&lt;br /&gt;Entre a noite e o dia&lt;br /&gt;No frio deserto do mundo,&lt;br /&gt;Crepita a fogueira&lt;br /&gt;Ou a flor da alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natal, 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #e69138;"&gt;Eduardo Aroso&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-5889972687143101093?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/5889972687143101093/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/poemas-de-eduardo-aroso_20.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/5889972687143101093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/5889972687143101093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/poemas-de-eduardo-aroso_20.html' title='POEMAS DE EDUARDO AROSO'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-X3qTkEkNxy0/TvEcz3Kfg_I/AAAAAAAADIQ/NJNV6ZSmimE/s72-c/imagesCAJ77U25.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-1093755935670321918</id><published>2011-12-20T11:04:00.000Z</published><updated>2011-12-20T11:04:46.147Z</updated><title type='text'>O CAMINHO DO CAMINHO, 21</title><content type='html'>&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-qJgO1A3gfgI/TvBqgSjiQJI/AAAAAAAADII/yywA27cgLXI/s1600/imagesCAXW86XY.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-qJgO1A3gfgI/TvBqgSjiQJI/AAAAAAAADII/yywA27cgLXI/s1600/imagesCAXW86XY.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="EN"&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;Transgressão e Transmutação&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;&lt;strong&gt;Cynthia Guimarães Taveira&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Transgredirias? Transgredirias nu? Não estás sempre nu? Conseguirás estar sempre nu? Genuinamente nu, sem ritos, nem ideias, nem abismos, nem alturas. Assim sujeito como um menino num berço lançado ao rio. Nascendo duas vezes a cada instante. Há tantas transgressões mas só algumas são escutadas. Só algumas são actos de amor genuíno. Amor genuíno, despido, entregue, &lt;br /&gt;vertical. Como um beijo no qual se projecta a alma toda. Como um abraço que é um vôo de liberdade.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme “Indiana Jones e a Grande Cruzada” de Spielberg, a fotogramas tantos, o herói é confrontado com um abismo.  Entre ele e o Graal, um imenso vazio se estende para baixo. Perante a dúvida, e pensando rapidamente, o herói tem a atitude mais surpreendente e lança-se sobre ele. Surpreendentemente, uma ponte de luz aparece para o suportar. Nos seus movimentos interiores voláteis o herói associou o salto no abismo à fé e, em última análise, a transgressão é um acto de fé como se esta fosse a sua essência.&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Porque nada acontece por acaso, no outro dia, dei-me conta de que nada sabia sobre esse Santo a quem foi dado o nome de S. Valentim. Vim a constatar que existiam dois prováveis mas que, no entanto, a lenda girava em torno do amor e da transgressão. Eis uma versão da  lenda e suas origens romanas: &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A história do Dia de São Valentim remonta a um obscuro dia de jejum tido em homenagem a  São Valentim. A associação com o amor romântico chega depois do final da Idade Média, durante o qual o conceito de amor romântico foi formulado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;span lang=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O bispo Valentim lutou contra as ordens do imperador Cláudio II, que havia proibido o casamento durante as guerras, acreditando que os solteiros eram melhores combatentes.&lt;/span&gt;&lt;span lang=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O bispo continuou  a celebrar casamentos apesar da proibição do imperador. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens enviaram-lhe flores e bilhetes dizendo que ainda acreditavam no amor e, durante esse período na prisão, apaixonou-se pela filha cega de um carcereiro devolvendo-lhe a visão milagrosamente. Antes da execução, Valentim escreveu uma mensagem de adeus para a sua amada, na qual assinava como “Seu Namorado” ou “De seu Valentim”. Considerado mártir pela Igreja Católica, a data de sua morte - 14 de Fevereiro - também marca a véspera das lupercais, festas anuais celebradas na Roma Antiga em honra de Juno (deusa da mulher e do matrimónio) e de Pan (deus da natureza). Um dos rituais desse festival era a passeata da fertilidade, em que os sacerdotes caminhavam pela cidade batendo em todas as mulheres com correias de couro de cabra para assegurar a fecundidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;Esta última parte parece muito violenta mas ela faz parte de uma associação entre a terra e a mulher por parte dos agricultores. Antigamente, era também costume bater-se na terra de maneira a que esta despertasse e se tornasse fértil. Não é violência doméstica…&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Bem, mas o que têm em comum estas duas histórias, a do Indiana Jones e a de S. Valentim? A transgressão. Lembremos que é também, por alturas de Fevereiro/Março que é celebrado o Carnaval, lugar de todas as transgressões, herança de festas pagãs. Antes da ordem, da fertilidade, da Primavera, da abundância, parece haver necessidade de se celebrar o fim de um ciclo e a inversão de todas as coisas (homens vestidos de mulher, escravos que se tornam reis, etc.), é a marca de um fim de ciclo: esta conversa é muito parecida com a descrição do fim do mundo moderno de René Guénon, mas neste caso não é isso que interessa. O que interessa é o valor da transgressão e quando é que ela é efectivamente válida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Se observarmos a vida de alguns Santos, constatamos que, surpreendentemente, muitos deles foram transgressores, só que a sua transgressão não era nula, ou seja: não partia do nada em direcção ao nada. A sua transgressão era sempre feita em nome de um ideal: ou de pureza, ou de amor, ou de sabedoria .A transgressão era uma  necessidade. No filme referido, o herói tem três provações: a humildade, o nome de Deus  (sabedoria) e a fé (sempre muito ligada ao amor, à morte e à vida), e embora a transgressão esteja presente em todas elas, é na última que esta está mais evidente: nesse salto no vazio. Não é um salto do vazio para o vazio, mas é um salto pelo vazio, o que é diferente, e é essa a confusão que se faz muitas vezes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Os jovens rebeldes adoram transgredir, e transgridem muito, só que há uma diferença de vazios. A maior parte salta de um vazio para o outro. Estão vazios em casa, vão para o carro, transgridem os limites de velocidade, e encontram o vazio da morte do outro lado. É a chamada transgressão inútil.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Depois também há a falsa transgressão, por exemplo, roubar para seu próprio deleite. É a chamada transgressão para benefício próprio.  O transgressor é aquele que retira prazer imediato da transgressão. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;E no, fim, há a verdadeira, aquela que, normalmente, numa primeira fase tem consequências nefastas para o transgressor mas que, depois, se torna símbolo da sua própria santidade. Relembro aqui o poema que Eduardo Aroso publicou há pouco neste blogue: “Verás que os punhais de fora/Dentro são um Hino de amor.”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Transgredir por Amor, normalmente, leva a que setas ou pedras sejam atiradas contra o transgressor, mas a lógica do divino e do amor inverte mais tarde as coisas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Transgredir por transgredir é inútil. Transgredir por Amor, é transmutar. Amor com A grande. O amor nada tem a ver com o fanatismo. Mas tem tudo a ver com o conhecimento… já dizia o Camões.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-1093755935670321918?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/1093755935670321918/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/o-caminho-do-caminho-21.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/1093755935670321918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/1093755935670321918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/o-caminho-do-caminho-21.html' title='O CAMINHO DO CAMINHO, 21'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-qJgO1A3gfgI/TvBqgSjiQJI/AAAAAAAADII/yywA27cgLXI/s72-c/imagesCAXW86XY.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-7770442036347713242</id><published>2011-12-18T22:10:00.000Z</published><updated>2011-12-18T22:10:33.555Z</updated><title type='text'>O CAMINHO DO CAMINHO, 20</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-sEECiOWdeSk/Tu5jwlgq6-I/AAAAAAAADIA/CRnpsg9RDyk/s1600/imagesCAUSCACE.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-sEECiOWdeSk/Tu5jwlgq6-I/AAAAAAAADIA/CRnpsg9RDyk/s1600/imagesCAUSCACE.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span lang="EN"&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Esquemas II&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;Cynthia Guimarães Taveira&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;　&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Por caminhos tortos e incompreensíveis (agora, finalmente, talvez mais compreensíveis), quis o destino que fosse parar ao curso de Antropologia. Foi bom nuns aspectos, foi mau noutros. O aspecto bom tem, sobretudo,  a ver com aquilo a que chamo o “complexo” de Atena. Aí vem ela, acabada de nascer, soltando um grito e erguendo um machado de guerra e eis que o desfere na cabeça dos pobres alunos. É um fim de um mundo. Não mais a nossa cultura, o nosso modo de viver, de pensar, vai ser o único. Pergunta um professor numa aula, em jeito de provocação, “Se num templo hindu vos fosse dito que para lá entrar  teriam de se cobrir com bosta de vaca, que fariam?” Todos vão respondendo, trémulos, uns que sim, outros que não. No fundo, é como o livro de Woody Allen, acaba-se de vez com a nossa exclusiva cultura e, nesse fim, nascem em simultâneo todas as outras, uma reviravolta quase ontológica, apreendida e aprendida com dúvidas que se iam levantando sobre nós e sobre os outros.&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Lado menos bom: os esquemas, as grelhas. Como se podem tornar Catedráticos distintos, como podem formar Escola, como se podem destacar neste mundo do conhecimento? Só há um caminho: criem uma grelha de interpretação cultural. Se tiverem um esquema que possa ser desenhado, ainda melhor. Não sigam nenhuma Escola, conheçam-nas  todas, mas não sigam nenhuma, criem uma só vossa a quem alunos, mais tarde, possam recorrer para fazer os seus trabalhos, ficando assim “limpos” e “escudados” quando forem avaliados. Estarão assim protegidos contra as críticas porque, ao serem criticados, estará também um conceituado nome a ser criticado e a isso muito poucos críticos se atrevem. Foi assim que nasceu o Funcionalismo, o Estruturalismo, etc. Nasceram da necessidade de criação de um lugar de destaque no mundo universitário. Chocante? Nem por isso. É a vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Mas será a vida?&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Aquilo que há de mais engraçado na literatura alquímica é a variedade. É tão variada, tão variada, que parece não fazer sentido nenhum. Porque é que para a mesma coisa são utilizados tantos símbolos diferentes? Se é a mesma coisa, e é dita ser um conhecimento tradicional, deveria usar sempre os mesmos símbolos. A cada coisa seu símbolo específico. Mas isso não acontece porque… é a vida. E é mesmo a Vida. Com V grande.&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Já vi esquemas alquímicos desenhados, assim muito certinhos, muito direitinhos, muito higiénicos, muito científicos. Tudo no seu lugar, excepto uma coisa: quem os desenhou não conseguiu o corpo de glória, nem o elixir da juventude, nem sequer o ouro. Porquê? Porque é a vida…&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Daí que qualquer interpretação que se faça de uma obra alquímica tenha de ter em consideração a Vida. Ela vai fazer toda a diferença e derruba os esquemas com um simples sopro de espírito… Porque só assim aprendemos, de facto, qualquer coisa de jeito, qualquer coisa que seja útil para nós e para os outros. E, mesmo assim, alguma coisa nos vai escapar sempre. Muito poucos foram, de facto, abençoados pela santidade verdadeira. Mas alguns conseguiram ser especiais e fazer alguma diferença humanamente qualitativa numa era que se desagrega a olhos vistos.&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Por isso, quando se lê essa literatura, teremos sempre de nos lembrar das palavras de Camões: “um saber de experiência feito”, e essa experiência é a própria vida do alquimista que escreve. Daí o paradoxo apontado por  Julius Evola, no final do seu livro &lt;i&gt;A Tradição Hermética, (&lt;/i&gt;ed. 70, 1979, pag. 219): «A qualidade &lt;i&gt;hermética&lt;/i&gt; segundo a qual, no dizer dos alquimistas, os seus textos são como se tivessem sido escritos só para eles, teremos de referi-la em maior grau à sua própria pessoa ou obra.»&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Escrevendo em intima ligação à sua experiência, escrevem, em simultâneo, em intima ligação com uma sabedoria tradicional. Daí que seja muito complicado elaborar uma grelha de interpretação. O mundo alquímico não é o mundo académico. Mercúrio está sempre a voar.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-7770442036347713242?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/7770442036347713242/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/o-caminho-do-caminho-20.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/7770442036347713242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/7770442036347713242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/o-caminho-do-caminho-20.html' title='O CAMINHO DO CAMINHO, 20'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-sEECiOWdeSk/Tu5jwlgq6-I/AAAAAAAADIA/CRnpsg9RDyk/s72-c/imagesCAUSCACE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-3738380175655453873</id><published>2011-12-17T13:34:00.002Z</published><updated>2011-12-17T13:37:17.525Z</updated><title type='text'>SABEDORIA ANTIGA, 25</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-rFgAfGVcV1M/TuyaJrVFnrI/AAAAAAAADH4/rgxqpRiCyfI/s1600/imagesCAEJBP9V.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-rFgAfGVcV1M/TuyaJrVFnrI/AAAAAAAADH4/rgxqpRiCyfI/s1600/imagesCAEJBP9V.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span lang=""&gt;&lt;strong&gt;A sacra câmara dos tesouros&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;Alexandra Pinto Rebelo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang=""&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Habituámo-nos a festejar o Natal com os adereços que vimos usar a pais e avós. Todos eles nos fazem sentido. Quanto mais não seja, um sentido étnico, ao nível da imagem. O presépio, em forma de cabana, manjedoura&lt;span lang=""&gt; ou gruta, fica mesmo bem perto da árvore de Natal, com as suas fitas coloridas enroladas, as filas de luzes intermitentes, bolas brilhantes penduradas, encimadas por uma estrela radiante.  A ceia tem um clima diferente de todas as ceias do ano. A um tempo, é plena de solenidade, alegria, transcendência. Será a última ceia do nosso calendário solar, celebrada entre os “nossos”. Por isso, não causa estranheza lembrarmos de uma forma muito vívida aqueles que deixaram de estar presentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;/div&gt;Todo este cenário lembra as Câmaras de Curiosidades do barroco. Salas onde se juntavam peças &lt;span lang="PT"&gt;coleccionadas&lt;/span&gt;&lt;span lang=""&gt; por pessoas ricas, fragmentos de tempos não coincidentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;A árvore de Natal pode ser entendida como sendo um axis mundi, o eixo de ligação da terra aos céus, mas também aos níveis inferiores, ctónicos. O presépio-gruta costuma ser colocado, precisamente, junto ao tonco inferior, passagem para o mundo onde as sementes se dissolvem durante parte do ano, germinando em seguida. A árvore, sempre de folha perene, eleva-se, assistindo a esta metamorfose mistérica. As folhas sao povoadas de coisas brilhantes, bolas, fitas, adquirindo, aos poucos, uma linguagem cada vez mais abstrata. As fitas orientam-se em espirais, estreitando-se em direcção ao topo. Numa vista aérea, teremos uma configuração muito próxima de alguns percursos místicos de certos templos circulares gregos. Por elas, ainda não teremos a verdadeira revelaçao, como nos lembram as luzes intermitentes. A epifania será simbolizada no cume da árvore, no lugar mais perto dos mundos superiores, sendo uma epifania da Luz. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;Maria, Mãe de Deus, mostra o seu Menino, aquele que nasceu sem intervenção terrena. Estamos num nível de semi-deuses, contacto reactualizado anualmente, aqui no final do calendário solar, correspondendo, por proximidade, ao solstício de Inverno.  O Menino Jesus abrirá essa noite, entretanto tornada mais escura do que nunca, revelando o seu avesso no sol do nosso Verão. Morrerá, entretanto, pela Páscoa, sabemo-lo, ressuscitando em seguida, deixando a João, seu primo, a responsabilidade de voltar a fechar este ciclo de escuridão/luminosidade, em Junho.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;Em todos os Natais, em nossa casa, temos um mecanismo simbólico completamente desconhecido, mas absolutamente actuante. Foi através deste mecanismo simbólico que o mundo foi recriado, vezes sem conta pelos nossos antepassados. É por ele que, ainda hoje, temos Mundo e as gerações futuras o hão-de recriar outras tantas vezes sem conta. Por isso nos juntamos todos, na refeição ritual. Todos aqueles que já existiram e existem, observando em Mistério a belíssima actualização do Mundo. E que connosco estejam todos, Maria, Jesus, José, o Homem Verde, Ishtar-Inanna, Ceres, Perséfone, os nossos mortos, os nossos vivos. Todos, independentemente da &lt;span lang="PT"&gt;particularidade&lt;/span&gt;&lt;span lang=""&gt; que tomaram depois de Babel. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;Só todos juntos seremos os suficientes para saborear o travo &lt;span lang="PT"&gt;único&lt;/span&gt;&lt;span lang=""&gt; da Luz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-3738380175655453873?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/3738380175655453873/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/sabedoria-antiga-25.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/3738380175655453873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/3738380175655453873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/sabedoria-antiga-25.html' title='SABEDORIA ANTIGA, 25'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-rFgAfGVcV1M/TuyaJrVFnrI/AAAAAAAADH4/rgxqpRiCyfI/s72-c/imagesCAEJBP9V.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-9200451209621620874</id><published>2011-12-16T23:05:00.000Z</published><updated>2011-12-16T23:05:29.258Z</updated><title type='text'>O CAMINHO DO CAMINHO, 19</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-IOUXM4WBc8g/TuvKQxUm1PI/AAAAAAAADHw/kl8XgnC9vYY/s1600/cascata.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-IOUXM4WBc8g/TuvKQxUm1PI/AAAAAAAADHw/kl8XgnC9vYY/s320/cascata.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;Esquemas&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;Cynthia Guimarães Taveira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span lang="EN"&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Já vi escrito (e dito) por um nome conceituado do nosso esoterismo que o misticismo é fonte de engano, não por estas palavras mas sim com um ligeiro desprezo no tom (um desprezo quase inaudível, só possível de nos apercebermos dele em máxima atenção) como se o caminho alquímico fosse o mais seguro  (o que não é verdade porque nesse caminho o perigo aumenta exponencialmente). Ora convém lembrar os três caminhos apontados pela lucidez de Fernando Pessoa: o caminho poético, místico e alquímico. Cada um deles se dirige ao mesmo (no caso da alquimia não podemos ser suficientemente ingénuos e pensar que os alquimistas apenas procuram o elixir da longa vida de maneira a arrastarem a sua existência por este planeta por mais anos, o que procuram é o corpo de glória, um corpo transcendente, tal qual o corpo de Cristo após a transfiguração e isto implica, naturalmente, transcendência). Procuram os três caminhos, portanto, a transcendência e, cada um deles, sem excepções, possui os seus perigos. Cada um deles, acrescentaria, nas suas voltas e reviravoltas toca os outros, exactamente como aquilo que se passa com a arte. A pintura está carregada de musicalidade e de palavras, a literatura carregada de imagens e de musicalidade e a música carregada está de palavras e imagens. As artes contém-se umas às outras assim como os caminhos não são exclusivos mas sim inclusivos. O problema é a grande tentação de esquematizar  as coisas pelo contágio, é certo, de uma mentalidade simplória  cientifica no sentido actual do termo, disfarçada de um pragmatismo teórico. Duvidemos sempre dos “esquemas”, duvidemos sempre de uma literatura esotérica que se apresenta acompanhada com um desenho esquemático, organizado, geométrico, aprisionando na forma a substancia. A geometria, na sua essência, não aprisiona a substancia, nasce da substancia, o que é diferente. É apenas uma parte de um todo, não é o todo. Existe sempre a tentação de a ver como síntese, esquecendo que o mundo das formas de Platão não era apenas geométrico. A luz não é geométrica e, porém ilumina tudo, assim como o rio bravo não deixa de correr. As formas sucederem-se, a substância vai sendo. Daí a tradução errada da bíblia que diz, nas palavras de Deus: “Eu sou o que Sou”, quando a a verdadeira tradução é: “Eu serei o que Serei”. Do presente para o futuro vai uma grande distancia tal como do pragmatismo teórico à realidade existe uma diferença qualitativa. Esquecer a poesia, em qualquer caminho, é esquecer essa diferença fundamental.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-9200451209621620874?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/9200451209621620874/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/o-caminho-do-caminho-19_16.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/9200451209621620874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/9200451209621620874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/o-caminho-do-caminho-19_16.html' title='O CAMINHO DO CAMINHO, 19'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-IOUXM4WBc8g/TuvKQxUm1PI/AAAAAAAADHw/kl8XgnC9vYY/s72-c/cascata.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-7316871788521113878</id><published>2011-12-14T11:09:00.000Z</published><updated>2011-12-14T11:09:03.721Z</updated><title type='text'>PALAVRAS SÁBIAS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Rp6rU4uVaqs/TuiDG1IjDUI/AAAAAAAADHY/e6VA_GSgHog/s1600/imagesCAKNULSD.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-Rp6rU4uVaqs/TuiDG1IjDUI/AAAAAAAADHY/e6VA_GSgHog/s1600/imagesCAKNULSD.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhoras e Senhores, Vinícius de Moraes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo,&lt;br /&gt;o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se,&lt;br /&gt;o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-7316871788521113878?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/7316871788521113878/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/palavras-sabias.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/7316871788521113878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/7316871788521113878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/palavras-sabias.html' title='PALAVRAS SÁBIAS'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Rp6rU4uVaqs/TuiDG1IjDUI/AAAAAAAADHY/e6VA_GSgHog/s72-c/imagesCAKNULSD.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-5279926777512244199</id><published>2011-12-12T00:12:00.000Z</published><updated>2011-12-12T00:12:29.232Z</updated><title type='text'>POEMAS DE EDUARDO AROSO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-sD1vM6fTqAc/TuVGm4N5JfI/AAAAAAAADHQ/W65P3VVJsUk/s1600/imagesCA3C0UBR.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-sD1vM6fTqAc/TuVGm4N5JfI/AAAAAAAADHQ/W65P3VVJsUk/s1600/imagesCA3C0UBR.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="color: #6fa8dc;"&gt;&lt;strong&gt;ADVENTO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;Não receies que as estrelas &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt; &lt;/div&gt;Ardam na tua mão.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt; &lt;/div&gt;Tens a epiderme alada&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt; &lt;/div&gt;Em movimento perpétuo.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt; &lt;/div&gt;Deixa-te atravessar pela luz&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt; &lt;/div&gt;Lentamente como nasce uma flor;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt; &lt;/div&gt;Verás que os punhais de fora&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt; &lt;/div&gt;Dentro são um hino de amor.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12-12-2011&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt;Eduardo Aroso&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span lang="EN"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-5279926777512244199?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/5279926777512244199/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/poemas-de-eduardo-aroso_12.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/5279926777512244199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/5279926777512244199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/poemas-de-eduardo-aroso_12.html' title='POEMAS DE EDUARDO AROSO'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-sD1vM6fTqAc/TuVGm4N5JfI/AAAAAAAADHQ/W65P3VVJsUk/s72-c/imagesCA3C0UBR.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-9039667314343314563</id><published>2011-12-09T12:23:00.002Z</published><updated>2011-12-09T12:27:14.490Z</updated><title type='text'>ANTÓNIO TELMO, SEMPRE</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-17bIHENHOuE/TuH74htMTiI/AAAAAAAADG4/WK_keikJFsU/s1600/imagesCA4KSVIG.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-17bIHENHOuE/TuH74htMTiI/AAAAAAAADG4/WK_keikJFsU/s1600/imagesCA4KSVIG.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As periferias e os centros&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="color: #e06666;"&gt;&lt;strong&gt;Cynthia Guimarães Taveira&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Os povos têm alma e, como tal, esta é uma mistura de adjectivos, uns bons, uns maus, uns assim-assim. A Alemanha tem uma alma e nela, por vezes, o maniqueísmo toma proporções gigantescas. Tão gigantescas que podem assumir a forma de&amp;nbsp; um &lt;span lang="PT"&gt;Hölderlin &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN"&gt;ou de um Goethe. Podem também assumir, por outro lado, a forma de um Kant. A Alemanha vive entre dois pólos: o amor à natureza e o ódio à natureza. A raiz da crise é só esta. Não são os mercados, os euros, as dívidas. A génese está no posicionamento face ao jardim que é o mundo. A Alemanha quando ama a natureza dilui-se na Europa, ninguém dá por ela, faz parte de um todo, acompanha os ritmos sazonais e dança na Primavera em torno do eixo do mundo. Disse, dança na Primavera em torno do eixo do mundo, não disse que é o eixo do mundo. A Alemanha quando odeia a natureza é o eixo do mundo. Portugal quando ama a natureza é o eixo do mundo e nunca, na sua alma, chega a odiar a natureza porque tende mais a ser ela. Apenas se esquece dela, dorme longe dela. Sempre que a Alemanha centra as atenções sobre si própria é porque, nesse momento, está em guerra com a natureza. Por isso faz ondas e agita os restantes países. Agita os homens&amp;nbsp;mais humildes dentro das suas casas mesmo que estes estejam situados numa ilha isolada no centro do  Mediterrâneo.  O problema da Europa é então, hoje, estranhamente, um problema de amor. Deixo-vos um textinho do Mestre António Telmo situado na História Secreta de Portugal (Ed Veja,1977, pag. 126):&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;span lang="EN"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN"&gt;&lt;em&gt;“O desenvolvimento do pensamento alemão oferece, frequentes vezes, o aspecto do ódio à natureza: grandes máquinas mentais, perfuradoras, tractores, guindastes, que parecem insectos ampliados pelo microscópio. Os grandes sistemas de filosofia germânica zumbem com um grande ruído sintático e sinfónico no espaço da mente e abatem-se de súbito sobre a terra, abrindo minas, escavando, rasgando, torturando a carne da natureza.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tal ódio assume em Kant a forma de repulsa: «Falam-me da beleza de um céu estrelado. Lembra-me um rosto coberto de bexigas». Ouça-se, comparando, o nosso Carlos Queiroz:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Anoitece.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Faz frio pensar na vida.&lt;br /&gt;E a natureza parece&lt;br /&gt;Dizer em voz comovida&lt;br /&gt;Que o homem não a merece.»&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-9039667314343314563?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/9039667314343314563/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/antonio-telmo-sempre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/9039667314343314563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/9039667314343314563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/antonio-telmo-sempre.html' title='ANTÓNIO TELMO, SEMPRE'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-17bIHENHOuE/TuH74htMTiI/AAAAAAAADG4/WK_keikJFsU/s72-c/imagesCA4KSVIG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-8607254926878378150</id><published>2011-12-07T16:22:00.006Z</published><updated>2011-12-07T21:23:51.995Z</updated><title type='text'>O CAMINHO DO CAMINHO, 18</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-s8z8u9Q2ARY/Tt-PldHKlPI/AAAAAAAADGw/1jRohERxF-8/s1600/imagesCAIIGXUQ.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-s8z8u9Q2ARY/Tt-PldHKlPI/AAAAAAAADGw/1jRohERxF-8/s1600/imagesCAIIGXUQ.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span lang="EN"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="EN"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="EN"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="EN"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="EN"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="EN"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="EN"&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Leituras…&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: #3d85c6;"&gt;&lt;strong&gt;Cynthia Guimarães Taveira&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Em conversa com o Pedro Martins relativamente ao novo livro dele, “O Segredo de Grão Vasco”, dizia-lhe que tinha gostado muito do livro. Independentemente das teses que nele eram defendidas, aquilo que havia de melhor nessa obra eram as pistas, os indícios que ele havia deixado no rasto da sua análise. Pistas, indícios de quê?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Para dar a resposta a esta pergunta teremos que começar por analisar alguma da literatura que por aí se vai fazendo e falo apenas no caso português.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Não sem entusiasmo há quem se lance na aventura simbólica. Sim, é um momento importante aquele em que se descobre que os edifícios de pedra antigos estavam pejados de símbolos, alguns mesmo de mensagens elaboradas, que alguma pintura também, que certos textos eram afinal cifras, que as religiões têm muitos deuses e são muito antigas. É o chamado momento do mergulho no dicionário dos símbolos no qual se navega pescando alegremente sem se perceber que se está a apanhar apenas um único peixe que contém apenas uma parte de um problema suficientemente grande para uma vida só não o conseguir resolver.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aparecem textos estranhos, com associações ainda mais estranhas, e perdoem-me falar num nome, mas para que haja a noção da loucura a que se chega será mesmo necessário citar um excerto apanhado na Internet, transcrito entusiasticamente por Vitor Manuel Adrião que&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;diz, a dada passagem (para a qual é necessária toda a paciência que puderem arranjar)&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;span lang="EN"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“Sobre o assunto, respigo umas quantas linhas a um texto teúrgico reservado:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;i&gt;«Foi durante a transição da 3.ª para a 4.ª Sub-Raça que veio firmar-se decisivamente em Bhumi (a Terra) a estrutura da GRANDE FRATERNIDADE BRANCA com SANAT KUMARA à testa, faz cerca de 18 milhões e meio de anos, por altura da Grande Iniciação Colectiva do Género Humano conferida pelos SENHORES DE VÉNUS, os PITRIS KUMARAS FLAMEJANTES provenientes de Vénus (ou Shukra), alter-ego da Terra e uma Cadeia adiante desta.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Isso correspondeu à acção empreendida por ARABEL (o 5.º Luzeiro) e sua Corte de MAKARAS e ASSURAS de coadjuvarem A Evolução Humana, pelos motivos kármicos suscitados por LUZBEL (o 3.º Luzeiro) na anterior Cadeia Lunar.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A formação de uma Grande Loja de Deuses humanizados na Terra, os quais vieram a iniciar os humanos mais adiantados da Raça Lemuriana e que adentraram a Raça seguinte, a Atlante, já como Adeptos Perfeitos, viria muito mais tarde, durante a 5.ª Raça Mãe Ariana, essa formação ou estruturação a ser designada pelos Adeptos e Iniciados da Soberana ORDEM DE MARIZ de PRAMANTHA ou CRUZEIRO MÁGICO A LUZIR.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Diz a Tradição das Idades que 888 deuses humanizados advieram sobre a Terra acompanhando o divino SANAT KUMARA, tendo sido então que Ele se entroncou decisivamente aos destinos deste 4.º Globo tornando-se o 4.º REI DO MUNDO, MELKITSEDEK, ROTAN, CHAKRAVARTI ou PLANETÁRIO DA RONDA. Coadjuvaram-no na manifestação avatárica sobre a Terra, ocupando o Animal Esfingético que AKBEL lhe cedeu, os seus 3 Irmãos Kumaras das 3 Rondas anteriores de &lt;b&gt;Bhumi&lt;/b&gt;. &lt;b&gt;Sanat Kumara&lt;/b&gt;, por seu turno, era na época um Avatara de ARABEL – LUZEIRO DE VÉNUS.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Foi Ele quem deu início à Grande Loja Branca dos Mestres Justos e Perfeitos, essa que na Índia é chamada de SUDHA-DHARMA-MANDALAM, “Excelsa Fraternidade Branca”, no Tibete de Confraria dos BHANTE-JAULS, “Irmãos de Pureza”, distinguidos pelas suas roupagens e faixas amarelas-azuis, e que a Igreja Cristã cognomina poeticamente de COMUNHÃO DOS SANTO e &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;SÁBIOS.”»&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;A pergunta que faço é:  Mas o que é isto? Que confusão é esta? Esta gente julga que não é humana? Não vão ao supermercado dia sim, dia não? Não têm frio no Inverno? Não fazem uma simples digestão, quer em termos literais quer em termos simbólicos? O que pensarão os seus animais de estimação desta verborreia? Parece que o caminho da poesia é muito mais seguro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto mostra como o mundo do simbólico pode ser um caldeirão para o qual se atiram símbolos de qualquer maneira, procurando apenas uma compensação em forma de grandeza para a pequenez que efectivamente somos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Mas há outro modo de encarar a questão e passa por um dia lançarmos, do alto de uma ponte, o dicionário de Símbolos ao rio, e vê-lo cair devagar, e vê-lo mergulhar, quase em câmara lenta, nas águas que passam. Nesse momento, o nosso olhar está efectivamente nas águas que passam. E essas águas que passam são, de facto, o verdadeiro símbolo.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;É frequente ouvir que teremos que distinguir o “fantástico” da “imaginação”, esta última como produto do mundo &lt;i&gt;imaginal&lt;/i&gt;, no entanto, no campo da literatura e das artes, o fantástico, como construção fantasiosa obedecendo a um discurso vindo directamente de um quase-inconsciente (digo-o desta forma porque me parece mais correcta a definição de René Guénon quando afirma não existir inconsciente, mas sim, vários níveis de consciência), toca, por vezes, esse mundo &lt;i&gt;imaginal &lt;/i&gt;uma vez que este é um mundo arquetipal. Dou o exemplo de “O Senhor dos Anéis”, na ficção cientifica da “Guerra das Estrelas”, e mais recentemente do excelente filme “Avatar”. O problema é que para se reconhecer a verdade de alguma fantasia tem de se conhecer antes alguma parte desse mundo &lt;i&gt;imaginal&lt;/i&gt;, pois é dele que tudo parte.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Só em sonhos consegui entender as “Mansões Filosofais” de Fulcanelli&lt;span style="font-size: small;"&gt;. Lembro-me de, durante algumas tardes e noites, adormecer depois de lidas algumas passagens e, por uma estranha forma e fórmula que ainda hoje não entendo, sempre que adormecia sonhava com as passagens que havia lido e, em sonhos, tudo fazia sentido. Acordava com a noção de um sentimento de “completo”, sendo esta a palavra que mais se aproxima dessas experiências.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Não entendendo nada de química, aquele modo de escrever chamava-me para aquilo que hoje compreendo serem universos sobrepostos, uma espécie de astros que se alinham, se conjugam e que vão do mais alto ao mais baixo. E o que fazia sentido em termos simbólicos teria de fazer sentido também num plano material. Exactamente o mesmo sentido. A alegoria alquímica não era alegoria alguma, era somente alegoria dela própria. A procura do ouro era algo tão palpável e simultâneo como a procura da santidade. E para que tal acontecesse os astros tinham se estar alinhados e os deuses estarem de acordo com o alquimista e com os seus passos escondidos no jardim (para  citar a ideia de Rémi Boyer quando fala do alquimista como um jardineiro que se esconde). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Daqui que se possa concluir que quem mergulha no mundo como símbolo mergulhe na própria vida, tal qual ela é, com todos os seus planos sobrepostos, numa tentativa de “alinhamento”, de harmonia, em busca do centro. Não é em vão que o símbolo do ouro seja uma circunferência com um centro ao meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="EN"&gt;Para quem tem dúvidas do que afirmo comece por ler este excerto das «Mansões Filosofais», e, a partir dele, inicie um processo de associações, com a sua própria vida, com a vida de outros, com uma obra literária, com a física quântica, com um jogo de crianças, enfim, associe com o que quiser, e verá  que dentro desses voos redundantemente voláteis alguma coisa de fixo, de verdadeiro, se encontra. Principiemos: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Assim se vê como seria vão trabalhar com ouro, porque este nada tem, não pode evidentemente dar coisa nenhuma. É, pois, à pedra bruta e vil que precisamos de nos dirigir, sem repugnância pelo seu miserável aspecto, pelo seu infecto odor, pela sua coloração negra, pelos seus sórdidos andrajos. Pois são precisamente estes caracteres pouco sedutores que permitem reconhecê-la e fazem com que, em todos os tempos, ela seja considerada uma substância primitiva, provinda do Caos original, e que Deus, nas alturas da Criação e da organização do universo, terá reservado para os seus servidores e para os seus eleitos. Tirada do Não-Ser, ela traz a marca dele e dele recebe o nome: Nada. Mas os filósofos descobriram que na sua natureza elementar e desordenada, feita de trevas e de luz, de mau e de bom reunidos na maior confusão, este Nada continha Tudo o que eles podiam desejar."&lt;/em&gt; (Ed. 70, 1989, pag. 338)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença entre os dois textos transcritos é simples, o primeiro é falso, o segundo é verdadeiro e eterno, pois fazia sentido no Antigo Egipto, tal como faz hoje. E mais, o primeiro não conduz a nada, o segundo é um apelo total à operatividade na própria vida, gesto e corpo. O primeiro está cheio de vaidade, o segundo de humildade. O primeiro é uma associação de símbolos desenfreados, o segundo respira poesia e amor pelos factos da vida. O primeiro vive num mundo de fantasia onde todos começam por ser Adeptos Perfeitos, no segundo, pela imaginação, o leitor é erguido num apelo para se transcender, a começar pelo princípio verdadeiro, o facto de ser imperfeito. O primeiro fala de uma Fraternidade Branca, o segundo fala de um miserável aspecto, do seu infecto odor, da sua coloração negra e sórdidos andrajos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vários níveis de leitura são impressionantes e quando essa leitura se torna vida, os vários níveis de vida são ainda mais impressionantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciei este texto por causa dos indícios que uma boa obra sempre deixa e não poderei deixar de referir o papel dos “lemas” ou “emblemas” espalhados por aqui e ali nas «Mansões Filosofais». Estando apenas a procurar a fórmula do ouro, tais emblemas não fazem sentido, estando à procura da transcendência, tais emblemas só fazem sentido e são eles a raiz de todo o bem, belo e vero, uma verdadeira bíblia paralela cuja linguagem é a poética. Deixo alguns como exemplo e vou dá-los apenas como palavras sem imagem (com imagem ainda se tornam mais ricos, complexos e susceptíveis de associações):&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;i&gt;“ A prudência é a guardiã das coisas”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Não tu, mas nada sem ti"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Agora, em verdade sei”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;“A verdade vitoriosa”&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;“Enquanto o fogo durar”&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;“Antes a morte do que a mancha”&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;“Se os destinos aí te chamam"&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;“Morro pelas minhas próprias penas"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Recentemente estive no Colóquio Internacional Carvalho Monteiro, Vida, Imaginário e Legado, brilhantemente conduzido por João Cruz Alves e Manuel J. Gandra. Digo que foi brilhantemente conduzido (houve de facto uma condução até um determinado ponto) porque no final de tudo, após dias a revirar a vida do senhor, a analisar os seus passos, a sua biblioteca, os seus interesses, surpreendentemente, como que a brilhar na noite, foram revelados os lemas que este usava ao peito, mesmo junto ao coração, pendurados num fio. Deixo-os, também sem imagem mas são suficientes:&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Relativamente ao Fogo: “&lt;i&gt;Não desço nunca&lt;/i&gt;”&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;“&lt;i&gt;Que tudo me consuma contando que agrade”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;i&gt;“Dá o teu fruto sem o prometer”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Serpenteio mas não me desvio"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Relativamente ao Leão&lt;i&gt;: “Quem ousará atacá-lo?”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;i&gt;“Nada espero senão de mim mesmo"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;Relativamente ao Sol&lt;i&gt;: “Privado de ti, eu morro”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Boas leituras!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-8607254926878378150?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/8607254926878378150/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/o-caminho-do-caminho-18.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/8607254926878378150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/8607254926878378150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/o-caminho-do-caminho-18.html' title='O CAMINHO DO CAMINHO, 18'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-s8z8u9Q2ARY/Tt-PldHKlPI/AAAAAAAADGw/1jRohERxF-8/s72-c/imagesCAIIGXUQ.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-9055860184084865971</id><published>2011-12-05T23:18:00.000Z</published><updated>2011-12-05T23:18:32.124Z</updated><title type='text'>SABEDORIA ANTIGA, 24</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-zJO-jWHP2sw/Tt1QFA5HebI/AAAAAAAADGo/_M6enLiM1sc/s1600/Almada+Negreiros+Auto+retrato_Page_1_Image_0001.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-zJO-jWHP2sw/Tt1QFA5HebI/AAAAAAAADGo/_M6enLiM1sc/s320/Almada+Negreiros+Auto+retrato_Page_1_Image_0001.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Na imagem, Auto-retrato de Almada Negreiros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span lang=""&gt;&lt;strong&gt;A grande falácia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;Alexandra Pinto Rebelo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas páginas têm sido escritas tentando justificar a arte contemporânea. O engraçado destes discursos é que não argumentam a favor deste ou daquele tema, deste ou daquele material. Sabem que calcanhar têm de proteger, indo logo directos ao assunto. Afinal o que esses textos pretendem é provar-nos que aqueles objectos são mesmo arte e não uma outra coisa qualquer. Nós é que não o conseguimos compreender.&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Um dos argumentos mais utilizados é, absolutamente, delicioso. E resume-se no seguinte: o mercado dos coleccionadores de arte está mais ávido do que nunca de produtos culturais cada vez mais complexos. Daí estes produtos, os objectos de arte, terem tendência a tornar-se mais herméticos para o público comum. Aquilo que, no fundo, nos estão a dizer é que as obras de arte contemporâneas exigem tanto do observador em termos cognitivos que são raros os possuídores de tais capacidades, imprescindíveis, para os avaliar. Simplificando ainda mais, aquilo que nos juram é uma coisa absolutamente simples: só os ignorantes não vêem que aquilo é, obviamente, arte.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Este argumento lembra fortemente aquele utilizado por Hans Christian Andersen no seu conto As Roupas Novas do Imperador. Os “grandes tecelões” recém chegados à cidade, conseguiam fazer um tecido mágico só visível para aqueles com uma super capacidade cognitiva, semelhante em tudo à requerida aos bons observadores actuais da arte contemporânea. Já que ninguém quer dar parte fraca, todos garantem ver o tecido. Por esta analogia de processos, teria neste momento de ir buscar o testemunho de uma criança que, perante um objecto de arte contemporânea, tivesse dito: “isto não é arte”. Não há crianças assim e, a haver, meteriam um certo medo. Nem tão pouco a sua afirmação teria algum peso neste campo da Teoria da Arte.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;O que eu proponho é seguirmos um caminho mais simples, confrontando um objecto específico com a sua suposta complexidade. Peguemos no sapato de Joana de Vasconcelos, construído com tachos e tampas dos mesmos. Através da sua observação, guardamos três pontos fundamentais na sua mensagem- mulheres, cozinha e glamour. Agora, basta-nos formar sentidos lógicos com estes pontos. “As mulheres estão sempre divididas entre a cozinha e o glamour”; “As mulheres deixaram a cozinha e transformaram-se em glamour”; “Por muito que as mulheres tentem ser só glamour, têm sempre implícita a sua função ancestral na cozinha”. Qualquer destes argumentos de interpretação é válido.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Isto é complexo? Não me parece. Poder-se-á, no máximo, escrever um livro pequenino à volta do assunto, esgotando-o no final das primeiras páginas. A obra Las Meninas, de Velázquez, não foi feita para ser um objecto de arte complexo e, no entanto, já levou a que, sobre si, se escrevessem bibliotecas inteiras. O mesmo se poderá dizer, reduzindo o número de textos escritos, dos nossos Painéis de São Vicente.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Almada Negreiros escreveu uma frase que aqui faz todo o sentido: “As pessoas que eu mais admiro são aquelas que nunca se acabam.” De alguma forma, a complexidade das obras de arte faz lembrar esta afirmação. As mais admiráveis são aquelas que nunca se acabam. São aquelas que permitem sempre leituras inovadoras, sabendo manter-se como um conjunto aberto de interpretações. Como fazer isso é um dos mistérios da arte, da verdadeira.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-9055860184084865971?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/9055860184084865971/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/sabedoria-antiga-24.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/9055860184084865971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/9055860184084865971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/sabedoria-antiga-24.html' title='SABEDORIA ANTIGA, 24'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-zJO-jWHP2sw/Tt1QFA5HebI/AAAAAAAADGo/_M6enLiM1sc/s72-c/Almada+Negreiros+Auto+retrato_Page_1_Image_0001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-7141182440711338211</id><published>2011-12-05T19:15:00.002Z</published><updated>2011-12-05T20:29:25.138Z</updated><title type='text'>POEMA INEXPLICÁVEL</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-KvI9uzs5NEc/Tt0XDofRKSI/AAAAAAAADGY/M_nTneh1lX4/s1600/CORAO_%257E1.GIF" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-KvI9uzs5NEc/Tt0XDofRKSI/AAAAAAAADGY/M_nTneh1lX4/s320/CORAO_%257E1.GIF" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span lang="EN"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O breve início / O longo indício&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;Cynthia Guimarães Taveira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disseste:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A vida passa como um espelho&lt;br /&gt;espelhando apenas um lado&lt;br /&gt;Os dedos tocam o fruto&lt;br /&gt;e, do outro lado do espelho&lt;br /&gt;tocam o sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo-te em segredo, agora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhares cruzam-se indiferentes&lt;br /&gt;Na noite em que tudo se passa&lt;br /&gt;e, do outro lado, há um mergulho&lt;br /&gt;No espelho das águas das almas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi-te chegar numa corrida&lt;br /&gt;Assim de negro, branco e vermelho&lt;br /&gt;Pausa no tempo das cores&lt;br /&gt;Ouço atentamente os seus dons&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O olhar pára atento&lt;br /&gt;Pausa no tempo, sem dúvida&lt;br /&gt;Fixos os olhos não param&lt;br /&gt;Voando dentro uns dos outros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Param os momentos em aproximação&lt;br /&gt;Parados por um sorriso que se passa&lt;br /&gt;Tremendo nesse lado do espelho&lt;br /&gt;Cedo, cedo o sorriso te devolve o real&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntas se irás para a morte&lt;br /&gt;Sim, irás e depressa&lt;br /&gt;Pausa no tempo em que és alto&lt;br /&gt;Foge depressa para o mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntas inocente no mar:&lt;br /&gt;Mas o que se passa afinal?&lt;br /&gt;Pausa no tempo da tua voz a fugir&lt;br /&gt;Consolo breve na paisagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntas se te juntas a todos&lt;br /&gt;Respondes que nada te interessa&lt;br /&gt;Voas abaixo da montanha&lt;br /&gt;Voas guiado afinal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Giras em torno do monte&lt;br /&gt;Em espirais que são só caminhos&lt;br /&gt;Pausa no tempo do centro&lt;br /&gt;Em olhares de gatos que te adivinham&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobes acima devagar&lt;br /&gt;O outro lado do espelho&lt;br /&gt;É&amp;nbsp; a resposta afinal&lt;br /&gt;Espanto dos espantos depois&lt;br /&gt;De anos e anos em espera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pausa no tempo dos dias&lt;br /&gt;Em atenção aos movimentos&lt;br /&gt;Teu coração é depois erguido&lt;br /&gt;Em dor, mistério e saudação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvé.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-7141182440711338211?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/7141182440711338211/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/poema-inexplicavel.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/7141182440711338211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/7141182440711338211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/poema-inexplicavel.html' title='POEMA INEXPLICÁVEL'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-KvI9uzs5NEc/Tt0XDofRKSI/AAAAAAAADGY/M_nTneh1lX4/s72-c/CORAO_%257E1.GIF' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-5151933497788384762</id><published>2011-12-04T01:21:00.000Z</published><updated>2011-12-04T01:21:10.207Z</updated><title type='text'>FIDELI D'AMORE, AINDA OS HÁ?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-zrVzzqA5QMI/TtrKgl8auwI/AAAAAAAADGA/X5FyovPpMlM/s1600/imagesCA5KZQO8.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="259" src="http://4.bp.blogspot.com/-zrVzzqA5QMI/TtrKgl8auwI/AAAAAAAADGA/X5FyovPpMlM/s320/imagesCA5KZQO8.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span lang="EN"&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;“…«Dama» e «Amor» têm um carácter simbólico, ainda mais saliente e manifesto que as várias damas  e rainhas dos textos do Graal e da literatura propriamente cavaleiresca, tornando-se o centro de todas as aventuras. Só que neste caso, o simbolismo não exclui também um aspecto concreto, ligado a uma via divergente especial, de realização espiritual, em que os sentimentos, a exaltação e o desejo suscitados por uma mulher real, mas todavia concebida e vivida, através duma espécie de processo evocatório, como a encarnação de uma força vivificante e transfiguradora, transcendendo a sua pessoa, podiam ter o seu papel, como base, ou ponto de partida. (…) Alguns exemplos: a um dado ponto, o amor de Dante revela-se o amor pela «Santa Sabedoria». A sua «dama» Beatriz confere-lhe liberdade iniciática - não só a alma de Dante é, por seu intermédio, «destacada do corpo», como também, no Paraíso, o «sol dela» ofusca o «sol de Cristo»."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Evola, Julius, &lt;em&gt;O Mistério do Graal,&lt;/em&gt; Edições Vega&lt;em&gt;,&lt;/em&gt; 1993, pág. 201&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-5151933497788384762?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/5151933497788384762/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/fideli-damore-ainda-os-ha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/5151933497788384762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/5151933497788384762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/fideli-damore-ainda-os-ha.html' title='FIDELI D&apos;AMORE, AINDA OS HÁ?'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-zrVzzqA5QMI/TtrKgl8auwI/AAAAAAAADGA/X5FyovPpMlM/s72-c/imagesCA5KZQO8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-6456031777291767474</id><published>2011-12-02T21:46:00.001Z</published><updated>2011-12-02T22:05:33.159Z</updated><title type='text'>TEMPOS DE HOJE...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-quyk14okWdI/TtlF_v_-ROI/AAAAAAAADF4/ibdy81J40no/s1600/imagesCAC5GYJO.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="238" src="http://3.bp.blogspot.com/-quyk14okWdI/TtlF_v_-ROI/AAAAAAAADF4/ibdy81J40no/s320/imagesCAC5GYJO.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span lang="EN"&gt;&lt;strong&gt;Os “Pontos” e os “is” da  Arte&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;strong&gt;Cynthia Guimarães Taveira&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Mais do que aquilo que vestimos ou deixamos de vestir, o espaço que nos rodeia  contribui  para a formação das nossas cabeças.  A roupa é a máscara, a &lt;i&gt;persona&lt;/i&gt;, distante do nosso verdadeiro ser. A máscara que nos oferece todas as possibilidades de ser o que somos e não somos, o véu que nos oculta ou desvenda, enfim um produto, sobretudo, do tempo e dos humores.   O espaço, por seu lado, é fundamental, diria em tom metafórico, para a formação dos ossos. Pedra e osso andam lado a lado na sua função e, em termos simbólicos, estão ligados à estrutura e, consequentemente, à nossa estrutura. Daí que a Arquitectura seja entendida, em tempos arcaicos, como a mãe de todas as artes, o eixo fundamental sobre o qual todos nós nos vamos desenvolvendo. As implicações da edificação de uma simples casa são tão profundas como os alicerces de problemas antropológicos do género “o valor da palavra” ou, a “casa dos homens”, lugar iniciático de muitas culturas arcaicas.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;O osso é o que nos ergue, algo que vai crescendo em nós, o suporte de toda a carne, de toda a nossa aparência, os ossos são as consoantes da língua (tronco e os ramos), a carne , as vogais (as folhas). É o osso que fica depois da nossa morte, é a pedra erguida que se mantém depois da passagem das civilizações. É a paisagem que nos influencia os pensamentos e, muitas vezes, nos dita as acções, os caminhos escolhidos, a sensibilidade perante as coisas. A “contemplação dos ossos”, feita em modalidades do Ioga, é também, a contemplação da nossa paisagem interior, dos resíduos embutidos nos socalcos da memória, é o que resta depois do acrescento da pedra-cálcio, depois do acrescento da nossa vida ao nosso corpo.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Por tudo isto, a Arquitectura tem um papel fundamental na actividade do homem. É ela que nos aproxima ou desvia do real, nos aconchega ou nos expulsa do mundo. A  Arquitectura é a construção de edifícios e é também muito mais que isso, por sinal, é a construção de tudo.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Entendida como uma arte sagrada, esteve, nos primórdios, ligada ao primeiro sinal no homem do transcendente: o céu. Mesmo retirando toda a carga religiosa e simbólica que o céu possa conter, a realidade é que um homem, olhando para esse vasto universo de estrelas, esse labirinto sem sentido, nocturno e caótico, sente a tontura de algo que o transcende e aquilo que o transcende tem, de alguma forma, de fazer sentido. A primeira construção do homem é o ordenamento das estrelas, dos astros. É a procura da ordem nesse abismo que se estende para cima. Dar um sentido às estrelas, ordená-las, perceber quando aparecem e quando desaparecem e dar-lhes, enfim, uma história, um enredo que se pareça com a sua vivência corporal e sentida,  com seus ciclos, suas noites e dias, a sua marcha, a sua orientação. É quando o universo começa a fazer sentido que a construção deixa de ser apenas um abrigo do frio e do calor para se tornar uma arte. É quando se dá a união entre terra e céu que começa o trabalho da pedra em função dupla de ordenar o território e de o sacralizar face ao céu. Da construção como necessidade passa-se à construção como arte, das necessidades básicas passa-se àquilo que Oscar Wilde disse: ”O supérfluo é absolutamente essencial”, e a arte é, afinal, absolutamente essencial tanto para a manutenção do homem no mundo como para o seu crescimento, alargamento de fronteiras interiores. A arte, por vezes, suprime, no caso da espécie humana, os impulsos mais animalescos, aqueles que se esperam  essenciais, pois não é verdade que em Auschwitz se trocavam rações por histórias? A fome do homem, como ser com tendências transcendentes, pode suprimir a fome de pão pela fome, ou sede, de sagrado e é aí que entra a arte e a construção, e o papel do homem no meio deste vasto universo, suplicando ordem e invenção.  Se o místico espera, em jeito de oração (sua forma de arte), desapego, renúncia e contemplação que o céu interior, de alguma forma desça até ele, ao homem comum só lhe resta construir, reconstruir, passo a passo, esse céu na terra, na acção, na entrega, no gesto. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;É no impulso construtivo que residem as tendências artísticas e deveria ser nas tendências artísticas que deveriam residir as tendências construtivas (o que não é verdade hoje em dia, infelizmente). Mesmo na desconstrução do mundo, tema recorrente na actual arte, o propósito último da obra deveria emergir da sua raiz: a construção de um novo mundo, sagrado, perto da perfeição das rotas das estrelas, perto das histórias ecoadas pelos astros, perto da música das esferas. Daí que Lima de Freitas tenha dito a frase radical: “A arte ou é sagrada ou não é arte”.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Infelizmente a desconstrução actual parece não ter como propósito último esta sacralidade, mas sim o alongar do súplicio de uma civilização em agonia, uma tradução &lt;i&gt;ipsis verbis &lt;/i&gt;da fealdade, da ignorância e da falta de graça do mundo contemporâneo. E uma tradução não é uma criação ou, quanto muito, a ideia não se deve ao seu tradutor.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Viaja-se para se conhecer novos povos, novas paisagens, novas línguas, mas também novas construções. Os monumentos têm à sua roda toda a espécie de turistas, de óculos, binóculos, câmaras manuais, digitais, de fotografia, de vídeo. Ver, a obsessão de ver para crer, para acreditar, para sentir, enfim para viver, dizer que se viveu, lembrar que se viveu. Este acto impulsivo e compulsivo do turista reside na intuição profunda de que  a construção está intimamente ligada à nossa vida, e mais do que isso, nos influencia profundamente.  A  paisagem, o clima, moldam os povos, a arquitectura feita pelas mãos do homem molda-nos face à atitude que temos para com o sagrado. Porque é essa a sua origem. O impulso mórbido pela desconstrução e desfragmentação contemporâneas tem o seu desejo último na destruição completa, como a  palavra final de um processo incessante e está traduzido nos filmes-catástrofe, em que os edifícios nos aparecem violentados, os canos, como entranhas, partidos, gotejando, os fumos de uma purificação pelo fogo atravessando as ruas, a noite cinzenta como a cor principal, o cheiro triste, quase sentido vindo do ecrã. Este tipo de visões apocalípticas é a de um futuro-mais-que-ruinoso  (as ruínas têm alguma dignidade), porque a acção da destruição não se deu num tempo lento, mas sim num tempo súbito, inesperado, violento e sem piedade e demonstra a má relação que o homem tem com a sua Arquitectura. Há um desejo obscuro de tudo destruir porque, no fundo, não se ama nem respeita esta Arquitectura nascida na época pós-guerra do Bauhaus, nascida das necessidades de um mundo ainda acocorado pelo medo da morte. A nova Arquitectura e, por inerência, a nova arte, “pós-pós-tudo”, traz em si o germe da desordem da própria guerra e a sua projecção no futuro só pode ser a sua própria destruição. Hoje há uma má relação do homem com a Arquitectura que o rodeia e, consequentemente, há uma má relação com o sagrado ou vice-versa.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;A natureza é fértil em modelos ordenados. A geometria está presente num grão de areia ou numa gota de chuva. E, segundo a teoria do caos, mesmo em dinâmicas aleatórias há padrões que se vão estabelecendo e desenvolvendo. Há alguns anos fez-se a seguinte experiência com bebés em idade de gatinhar:  desenhou-se no chão dois tipos de desenho - num o desenho era confuso, caótico, noutro o desenho era geométrico, harmonioso. Todos os bebés escolheram dirigir-se para a ordem.  Preferiam um ambiente mais “estável”, apesar de tudo.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Lévi-Strauss desenvolveu o conceito de sociedades quentes e frias, sendo as frias as mais apegadas às suas tradições, e as quentes mais instáveis e abertas às mudanças. Ao lermos René Guénon ficamos com a sensação de que este nos vai descrevendo (mesmo pela negação das sociedades actuais) uma Idade de Ouro perfeitamente tradicional. Esta Idade de Ouro, assim vista pelo olhar binário e estruturalista Lévi-Strauss, seria uma sociedade congelada, encerrada na sua perfeição.  Uma sociedade perfeitamente apolínea e nada dionisíaca, segundo outra interpretação, de Ruth Benedict. Onde está a abertura necessária para o engenho e a arte na Idade de Ouro? Será que o papel da arte não é também ele o da desconstrução para a construção de outro mundo? Como não cair num fundamentalismo teórico ainda que com raízes na Tradição? E como não cair na total irresponsabilidade face ao vamos construindo? E porque chamavam os gregos à arte “imitação”? À pergunta “quais os limites da arte?” vem agarrada uma outra, tão importante e fundamental: “quais os limites do homem?”. Tão confusos estamos devido à nossa sociedade escaldante que já nem sabemos a resposta. Se se é tradicionalista, é-se reaccionário e o perigo é o do fanatismo (porta fechada por dentro), se se é liberal, já não se reage a nada e as portas acabam todas fechadas por fora sem que possamos sair para lado nenhum. É o que se passa hoje com a Arquitectura e com a arte em geral. Na Arquitectura isso tende a deixar de ser apenas simbólico com a construção de condomínios fechados, dos quais não se deve sair.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Os edifícios  babilónicos tendem naturalmente para o abismo, e aqueles que nada têm a ver com orientações sagradas, tradicionais ou, simplesmente, respeitadoras da natureza envolvente, tendem a cercar o homem em prisões que nada têm de virtuais. E o homem é o espelho do que constrói. A imagem que imagina é a imagem que projecta, a imagem projectada é a base, a fonte da imagem seguinte a ser imaginada, e assim por diante. A palavra que se escreve é a chave da próxima, isto numa ordem simples, isto até dentro da desordem e do surrealismo. Daí que a Arte mais elevada, a Arquitectura, tenha uma profunda influência no pensamento.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;A facilidade com que se aprende a trabalhar com um computador tem como causa o facto de este ter sido possível a partir de uma estrutura muito simples, o “zero” e o “um”, e ninguém, pelo menos por enquanto, chama “inteligente” a um computador. As escalas musicais, a paleta das cores, as formas geométricas, em suma, tudo aquilo que não é criação do homem, parece ter como base estruturas formadas a partir da variedade e da complexidade dos elementos estruturantes, não binários. A “imitação” no sentido grego parece ser trabalho para uma vida. A desfragmentação e consequente desumanização da arte é, no fundo, a incapacidade crescente para imitar. É mais fácil destruir o que está criado (neste caso, os modelos naturais), do que ser demiurgo no sentido em que se ama e se descobre o que se vai criando ou imitando. E não se trata de ser o macaco de Deus, a imitação é a da sua criação, não do Deus em si, porque a Ele ninguém O conhece e, por isso, ninguém O pode imitar, muito menos um macaco…A arte contemporânea toma a destruição nas mãos como se se tratasse de criação, o que é um verdadeiro paradoxo. E isso é tão grave como uma fábrica que produza sistematicamente a morte. Acabo de ler a notícia de um alemão, Gregor Schneider (que se distinguiu por ter colocado um bigode a Mona Lisa, um destruidor, portanto, e não um criador) que quer transformar a morte numa &lt;i&gt;performance &lt;/i&gt;convidando moribundos a morrer perante um “público”. Este auto denominado artista deve lamentar imenso não terem existido câmaras nos campos de extermínio com transmissões em directo que mostrassem ao mundo a “beleza” da morte. Os artistas contemporâneos que fazem “instalações”, borrões em cinco minutos ou edifícios frios, erectos e distantes estão a matar o mundo e são tão eficazes nisso como o capitalismo exacerbado que os mantém. Peço desculpa mas não há teoria da arte que justifique a barbárie.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Hieronymos Bosch, no Jardim das Delícias, oferece-nos, no painel esquerdo, um paraíso, onde na aparência está tudo bem. Mas, olhando em pormenor, os animais, nesse painel, caçam-se e devoram-se uns aos outros. É um paraíso terrestre, demasiado terrestre e por isso com o sabor a desmembramento, a morte, a desconstrução. Na ordem aparente da natureza existe o movimento contrário, pendular, Kali destruidora, compensadora e fonte deste equilíbrio frágil universal. Se a arte é imitação, e se os modelos são as criações ou a criação já existente, também há espaço para a descontrução, aliás como para a crítica social, para um olhar mais caótico que o próprio caos que nos rodeia, para os fantasmas e as sombras da condição humana. Claro que sim. Aquele olhar realista que nos aponta o defeito para nos lembrar a virtude, a noite para nos lembrar o dia. O problema é que, hoje, a linguagem metafórica dominou as artes plásticas. Todo este lixo contemporâneo é sempre apresentado como uma metáfora de qualquer coisa (nem na Bíblia encontramos tanta obsessão pela metáfora) e as metáforas sobrepostas, aleatórias e mal feitas acabam por desembocar numa linguagem tão esotérica que apenas o próprio artista a compreende, ou, como está na moda dizer, meia dúzia de iniciados na arte contemporânea que praticam uma espécie de esperanto artístico, sem princípio, sem origens, sem raízes, sem pai nem mãe, ou seja, uma linguagem orfã de significante e significado naquilo que uma língua pode ter de mais íntimo e sagrado. Por outro lado, é necessário saber fazer metáforas: quando não são bem feitas e não usam códigos comuns ao observador a história metafórica acaba por ser o único real. Daí que a empregada de limpeza da Tate Gallery tenha deitado fora uma peça que lhe pareceu lixo…&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;A metáfora abate-se sobre si própria e fica apenas o lado de fora dela, e os lírios do campo já nada têm a ver connosco, são apenas lírios no campo, não chegando esses lírios sequer ao despojamento anunciado por Alberto Caeiro, mas sim a um outro despojamento, o despojamento do olhar que nada mais vê senão uma forma no campo sem nome e sem sentido, (uma miopia semântica) ou seja, destituído de palavra, destituído de Verbo e, por consequência, de Luz. Fica-se só com a parte e deixa-se de fora o Todo. Fica-se apenas com o tempo da moda e seus humores e põe-se definitivamente de lado a eternidade. E os artistas são os bonecos de ventríloquos mudos por falta de ideias, de amor, de admiração pelo que os rodeia.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;A primeira vítima desta estranha forma de criar é o próprio arquitecto ou artista. Porque está e permanece só. Só e com a sua assinatura, a sua única razão para continuar a existir. E a arte, no seu princípio, não é um acto solitário. É um diálogo permanente com Deus ou com esse outro, interior, perto da nossa alma.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Esta solidão do artista chegou a tal ponto que já foi inventado um robot pintor. É o robot que pinta, não o artista, este passou definitivamente para o lado do observador e já não tem mais função no mundo. Assim como a arquitectura, hoje impossível sem o auxílio da máquina. A mão que agarra o lápis e desenha a cúpula imita-a muito mais na perfeição, pois no mundo não há esferas perfeitas, só um computador é capaz de tal coisa. O computador imita mal a natureza, é um péssimo artista e talvez o seja por ter nascido do zero e do um e não da diversidade maravilhosa dos elementos. Quando o artista se ausenta do mundo regressamos à animalidade, e Arquitectura deixa, de novo, de existir, para nos limitarmos a ter abrigos, como as bolsas dos cangurus, sem sequer conseguirmos ver que até os pássaros possuem o impulso genético de construir um ninho, pauzinho a pauzinho. Assim nunca sairemos da proximidade do ventre…&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Gilbert Durand chama-nos a atenção para a noção de “bacia semântica” e dá um exemplo para explicar esta noção: a bacia é talhada pelas ondas da maré e, por sua vez, é o relevo da bacia que vai influenciar as ondas, na sua, forma, força e frequência, e talhando estas, de novo,  a bacia. Bacia e maré criam-se e recriam-se ao longo do tempo e cada uma é consequência da outra. Esta metáfora é uma metáfora arquitectónica. Ter jardins, casas cuidadas, formas que de alguma forma sejam um prolongamento da natureza tocando os céus, é termos esses jardins dentro de nós, essas casas cuidadas e essa formas no templo interior que tocam outros céus. Chegam lá por sintonia, por serem da mesma origem.  O problema da criação há-de ser sempre um problema face ao sagrado. Ou se está dentro dele ou fora dele, ou se cria ou se destrói. E quando se tem dúvidas sobre de que lado se está já se é mistíco, de alguma forma…&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Ou se é mais e se consegue “contemplar o céu do fundo da sarjeta”, como tão bem disse Óscar Wilde, ou se é menos e se vive nela, num submundo demasiado perto dos infernos. E aí já não há ossos nem ruínas para contemplar, apenas cinzas, esse pó que fica depois das estrelas. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Francisco de Holanda, um artista muito antigo, oferece três lições fundamentais sobre a arte e que resumem as possibilidades de se (re)criar a partir do que nos foi dado (ninguém se torna artista, nasce-se artista, daí a maldição da imposição, semelhante àquela dos reis que não escolhem ser reis).&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;A primeira activa a imaginação: ao criar, conhecendo o mundo, saindo de si, participando na criação pela imitação, o homem volta a si com mais conhecimento de si próprio.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;A segunda activa a humildade: os dons são dádivas vindos de fontes longínquas e desconhecidas e a forma de agradecer é aperfeiçoar este mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;A terceira activa a curiosidade:  o artista deve ser pluridisciplinar e interessar-se por muitas matérias, porque tudo neste mundo está ligado.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Se olharmos para estes princípios apontados por este homem muito antigo, vemos subitamente inscritas numa coluna de mármore as três perguntas fundamentais: Quem sou? Donde vim? Para onde vou? E não será essa a coluna vertebral de qualquer artista? A arte sem Verbo não é arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, Outubro 2008&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-6456031777291767474?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/6456031777291767474/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/tempos-de-hoje.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/6456031777291767474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/6456031777291767474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/tempos-de-hoje.html' title='TEMPOS DE HOJE...'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-quyk14okWdI/TtlF_v_-ROI/AAAAAAAADF4/ibdy81J40no/s72-c/imagesCAC5GYJO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-5896327972826048453</id><published>2011-12-01T22:38:00.000Z</published><updated>2011-12-01T22:38:52.435Z</updated><title type='text'>NO PRÓXIMO SÁBADO...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-iRRNAOuAhoU/Ttf_YdPBJRI/AAAAAAAADFw/QSZ0YfddfR4/s1600/lusophia40-sm-foto3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-iRRNAOuAhoU/Ttf_YdPBJRI/AAAAAAAADFw/QSZ0YfddfR4/s320/lusophia40-sm-foto3.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale a pena ir à&amp;nbsp;Casa do Fauno em Sintra&amp;nbsp;no próximo Sábado. Porquê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porque está bom tempo&lt;br /&gt;- Porque a Casa e o espaço envolvente&amp;nbsp; são belos&lt;br /&gt;- Porque nessa casa há boa gente que ama a natureza, os livros e a música&lt;br /&gt;- Porque é fácil lá chegar a partir da Quinta da Regaleira (ver indicações na página da Casa do Fauno)&lt;br /&gt;- Porque experimentando a Filosofia Portuguesa se fica diferente&amp;nbsp;pois um novo mundo se abre&lt;br /&gt;- Porque andamos todos à procura de sermos outros, diferentes, destemidos e apaixonados&lt;br /&gt;- Porque o programa é uma jóia do pensamento português, ora reparem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.facebook.com/events/292240974140988/"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Encontro: Congeminações em Sintra - O Legado de António Telmo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;Sábado, 3 de Dezembro às 15:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um encontro único em Sintra dedicado à memória de António Telmo, Filósofo do Espírito e representante maior da Filosofia Portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Programa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentação do livro: "O Segredo do Grão Vasco – de Coimbra a Viseu, o 515 de Dante" de Pedro Martins com ANTÓNIO CARLOS CARVALHO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentação do livro: "A Aventura Maçónica – Viagens à Volta de um Tapete" de António Telmo com LUÍS PAIXÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentação das revistas: "António Telmo, 3.º volume dos Cadernos de Filosofia Extravagante" e 8º número da "Nova Águia" – O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa com PEDRO MARTINS e RENATO EPIFÂNIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrada Livre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-5896327972826048453?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/5896327972826048453/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/no-proximo-sabado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/5896327972826048453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/5896327972826048453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/no-proximo-sabado.html' title='NO PRÓXIMO SÁBADO...'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-iRRNAOuAhoU/Ttf_YdPBJRI/AAAAAAAADFw/QSZ0YfddfR4/s72-c/lusophia40-sm-foto3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-7517183678841792460</id><published>2011-12-01T13:27:00.000Z</published><updated>2011-12-01T13:27:51.244Z</updated><title type='text'>Anotações Pessoais, 54</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-wFDMzzMzC0w/TteABOVsjTI/AAAAAAAADFo/hgTN9pganig/s1600/imagesCA9ZQNLP.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="318" src="http://3.bp.blogspot.com/-wFDMzzMzC0w/TteABOVsjTI/AAAAAAAADFo/hgTN9pganig/s320/imagesCA9ZQNLP.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-wFDMzzMzC0w/TteABOVsjTI/AAAAAAAADFo/hgTN9pganig/s1600/imagesCA9ZQNLP.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;Por &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;António Carlos Carvalho&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="EN"&gt;Fernando Pessoa fez questão de pôr à venda a sua «Mensagem» no dia 1 de Dezembro de 1934. Era um gesto simbólico, para salientar o seu desejo de que Portugal retomasse novamente o seu destino nas mãos. Era, naturalmente, o reconhecimento, óbvio para Pessoa e para os seus contemporâneos, da importância da data: a Restauração da Independência do País, em 1640.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, nos meus tempos de criança, o Hino da Restauração ainda era ensinado nas escolas. «Portugueses celebremos / O dia da Redenção…» Pelo menos, havia isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora é tudo diferente, pelos vistos: «Restauração», nesta Novilíngua que se impôs, diz só respeito aos restaurantes, pastelarias e ofícios correlativos… de onde devemos deduzir que os verdadeiros Restauradores são os «chefs» de cozinha que fazem aqueles pratos insípidos mas muito decorativos -- e não os que estão representados no monumento erguido na Praça dos Restauradores ou na sala das batalhas do Palácio Fronteira, aqui em Lisboa. Proponho, aliás, por uma questão de coerência, que se substituam as armaduras por aventais e lenços ao pescoço…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E até parece que o feriado de 1 de Dezembro está condenado a desaparecer, por vontade da nova deusa Austeridade. O que também não tem importância nenhuma, vendo bem as coisas, porque um feriado é hoje apenas um dia de descanso, um simples pretexto para não fazer nada, e não mais um dia comemorativo, vivido no seu significado verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, que «independência» é que temos hoje, enquanto país ou enquanto cidadãos ou até mesmo enquanto seres humanos? Não será a dependência a regra única deste jogo em que se tornou a História?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Mensagem» não perdeu nada do seu apelo, digam o que disserem os «pessoanos» incomodados com este livro que consideram «menor» na obra do poeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós é que podemos não ser dignos desse apelo ao despertar -- perdidos, como estamos, em «restaurar» forças sentados à mesa, neste «fulgor baço da terra / que é Portugal a entristecer.» &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Ninguém conhece que alma tem».&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-7517183678841792460?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/7517183678841792460/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/anotacoes-pessoais-54.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/7517183678841792460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/7517183678841792460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/12/anotacoes-pessoais-54.html' title='Anotações Pessoais, 54'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-wFDMzzMzC0w/TteABOVsjTI/AAAAAAAADFo/hgTN9pganig/s72-c/imagesCA9ZQNLP.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-6989009872764813528</id><published>2011-11-30T10:01:00.002Z</published><updated>2011-11-30T10:29:07.389Z</updated><title type='text'>(RE)CANTOS DE SINTRA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-PWeBpP9tfH4/TtX5LrRvKXI/AAAAAAAADFY/RSTLJgs5QFM/s1600/imagesCAJE13NO.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-PWeBpP9tfH4/TtX5LrRvKXI/AAAAAAAADFY/RSTLJgs5QFM/s1600/imagesCAJE13NO.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;Hoje, dia em que se lembra o aniversário da morte do nosso poeta/bardo Fernando Pessoa, voador entre mundos, iniciado e iniciador pelas palavras, estreamos a nova fase da lua com as palavras de Alexandre Gabriel, que veio de Sintra, que está em Sintra e faz parte dela. De um dos seus recantos, solta-se então o seu canto:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;DA INICIAÇÃO&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;&lt;b&gt;Ruptura, Despertar e Absoluto&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;strong&gt;Alexandre Gabriel&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="CENTER"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;A Rémi Boyer&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;“A Filosofia sem Iniciação não conduz a nada,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="RIGHT"&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;A Iniciação sem Filosofia conduz à estupidez.”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="RIGHT"&gt;Ibn Arabi &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A INICIAÇÃO É RUPTURA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Sem Ruptura não há Iniciação. Quando há Iniciação sem Ruptura, não é Iniciação, é uma concepção mental da mesma. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;Ruptura com o nosso ego – que mais não é do que um eu ilusório, um falso eu, no qual procuramos uma cómoda e irrealista sensação de segurança no sempre mutável mundo da manifestação. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;O ego é tão frágil quanto a concepção meramente racionalista e mental da Realidade. O ego é um guardião do umbral, nele se projectam todos os nossos piores receios. É verdadeiramente o nosso pior e único inimigo real. É um obstáculo à Iniciação, mas pode também ser um impulsionador da mesma. Para tal, o ego deve ser considerado como aquilo que é, nem mais, nem menos. Ele pode ser um excelente servo, mas quantas vezes é um terrível senhor!...  &lt;/div&gt;O &lt;i&gt;ego&lt;/i&gt; tem medo de perder algo. E quanto mais tenta prender com as suas garras aquilo que não pode ser preso, tudo lhe foge. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;O &lt;i&gt;eu&lt;/i&gt; não tem medo de perder o que quer que seja. Em primeiro lugar, porque nada lhe pertence. Em segundo, porque é tudo.  &lt;br /&gt;A Iniciação que é conferida ritualmente numa Ordem Iniciática autêntica transmite uma semente àquele que busca. Porém, assim como um terreno deve ser fértil e estar lavrado para abraçar e fazer crescer essa semente, o iniciável deve romper com o passado, romper com as falsas concepções que tem acerca de si próprio, romper com tudo aquilo que não é verdadeiro. Só quando deixar de pensar a Iniciação é que se tornará naquilo que já era mas não sabia, um Iniciado. É preciso ir para além de pensar a Iniciação. É preciso vivê-la, senti-la e pressenti-la. Por melhor que seja a semente, quando esta é plantada num mau solo, ou quando não é regada, ela jamais crescerá. Será uma semente morta, inútil, desperdiçada. Por isso existe o adágio místico: “Muitos são os chamados, pouco são os escolhidos."&lt;br /&gt;Receber a semente é o mais fácil. É no preparar o solo e no cuidar da semente que está a chave da realização da Grande Obra. E aí percebemos que a semente nunca nos foi verdadeiramente “dada”, ela já existia em nós, mas estava adormecida. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Na Iniciação, a transmissão é 1% do trabalho, a inspiração é também 1%. Os outros 98% são transpiração. Iniciação sem transpiração é teatro. Iniciação sem transpiração é não-vivência da mesma. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;Por isso, bem mais importante do que o grau recebido numa iniciação, é trabalharmos no nosso laboratório-oratório interior para atingir o estado correspondente a esse mesmo grau. Porque, para quem o recebe ou transmite, o grau não implica ter atingido esse estado. O estado não se transmite, conquista-se. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A INICIAÇÃO É O DESPERTAR&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto não despertarmos somos homens da torrente, seres adormecidos, inconscientes da sua verdadeira condição. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;Aquele que Desperta nasce para uma nova realidade. Ele não nega o “Jogo do Mundo”, conhecido entre os hindus como &lt;i&gt;Lyla&lt;/i&gt;, o mundo da manifestação visível e da aparência, de natureza fenoménica, fruto do mundo real e invisível, do incriado, de natureza numénica.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Não negando o Jogo do Mundo, aquele que Desperta aceita-o, porque sabe que faz parte da Máquina do Mundo. Mas aceita-o sem o tomar pela realidade. Aceita-o como ilusão. Ele está no mundo, mas não é do mundo, porém, vive no mundo. A sua pátria verdadeira é a das estrelas. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;Aquele que Desperta reconhece o mundo que vive como um sonho.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Aquele que Desperta reconhece o mundo que sonha como uma realidade. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;Aquele que Desperta, acorda e, assim, tudo lhe é revelado. Pois tudo está em si e Ele é tudo. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;Ele é Aquele que É.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A INICIAÇÃO É O ABSOLUTO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Iniciação está para além de quaisquer palavras. O segredo da sua eficácia apenas diz respeito àquele que a vive. Querer defini-la é negá-la. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;As técnicas iniciáticas e as ordens iniciáticas devem conduzir o iniciado à Via. Quando não o fazem, não são iniciáticas, são estruturas temporais. A iniciação não é confinável ao mundo da temporalidade. O seu reino é outro, inefável e intocável. A iniciação está para além do tempo e das concepções dos homens. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Sem o Silêncio não se chega ao Mistério. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;Sem o Mistério não se chega à Iniciação. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;Sem a Iniciação não se chega ao Absoluto. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;O Absoluto é o abandono ao ser em si. É o não-fazer e o não-ser: a Não-Via. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;A Não-Via não exclui as vias, antes integra-as, potencializando-as como facetas particulares da expressão do Real.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;As nossas concepções da Realidade não passam disso mesmo, concepções. E, sendo nossas, nunca poderiam deixar de ser limitadas. Para abraçarmos o Absoluto temos de nos entregar, abandonando-nos ao Vazio. Aí nós somos aquilo que somos e não aquilo que pensamos que somos. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;Vazio de mim, eu sou uma taça-receptáculo para o Divino, um Graal cujas facetas são a expressão do múltiplo que é uno. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;Três Avisos :&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Se eu recusar a iniciação, serei um eterno adormecido, presa da temível fatalidade. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;Se, iniciado, eu recusar a ruptura, serei uma infeliz vítima do meu ego. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;Se, tendo vivido a ruptura, a negar, mergulharei na noite negra da alma e no limbo dos mundos. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;Três Luzes :&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;A Iniciação leva à Ruptura. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;A Ruptura provoca o Despertar. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;O Despertar conduz ao Absoluto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-6989009872764813528?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/6989009872764813528/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/11/recantos-de-sintra.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/6989009872764813528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/6989009872764813528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/11/recantos-de-sintra.html' title='(RE)CANTOS DE SINTRA'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-PWeBpP9tfH4/TtX5LrRvKXI/AAAAAAAADFY/RSTLJgs5QFM/s72-c/imagesCAJE13NO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-6141194774654307391</id><published>2011-11-29T09:16:00.000Z</published><updated>2011-11-29T09:16:41.524Z</updated><title type='text'>RENASCER....</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-SDjz6JMLe-0/TtSib_r1W0I/AAAAAAAADFQ/RtueFiYK83I/s1600/lua.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="185" src="http://3.bp.blogspot.com/-SDjz6JMLe-0/TtSib_r1W0I/AAAAAAAADFQ/RtueFiYK83I/s200/lua.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span lang="EN"&gt;&lt;br /&gt;Este Blogue tem estado sob o signo da Lua pelo que sofreu um período de ocultação, mas, a pouco e pouco, o Sol cumpre o seu papel. Uma nesga de prata espreita já no céu. Iniciamos amanhã com um texto solar de Alexandre Gabriel. Amanhã,&amp;nbsp;à mesma hora.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-6141194774654307391?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/6141194774654307391/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/11/renascer.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/6141194774654307391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/6141194774654307391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/11/renascer.html' title='RENASCER....'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-SDjz6JMLe-0/TtSib_r1W0I/AAAAAAAADFQ/RtueFiYK83I/s72-c/lua.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-7418802966893392684</id><published>2011-07-05T12:03:00.000+01:00</published><updated>2011-07-05T12:03:55.966+01:00</updated><title type='text'>SABEDORIA ANTIGA, 23</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-dgJOr8NxyXo/ThLuuA6rx3I/AAAAAAAADFM/IeWeGyQxu_s/s1600/imagesCAWFFABA.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-dgJOr8NxyXo/ThLuuA6rx3I/AAAAAAAADFM/IeWeGyQxu_s/s1600/imagesCAWFFABA.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang=""&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;Postais católicos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;Alexandra &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Pinto &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;Rebelo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;O catolicismo tem provocado reacções extremas desde a sua origem. A maior parte delas são mais do que justas. Ainda há poucos anos João Paulo II pedia desculpa pelos pecados da igreja. Foi um pedido simpático, vindo de um Papa simpático. O documento “Memória e Reconciliação: a Igreja e as Culpas do Passado” inumerava alguns itens de &lt;i&gt;mea culpa&lt;/i&gt;: as cruzadas e a Inquisição (pecados cometidos em nome da Verdade); os grandes cismas dentro do cristianismo; campanhas de depreciação contra o povo judeu; o não respeito pela diversidade religiosa e cultural.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Se pensarmos bem nalguns destes pecados percebemos que, sem eles, a Igreja católica seria hoje, na melhor das hipóteses, uma religião praticada por poucos; na pior das hipóteses, seria uma religião acabada, praticada por ninguém. &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Refiro-me muitas vezes, nas minhas conversas, à violência extrema da conversão forçada dos europeus. O mundo antigo viu-se despojado dos seus locais de culto, muitas vezes milenares, dos seus rituais, dos seus deuses. No paganismo não existia uma relação intelectualizada com o divino. Os rituais apelavam à intensidade dos sentidos, à projecção física no contacto com o sagrado, à comoção pelo mistério que daí vinha. Nesse sentido era um tecido religioso mais completo do que o cristianismo.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Há uns dias entrei na igreja da Senhora da Saúde, no Martim Moniz, em Lisboa. Nunca lá tinha estado, não sei muito bem porquê. As pessoas entravam e saíam, não como espectadores desinteressados,  mas como quem sabia o que queria. No altar em frente da porta, muitos vasos com plantas substituíam as usuais imagens de santos. Parecia que um deus da vegetação tinha invadido o principal local de culto, recebendo as orações e as dádivas dos devotos. No lado direito do altar, estava uma escultura enorme da Senhora da Saúde sobre um suporte que me pareceu um andor. A igreja, de dimensões muito reduzidas, fazia com que a imagem parecesse maior, dominando toda a sala onde indianos, africanos, portugueses lhe pediam, decerto, algo em troca do seu culto (o Martim Moniz voltou a ter esta saudável mistura de povos que caracterizavam, na antiguidade, as principais cidades do Mediterrâneo). Havia ali qualquer coisa de antigo. Mais. Havia ali qualquer coisa de profundamente pagão como se os alicerces mais profundos pertencessem à antiga religião e as imagens apenas tivessem sido actualizadas para o cristianismo latino. A estátua da Senhora da Saúde tem cabeleiras postiças que vão sendo trocadas, tem roupas faustosas, como qualquer deusa, usadas consoante a ocasião, o seu andor já a terá levado pelos limites do seu território, em procissão, tal como outros transportaram a imagem de Artemisa, em Éfeso. Aquela estátua, por mais que a queiram tornar apenas numa mnemónica de Maria, é bem mais do que isso. É uma estátua “viva”, de alguma forma. Uma estátua mágica incorporando em si o divino, cumprindo a sua função enquanto tal.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Quem, como eu, advoga a liberdade de culto, não pode deixar de sentir uma emoção em reverência, pela religião antiga, pagã (a religião dos campos, mas também das cidades), resistente a tudo, metamorfoseada em santos e templos, mas ainda viva (tão viva quanto os seus ídolos) respondendo às necessidades mais íntimas dos seres humanos. &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Quando se fala em pecados da Igreja deve-se nomear quem os praticou. A maior parte dos crentes, que apenas querem comunicar com os seus “deuses”, poucas culpas terão disso. Possuem um impulso religioso particular, cuja origem se perde nos tempos, não constituindo isso crime algum só por si. À parte disso, pretendem somente viver em paz, como a maior parte dos crentes de todas as religiões.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;Por uma vocação monoteísta, muitos dos estudiosos sempre evocaram a influência judaica, cristã e muçulmana na cultura portuguesa. Poucos tiveram a ousadia de colocar o paganismo como o outro elemento para a formação da nossa cultura (talvez o mais forte, por ter sido o primeiro). Sejamos nós, tal como eles, suficientemente audazes para, também por aí, dirigirmos os nossos estudos. Ou, pelo menos, a nossa curiosidade.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="JUSTIFY"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-7418802966893392684?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/7418802966893392684/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/07/sabedoria-antiga-23.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/7418802966893392684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/7418802966893392684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/07/sabedoria-antiga-23.html' title='SABEDORIA ANTIGA, 23'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-dgJOr8NxyXo/ThLuuA6rx3I/AAAAAAAADFM/IeWeGyQxu_s/s72-c/imagesCAWFFABA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-786809224158588542</id><published>2011-06-27T09:14:00.002+01:00</published><updated>2011-06-29T18:36:57.161+01:00</updated><title type='text'>SABEDORIA ANTIGA, 22</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--XQgJtrEbtE/Tgg7NOmYtvI/AAAAAAAADFI/rJIxqr3i7RM/s1600/imagesCAWJ917R.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/--XQgJtrEbtE/Tgg7NOmYtvI/AAAAAAAADFI/rJIxqr3i7RM/s1600/imagesCAWJ917R.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;strong&gt;As cidades invisíveis&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-size: medium;"&gt;&lt;strong&gt;Alexandra Pinto Rebelo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Lembro-me da primeira vez que li &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;i&gt;As Cidades Invisíveis&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;, de Italo Calvino, e da surpresa que senti.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;A história conta-se em poucas palavras por ser simples. Marco Polo descreve a Kublai Kan as cidades que visitou nas suas missões. O imperador escuta-o com mais atenção do que a qualquer outro dos seus enviados. São cidades quase sempre improváveis mas verosímeis num qualquer recanto do nosso mecanismo humano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Com todos estes postais sem precedentes somos levados a questionar-nos sobre o que é, de facto, uma cidade. Compreendemos que uma cidade pode ser milhões de rascunhos diferentes, por estar ali, em vocação suspensa para ser sentida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Da mesma forma, nos poderemos nós sentir Kublai Kan, escutando, não Marco Polo, mas Dalila Pereira da Costa. Num dos seus relatos: “Em Braga, na Rua do Gaio, junto ao centro da cidade actual, persiste, ainda, nos nossos dias, o mais arcaico e intacto santuário pagão de todo o território português e ainda da Península. Embora seu testemunho escultórico e epigráfico date da época romana, na sua origem ele recuará a tempos muito remotos, da pré-história: celtas e mesmo pré-celtas. Local detentor da Potência, a do sagrado, e que ainda hoje nele será sensível aos homens, por uma certa vibração aí sentida, o Quintal do Ídolo em si marcará um dos pontos altos da geografia sagrada de Portugal. Com todos os sinais peculiares do santuário pagão, na sua presença conjunta de pedras, águas e árvores- assim ainda hoje, nos seus testemunhos, ele se mostrará a nós em todo o seu perturbante mistério. E é ainda sua água sacralizada, há dois, há três ou mais milénios, a mesma que vemos correr no seu leito de pedra e ouvimos no seu doce murmúrio.”¨(1)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;A Braga pagã desvelada pela leitura de quem a consegue sentir é, também ela, uma Cidade Invisível. Não será uma cidade construída em literatura, mas também ela é um lugar onde podemos descansar, sentindo-nos em casa por sermos humanos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Voltando a Calvino, ou a Marco Polo, sabemos que “Finalmente a viagem conduz à cidade de Tamara. Entra-se nela por ruas pejadas de letreiros que sobressaem das paredes. Os olhos não vêem coisas mas sim figuras de coisas que significam outras coisas (...)”. (2)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;E não serão estas ruas uma boa metáfora urbana de tudo o que aqui foi dito?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;(1) Costa, Dalila L. Pereira da, "Corografia Sagrada", Porto, Lello &amp;amp; Irmãos Editores, 1993&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;(2) Calvino, Italo, "As Cidades Invisíveis", Lisboa, Editorial Teorema, 1993&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-786809224158588542?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/786809224158588542/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/06/sabedoria-antiga-22.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/786809224158588542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/786809224158588542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/06/sabedoria-antiga-22.html' title='SABEDORIA ANTIGA, 22'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/--XQgJtrEbtE/Tgg7NOmYtvI/AAAAAAAADFI/rJIxqr3i7RM/s72-c/imagesCAWJ917R.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-2513455918721518782</id><published>2011-06-24T21:43:00.004+01:00</published><updated>2011-06-27T10:34:25.003+01:00</updated><title type='text'>ALQUIMIA, 1</title><content type='html'>&lt;span lang="EN"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="EN"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="EN"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="EN"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ZnZVxNt3Ses/TgT2pGHKsVI/AAAAAAAADFE/gu8ofyIXYEg/s1600/imagesCAXK636E.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-ZnZVxNt3Ses/TgT2pGHKsVI/AAAAAAAADFE/gu8ofyIXYEg/s1600/imagesCAXK636E.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;Cynthia Guimarães Taveira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembra-se de passar tardes infinitas na sua sala. Estantes altas trepavam pelas paredes. Livros como estratosferas de ideias em camadas que pendiam sobre a sua pequena cabeça. Pela altura só chegava às estantes mais baixas. Livro pequeno herdado do pai morto cedo de mais. “O ocultismo” destacava-se dos outros pela pintura da capa, de Hyeronimus Bosch. Um pássaro engolia uma pessoa. Estranhava o estranho e o estranho, ainda não o sabia, puxava-o para si como se soubesse serem da mesma natureza. Abria o livro vezes sem fim. Lá dentro imagens carregadas de símbolos: mãos escritas, tabelas, fotografias, pinturas. Parecia um livro mágico que quando se abria&amp;nbsp;o fazia entrar num outro mundo mas agora estranhamente familiar. Fixava os olhos nas imagens e pontos de interrogação abstractos circulavam na sua cabeça numa dança. O lado misterioso da vida existiria ou seria vontade dos homens? Aquele lado oculto que se revelava parecia-lhe sério. Mais até do que sério. Importante. Essencial. Se era fantasia, esta era essencial. Só assim a vida poderia ter sentido. O sentido oculto das coisas era o único sentido porque criava e desfazia ilusões. Porque avançava em metamorfoses pelo espaço e pelo tempo.&amp;nbsp;Porque ia ao fundo dos tempos e resgatava as primitivas mensagens ainda acessíveis aos homens. Porque Ovídio era um pequeno deus numa casa de bonecas, num microcosmos. Brincadeira preferida: fingir ser um animal. Abelha, tigre, cão. Ou imaginar um palco com bailarinos. Fechar os olhos e vê-los dançar com coreografias que apareciam já feitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A virtude era entender que a vida era uma constante potência. A revelação uma eterna verdade da actualização dessa potência. A Alquimia vivia entre estes dois entendimentos. Sim, numa casa de bonecas, porque não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-2513455918721518782?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/2513455918721518782/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/06/alquimia-1.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/2513455918721518782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/2513455918721518782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/06/alquimia-1.html' title='ALQUIMIA, 1'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ZnZVxNt3Ses/TgT2pGHKsVI/AAAAAAAADFE/gu8ofyIXYEg/s72-c/imagesCAXK636E.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-2842311503590375045</id><published>2011-06-24T21:31:00.000+01:00</published><updated>2011-06-24T21:31:05.416+01:00</updated><title type='text'>NOVAS CARTAS</title><content type='html'>Em&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://as101cartas.wordpress.com./"&gt;http://as101cartas.wordpress.com./&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicadas por Pedro Sinde&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-2842311503590375045?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/2842311503590375045/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/06/novas-cartas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/2842311503590375045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/2842311503590375045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/06/novas-cartas.html' title='NOVAS CARTAS'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-5098771026116554966</id><published>2011-06-22T08:03:00.001+01:00</published><updated>2011-06-22T08:03:36.325+01:00</updated><title type='text'>É JÁ NO PRÓXIMO SÁBADO...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-cqtvmFosHXU/TgGS-1tjqLI/AAAAAAAADFA/NRzjPZW_nLQ/s1600/capa+o+lugar+onde+se+n+morre.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-cqtvmFosHXU/TgGS-1tjqLI/AAAAAAAADFA/NRzjPZW_nLQ/s320/capa+o+lugar+onde+se+n+morre.jpg" width="233" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;strong&gt;Congeminações - I Ciclo de estudos em homenagem a António Telmo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;subordinado ao tema "Ortodoxia e livre-pensamento" continua no próximo sábado, 25, pelas 15 horas, na Biblioteca Municipal de Sesimbra, estendendo-se até Novembro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O programa de sábado é o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;- Apresentação do livro &lt;i&gt;Sesimbra&lt;/i&gt;,&lt;i&gt; o lugar onde se não morre, &lt;/i&gt;de António Telmo .&lt;br /&gt;&lt;/b&gt; Este livro foi organizado por Pedro Martins e por Luís Paixão, conta com um notável prefácio do António Reis Marques e um belíssimo desenho do Carlos Aurélio, e reúne os escritos sesimbrenses de António Telmo, nele se incluindo quatro inéditos e alguns dispersos hoje de difícil acesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A apresentação será feita por Manuel José Pereira, que foi aluno de António Telmo em Sesimbra. A edição é da Câmara Municipal de Sesimbra e a concepção gráfica de Sandra Veríssimo. &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;- Colóquio &lt;i&gt;António Telmo e as afinidades sesimbrenses&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;com a participação de:&lt;br /&gt;&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;Pedro Martins – &lt;i&gt;António Telmo e Rafael Monteiro&lt;/i&gt;, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elísio Gala – &lt;i&gt;António Telmo e Orlando Vitorino&lt;/i&gt; e &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Aurélio – &lt;i&gt;António Telmo e Agostinho da Silva&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-5098771026116554966?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/5098771026116554966/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/06/e-ja-no-proximo-sabado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/5098771026116554966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/5098771026116554966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/06/e-ja-no-proximo-sabado.html' title='É JÁ NO PRÓXIMO SÁBADO...'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-cqtvmFosHXU/TgGS-1tjqLI/AAAAAAAADFA/NRzjPZW_nLQ/s72-c/capa+o+lugar+onde+se+n+morre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-1119022352649351198</id><published>2011-06-20T07:03:00.001+01:00</published><updated>2011-06-20T18:17:29.147+01:00</updated><title type='text'>RAZÃO POÉTICA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-1jVItqN1SOk/Tf7h1Lo0aYI/AAAAAAAADE8/geG4j1Q-U4s/s1600/imagesCA3IJUXQ.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-1jVItqN1SOk/Tf7h1Lo0aYI/AAAAAAAADE8/geG4j1Q-U4s/s200/imagesCA3IJUXQ.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span lang=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;SOLSTÍCIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ponto mais alto&lt;br /&gt;Cumpre-se o limite,&lt;br /&gt;Ardente declinação.&lt;br /&gt;No arco maior&lt;br /&gt;Inverte-se a dança,&lt;br /&gt;Na luz por amor: &lt;br /&gt;Suprema aliança,&lt;br /&gt;Nervuras da criação.&lt;br /&gt;Cá em baixo roda a vida&lt;br /&gt;Nas fogueiras de S. João.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20-06-2011&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;Eduardo Aroso&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-1119022352649351198?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/1119022352649351198/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/06/razao-poetica.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/1119022352649351198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/1119022352649351198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/06/razao-poetica.html' title='RAZÃO POÉTICA'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-1jVItqN1SOk/Tf7h1Lo0aYI/AAAAAAAADE8/geG4j1Q-U4s/s72-c/imagesCA3IJUXQ.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-4653189970972348144</id><published>2011-06-14T11:23:00.000+01:00</published><updated>2011-06-14T11:23:20.232+01:00</updated><title type='text'>SABEDORIA ANTIGA, 21</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-JR3heHOh0Ss/Tfc08QRpISI/AAAAAAAADE0/zYZQjjaFZqI/s1600/imagesCASUYFHN.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-JR3heHOh0Ss/Tfc08QRpISI/AAAAAAAADE0/zYZQjjaFZqI/s1600/imagesCASUYFHN.jpg" t8="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Verdade Única&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #f1c232;"&gt;l&lt;/span&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;e&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;x&lt;/span&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;n&lt;/span&gt;&lt;span style="color: cyan;"&gt;d&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;r&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #e69138;"&gt;a &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;P&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #e69138;"&gt;i&lt;/span&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;n&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;t&lt;/span&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;o &lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;R&lt;/span&gt;&lt;span style="color: cyan;"&gt;e&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;b&lt;/span&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;e&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;l&lt;/span&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Os portugueses têm, habitualmente, um terrível tique de pensamento. Esse tique, ou mau princípio, prende-se com o facto de, segundo pensam, existir uma verdade única para tudo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Esta verdade única, em termos teóricos, não seria má de todo. Trata-se de uma economia de processos. Quem conhecesse alguns princípios únicos saberia como funciona o mundo. E conhecer é, também, dominar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;São conhecidos os confrontos entre “sábios” do nosso cantinho. Tudo serve para esgrimir, com espadinhas de pau, em favor desta ou daquela ideia. Há “duelos” sobre a existência ou não de celtas em Portugal, sobre a “verdadeira” interpretação simbólica da Quinta da Regaleira, sobre a influência templária em Portugal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Escolha-se um tema, pegue-se numa lupa, e lá encontraremos “sábios” lutando com outros pela “verdadeira Jerusalém”. Estes “sábios” são geralmente acompanhados por pessoas que os incentivam nas suas teses exclusivistas, urrando os seus comentários de apoio. Trata-se de pequenas cortes, com o “príncipe-sábio” no centro que, a terem cor, seriam escarlates, claro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Em Portugal, pois, com raras excepções, não existe um processo fluido de conhecimento. O que existe é uma anomalia do corpo-pátria semelhante a varicela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Não acredito que exista uma verdade única para as coisas. Acredito que os objectos e fenómenos são verdadeiros em si mesmos, são Tat, querendo isso dizer tudo e nada. Porém, isso não quer dizer que não possam existir tentativas para serem interpretados. A vivência do amor é diferente do escrever-se sobre o assunto. Mas quer Romeu e Julieta, quer Penélope tecendo de dia e destruindo à noite, são óptimas tentativas para nos aproximarmos do assunto. Não há uma única forma de amar pois isso constituiria um processo mecânico, não sendo, então, amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O que eu pretendo dizer é que existem muitas variantes de aproximação às coisas, existem muitas variantes da sua interpretação. O século XX, apesar de toda a destruição que conseguiu deixar nos livros de história, também conseguiu alcançar coisas muito boas. Geralmente é mostrado o desenvolvimento inegável da ciência. No entanto, todas as áreas ligadas ao conhecimento das artes, da cultura, da religião, do conhecimento humanístico, também alcançaram resultados igualmente extraordinários. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O que nós aprendemos com todas essas ideias é que não existe, de facto, uma verdade única para a interpretação das coisas. A terem uma verdade única, essa só poderá ser interpretada através do “silêncio cheio”. Estaremos nós preparados para isso enquanto civilização? Parece-me que não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Por isso, alegremo-nos por termos Romeus e Julietas, Penélopes e Ulisses e tudo o mais que venha para nos ajudar a interpretarmo-nos como espécie, sabendo que, mais do que um monólito de pedra cerrada, somos uma torre imensa cheia de moinhos de papel, cada um de sua cor.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-4653189970972348144?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/4653189970972348144/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/06/sabedoria-antiga-21.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/4653189970972348144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/4653189970972348144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/06/sabedoria-antiga-21.html' title='SABEDORIA ANTIGA, 21'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-JR3heHOh0Ss/Tfc08QRpISI/AAAAAAAADE0/zYZQjjaFZqI/s72-c/imagesCASUYFHN.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-3215687248631772474</id><published>2011-06-13T12:21:00.000+01:00</published><updated>2011-06-13T12:21:19.794+01:00</updated><title type='text'>13 DE JUNHO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-FzVeqRRejaM/TfXyGvSgNQI/AAAAAAAADEw/t3H1qLvweoc/s1600/O+Fuso+-+Acr%25C3%25ADlico+sobre+Tela+-+75x100cm.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-FzVeqRRejaM/TfXyGvSgNQI/AAAAAAAADEw/t3H1qLvweoc/s320/O+Fuso+-+Acr%25C3%25ADlico+sobre+Tela+-+75x100cm.jpg" t8="true" width="226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fernando Pessoa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #bf9000;"&gt;&lt;strong&gt;Alexandra Pinto Rebelo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Pessoa foi o grande poeta do século XX. Esta minha afirmação, não pode deixar de ser um pouco injusta para todas as outras excelentes páginas de poesia escritas no século passado. Porém, é uma afirmação inteiramente justa para o próprio Pessoa e para a história da nossa literatura.&lt;br /&gt;Depois de Camões nunca a poesia tinha alcançado tanto, assumindo-se o poeta como transmissor entre mundos, sabendo, ao mesmo tempo, elevar a poética a uma prática devocional comum entre os antigos, nunca esquecendo que, ao mesmo tempo, era moderno. &lt;br /&gt;Este religar entre tempos parece um lugar comum, tornando pálido este texto, mas não o é (o texto, a ser pálido, sê-lo-á por outros motivos). Pessoa, na sua certeza de querer ser tudo, soube também ser passado e presente a um tempo. A maior parte dos poetas, não querendo abdicar de si, fogem a esta necessidade. Ou são só do seu tempo, o que é estranho, ou são só antigos, o que é absurdo.&lt;br /&gt;A maior parte da poesia de Pessoa é oracular. Pessoa é o veículo sublimado, aquele que transmite e que sabe que transmite. Tem consciência do processo, envolvendo-se nele, conseguindo ser testemunha do que se passa, transmutando-se com isso. É o alquimista completo, expondo-nos o mundo em palavras entendíveis.&lt;br /&gt;A poesia torna-se assim, um trabalho em êxtase de pasmo e medo. Silencia quando observa, retoma o seu labor quando tal é possível, fingindo sempre, que é como quem diz, passando pelo escrutínio da razão tudo o que foi sentido.&lt;br /&gt;Escolhi um pequeno poema para ilustrar esta poética alquímica. Trata-se da “Ascenção de Vasco da Gama”. Aí, os antigos deuses gregos param a sua luta. No vale por onde se ascende aos céus, os deuses assistem à transmutação das formas que estão a receber, em ascese, a alma de Vasco da Gama. O pastor é o poeta-símbolo, a flauta, o seu instrumento de comunicação, ou seja, a escrita. O poeta está na terra, mas num local fronteira que lhe permite ver o céu abrir o seu abismo à alma do Argonauta. A sua flauta caí, em êxtase, a poesia não é possível nesse momento, só havendo lugar para o divino. Mas a poesia é retomada mais tarde, dando origem a este poema, falando daquilo de que seria impensável falar. O poeta, tomando Delfos como exemplo, é o oráculo e aquele que lhe coloca a questão, a pitonisa e o sacerdote que interpreta as comunicações em verso. Sendo todos os processos, o que é ele, senão o poeta-alquimista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ascensão de Vasco da Gama&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os deuses da tormenta e os gigantes da terra&lt;br /&gt;Suspendem de repente o ódio da sua guerra&lt;br /&gt;E pasmam. Pelo vale onde se ascende aos céus&lt;br /&gt;Surge um silêncio, e vai, da névoa ondeando os véus,&lt;br /&gt;Primeiro um movimento e depois um assombro.&lt;br /&gt;Ladeiam-no, ao durar, os medos, ombro a ombro,&lt;br /&gt;E ao longe o rastro ruge em nuvens e clarões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em baixo, onde a terra é, o pastor gela, e a flauta&lt;br /&gt;Cai-lhe, e em êxtase vê, à luz de mil trovões,&lt;br /&gt;O céu abrir o abismo à alma do Argonauta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In Pessoa, Fernando, &lt;em&gt;Mensagem&lt;/em&gt;, Lisboa, Assírio &amp;amp; Alvim, 2007&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-3215687248631772474?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/3215687248631772474/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/06/13-de-junho.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/3215687248631772474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/3215687248631772474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/06/13-de-junho.html' title='13 DE JUNHO'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-FzVeqRRejaM/TfXyGvSgNQI/AAAAAAAADEw/t3H1qLvweoc/s72-c/O+Fuso+-+Acr%25C3%25ADlico+sobre+Tela+-+75x100cm.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-4026692488452349458</id><published>2011-06-12T10:00:00.001+01:00</published><updated>2011-06-12T20:18:01.468+01:00</updated><title type='text'>LANCES E RELANCES, 6</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-hTraBZSvb3U/TfR796OsXDI/AAAAAAAADEs/uZi2ZttZf1E/s1600/Jorge+de+Lima.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-hTraBZSvb3U/TfR796OsXDI/AAAAAAAADEs/uZi2ZttZf1E/s320/Jorge+de+Lima.bmp" t8="true" width="304" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORGE DE LIMA – EXPOENTE DA POESIA BRASILEIRA DO SÉC. XX&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;Eduardo Aroso&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Jorge de Lima (1893-1953) nasceu em União, no Estado de Alagoas. Viveu em várias cidades, como Salvador, Maceió e Rio de Janeiro, para onde rumou, após perseguição política. Formou-se em Medicina, tendo recebido o grau de doutor, e exerceu cargos de carácter cívico. Em 1925 aderiu ao modernismo brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poesia completa de Jorge de Lima encontra-se reunida num único volume da Editora Nova Aguilar. Para além dos poemas, há todo um recheio precioso de textos como «Jorge de Lima visto por Jorge de Lima», onde abundam depoimentos e reflexões pessoais de vária índole, bem como panoramas sobre a poesia mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Aliás, parece que o que há, no Brasil, com os escritores, é um inexplicável medo de ser “eles mesmos”, sem premeditações nem compromissos. Muitos são os espécimes de homens de letras que traem a si mesmos, não tendo coragem de enfrentar a crítica, preferindo realizar coisas impessoais e informes» (…) «O poeta de ontem, de hoje e de amanhã é sempre revolucionário; o que não lhe impede de ser memorialista e transcender a própria memória».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poeta, que conheceu Agostinho da Silva, do seu pendor religioso ele próprio nos diz da « … desejada renovação, já havendo compreendido que o plano mais elevado para isso seria uma poesia que se restaurasse em Cristo, que é a mais alta Poesia, a mais alta verdade».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes dias de Pentecostes, é mister reler este belíssimo poema, a propósito do qual não posso, com saudade, deixar de aqui relatar este meu pormenor pessoal. Foi com grande regozijo que o li em Estremoz, na tarde de 18 de Maio de 2002, na ilustre presença de António Telmo e de sua esposa D. Maria Antónia, dos companheiros Raul Traveira e Manuela Azevedo, do Gresfoz, e dos amigos João M. Lopes Tavares e Roque N. Brás de Oliveira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESPÍRITO PARÁCLITO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queima-me Língua de Fogo!&lt;br /&gt;Sopra depois sobre as achas incendiadas&lt;br /&gt;e espalha-as pelo mundo&lt;br /&gt;para que a tua chama se propague!&lt;br /&gt;Transforma-me em tuas brasas&lt;br /&gt;para que eu queime também como tu queimas,&lt;br /&gt;para que eu marque também como tu marcas!&lt;br /&gt;Esfacela-me com tua tempestade,&lt;br /&gt;Espírito violento e dulcíssimo,&lt;br /&gt;e recompõe-me quando quiseres,&lt;br /&gt;e cega-me para que os prodígios de Deus se realizem,&lt;br /&gt;e ilumina-me para que tua glória se irradie!&lt;br /&gt;Espírito, tu que és a boca de todas as sentenças,&lt;br /&gt;toca-me para que os meus irmãos desconhecidos e&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; [longínquos e estranhos,&lt;br /&gt;compreendam a minha fala para todos os ouvidos que criares!&lt;br /&gt;Exceder-me-ei em meus limites,&lt;br /&gt;crescerei em todas as distâncias,&lt;br /&gt;serei a palavra transcendente, a profecia, a revelação e as &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; [realidades!&lt;br /&gt;Devora-me, renova-me, ressurge-me em tua vontade criadora&lt;br /&gt;diante da morte e diante do nada!&lt;br /&gt;Aguça a minha intuição,&lt;br /&gt;descansa em minhas pupilas,&lt;br /&gt;agita a minha lentidão,&lt;br /&gt;faze-me numeroso como tu,&lt;br /&gt;cobre todo o meu corpo de pálpebras que espreitem todas as &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; [latitudes e longitudes&lt;br /&gt;e expectativas e anunciações e partos e concepções&lt;br /&gt;e gerações e séculos de séculos!&lt;br /&gt;Ressurgirei de todos os ventres&lt;br /&gt;e voarei no sentido da perpetuidade sobre as águas e sobre&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; [as terras!&lt;br /&gt;Desata-me Espírito Paráclito! Corta os meus laços,&lt;br /&gt;sopra a terra que há sobre a minha sepultura!&lt;br /&gt;Enche-me de tua verdade e sagra-me teu moderno apóstolo!&lt;br /&gt;Amo como poeta a forma com que te apresentaste&lt;br /&gt;à assembleia do Cenáculo!&lt;br /&gt;E sinto a tua presença,&lt;br /&gt;a tua aproximação, a tua unção sobre a minha alma!&lt;br /&gt;Dá-me tua fecundidade sobrenatural,&lt;br /&gt;tua heroicidade e tua luz!&lt;br /&gt;Unge-me teu sacerdote,&lt;br /&gt;teu soldado, teu vinho, teu pão,&lt;br /&gt;tua semente, tuas perspectivas!&lt;br /&gt;Espírito Paráclito, dedo da direita do Pai,&lt;br /&gt;soergue as minhas pálpebras descidas e sopra sobre &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; [elas o teu hálito e tua essência!&lt;br /&gt;Espírito Paráclito, amo-te, com os meus cinco sentidos,&lt;br /&gt;com a minha imaginação,&lt;br /&gt;com a minha memória e com os outros dons poéticos&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; [e proféticos e reconstituidores&lt;br /&gt;que ultrapassam minha espessa matéria e meu espírito &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; [translúcido!&lt;br /&gt;Sou teu ramo de oliveira que trazes dos dilúvios constantes &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; da [humanidade&lt;br /&gt;e cujo óleo ungirá os meus iguais e os desiguais do meu &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; [tamanho!&lt;br /&gt;Espírito Paráclito, tu que és o único pássaro que desce sobre&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; [mim na minha noite untuosa,&lt;br /&gt;fura os meus olhos para que eu veja mais,&lt;br /&gt;para que eu penetre a unidade que tu és,&lt;br /&gt;a liberdade que tu és,&lt;br /&gt;a multiplicidade que tu és,&lt;br /&gt;para eu subir da minha pequenez e me abater em ti!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORGE DE LIMA (&lt;em&gt;A Túnica Inconsútil&lt;/em&gt;) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-4026692488452349458?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/4026692488452349458/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/06/lances-e-relances-6.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/4026692488452349458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/4026692488452349458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/06/lances-e-relances-6.html' title='LANCES E RELANCES, 6'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-hTraBZSvb3U/TfR796OsXDI/AAAAAAAADEs/uZi2ZttZf1E/s72-c/Jorge+de+Lima.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-8718351299570321041</id><published>2011-06-10T10:47:00.002+01:00</published><updated>2011-06-10T11:12:56.242+01:00</updated><title type='text'>EXTRAVAGÂNCIAS, 134</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-yJ6n2z4B6o8/TfHm7VPbnVI/AAAAAAAADEg/yrH_SiOSzqo/s1600/rodin14.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-yJ6n2z4B6o8/TfHm7VPbnVI/AAAAAAAADEg/yrH_SiOSzqo/s320/rodin14.jpg" t8="true" width="298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-17nAvDHt66E/TfHm_vhhIDI/AAAAAAAADEk/RYjmTrqGrZU/s1600/untitled%257Ecc.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-17nAvDHt66E/TfHm_vhhIDI/AAAAAAAADEk/RYjmTrqGrZU/s1600/untitled%257Ecc.bmp" t8="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;O dia 10 de Junho não é só de vez em quando&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;Cynthia Guimarães Taveira&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ouvi dizer que o Eng. José Sócrates tenciona ir para França durante um ano para estudar, imaginem, Filosofia. Agora? Só agora? Ainda por cima para França! Fiquei deveras espantada, o homem é, de facto, um desastre ambulante. Talvez volte de lá um ser bastante perigoso. Metade tecnocrata, metade positivista, e talvez, quem sabe, cheio de força e armas teóricas para prosseguir com o seu propósito final: ser um elemento empenhado em destruir qualquer indício, qualquer intenção, qualquer desejo que Portugal demonstre em continuar a sua Iniciação. E neste jogo de forças, vale tudo, até estudar filosofia! Primeiro, faz um curso de Engenheiro às três pancadas apenas pela pressa de continuar a sua carreira política e, no fim, depois de desgovernar toda a gente, medita sobre o seu próprio nome e entende que há algo de filosófico nele próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo isto levanta um problema fundamental da nossa classe política. Haverá algum político que conheça a matéria-prima com a qual trabalha? Com que matéria-prima trabalha um político? Resposta: com um povo. Há então algum político que conheça o seu povo? Que o conheça a sério pela voz daqueles que reflectem sobre ele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serei, porventura, bastante radical, mas um dia imaginei ser muito rica e, imaginei que, com esse Euromilhões gigante, compraria um palacete antigo. E, nesse palacete, instituiria uma Fundação dedicada aos estudos sobre Portugal: uma espécie de escola aberta mas com regras muito apertadas no que se refere a quem dirigiria tal Fundação. Essa Fundação teria como condição de existência, para lá da minha morte, a elaboração de vários núcleos de saber em diferentes partes do país e do mundo e teria, a parte mais difícil, uma exigência deixada no meu testamento: só poderia ser Presidente dessa Fundação alguém que passasse num teste escrito onde fosse avaliado o conhecimento de determinadas matérias sobre o nosso povo e sobre o nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parei. Parei ainda mais. O que desejava, no fundo, é que quem nos governasse fosse assim. Tão simples, afinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que político leu, sentiu e interiorizou as páginas que abaixo transcrevo de Dalila Pereira da Costa? Calculo que quase nenhum. São políticos das suas próprias ideias, se é que as têm, mas não são políticos ao serviço do seu povo porque nem o conhecem. Nem se conhecem a si próprios como o demonstra este acto final, radical e estrangeirado de Sócrates.&lt;br /&gt;Deixo este texto de Dalila Pereira da Costa apenas como exemplo de uma meditação, muitos outros há, de muitos outros autores, e, como são muitos, levariam muito tempo a ser lidos, muitos 10 de Junho espalhados pelo ano inteiro… Desculpem o excerto ser grande, mas penso ser, este também, um grande dia.&lt;br /&gt;Sobre as raízes que os povos celtas deixaram em Portugal, diz então Dalila:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Entre essas raízes, apontemos primeiramente as que nos surgirão como de força negativa, como os seus defeitos particulares (e por herança directa, também dos portugueses); entre outras demais, a vaidade, ela como tendência à vanglória, ou fanfarronice e o gosto imoderado da sumptuosidade e ostentação; a preguiça; um entrega a estados prolongados de sono ou torpor, sobretudo depois de uma frustração ou derrota sofrida, que ela, nunca é aceite em humildade e coragem; um movimento na acção, em qualquer empresa ou luta, que se exerce somente em toda sua energia no primeiro momento, logo decaindo ou sendo abandonada, por falta de constância ou disciplina; gosto imoderado e prolongado de festas, banquetes, tomando formas extremas de orgia, gosto de longos discursos em retórica empolada e vazia; mas acima de tudo, porque de força máxima destruidora, essa tendência à anarquia, por dispersão de energias incontroladas, ela vinda desse exclusivo sentimento de individualidade, negando todo ou qualquer acatamento de autoridade estranho ao individuo ou grupo social, outrora como tribo; autoridade que agiria como força unificante de organização e coesão, levando a uma concepção de comunidade mais alta ou lata, como nação. E que entre os portugueses ao longo da sua história, seria efectuada pelos seus heróis. Tal no começo, a do rei Fundador, depois numa revolução, do santo, D. Nuno Álvares Pereira, ou nos Descobrimentos iniciada por outro seu herói, o Infante D. Henrique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anarquia que, como mal endémico dos celtas, os levou à derrota pelos romanos; e depois nos portugueses, à sua auto-derrota nestes dois últimos séculos e notadamente a partir das Lutas Liberais: como estado de desunião, com perda constante de energias, porque não disciplinadas e organizadas para um único fim em eficiente acção: o serviço da nação. Estado introduzido em imagem psíquica de dissociação de personalidade ou em imagem cósmica de caos primordial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre essas outras raízes da alma dos celtas, que nos surgirão como de força positiva e benéfica, e que esperarão ser assumidas e desenvolvidas até às sua máximas possibilidades pelos portugueses, usando-as no seu ser e estar no mundo, em trânsito histórico e integrando-as assim na sua missão no mundo, como seu dever transcendente a eles particularmente incumbido, intransmissível e justificador da sua vida neste mundo - apontemos antes de mais o seu profundo sentido de liberdade e independência. (…) Seu profundo sentido de liberdade, levando-os outrora em momentos de luta contra esses inimigos, ameaçando essa liberdade, a sacrificarem sua própria vida e de seus parentes,(…) vida vista sem valor se caída em escravidão. (…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coragem e desprendimento perante a morte física de seu corpo, advindo aos celtas de sua concepção positiva da morte, como imortalidade da alma; morte vista assim, não como um aniquilamento, um fim da vida mas uma sua continuação noutro mundo, como sua outra fase: esta sendo&amp;nbsp;de&amp;nbsp;posse e usufruição eterna para cada homem. Sentido da morte, que por ela, marcará sua religião dessa dimensão inseparável escatológica; a morte sendo aceite no seu pleno sentido e meditada em confiança, como fase de perfeita realização da vida; esta, una, em metamorfose incessante, recriando-se ciclicamente, sempre em novas formas, de dinamismo por transmutação e regeneração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, também, o sentido que a morte terá unida ao amor, na cultura dos celtas, e que virá expressada no seu romance de Tristão e Isolda, e ainda na Menina e Moça, dos portugueses, ou em D. Pedro e D. Inês. (…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, também, o sentido do Outro Mundo, visto e vivido como paralelo, coetâneo e inseparável a este quotidiano e sensível. Este mundo e o outro, esta vida e a outra, fazendo parte duma única realidade a ser vivida em paixão exultante pelo homem; ser ainda este sentido unificante, a um tempo jubiloso e pânico, que marcará a relação do homem com a Natureza; realidade onde se sente imerso, conjuntamente com as plantas, os animais, os rios, as pedras, montes… em união tomando a forma dum incessante diálogo, ou monólogo numa projecção no Outro, e em metamorfoses, esta indo até ao extremo escatológico de metempsicose. (…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ainda e finalmente apontamos esta força da imaginação, como uma das qualidades positivas e benéficas do povo celta, e sua possibilidade de por si apresentar e unir mundos aparentemente opostos, ou no apresentar e mostrar o transcendente e sobretudo o universo como todo vivente, dinâmico -, será para tornar bem presente o contraste da mundividência deste povo e nela a sua arte, com a nossa actual, criada e vivida existencial e teoricamente pelo Ocidente moderno: ela, toda abstracta e fria, unicamente imanente e estática, como expressão dum universo morto, cadavérico”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo, o Eng. Sócrates devia ficar cá a aprender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dalila Pereira da Costa, “Corografia Sagrada”, Lello &amp;amp; Irmão - Editores, 1993, pág. 194 e seguintes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-8718351299570321041?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/8718351299570321041/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/06/extravagancias-134.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/8718351299570321041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/8718351299570321041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/06/extravagancias-134.html' title='EXTRAVAGÂNCIAS, 134'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-yJ6n2z4B6o8/TfHm7VPbnVI/AAAAAAAADEg/yrH_SiOSzqo/s72-c/rodin14.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-3605685250137728150</id><published>2011-06-06T00:59:00.000+01:00</published><updated>2011-06-06T00:59:26.596+01:00</updated><title type='text'>D. SEBASTIÃO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-wNhtHPxItHI/TewXJiHVd6I/AAAAAAAADEc/kSBYZVN2LKs/s1600/o_encoberto.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="318" src="http://1.bp.blogspot.com/-wNhtHPxItHI/TewXJiHVd6I/AAAAAAAADEc/kSBYZVN2LKs/s320/o_encoberto.jpg" t8="true" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio do sul esse perfume&lt;br /&gt;Dessa moura de véu alado&lt;br /&gt;Veio do sul com a andorinha&lt;br /&gt;Veio em nuvens no céu dado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na praia do grande mar&lt;br /&gt;Essa nuvem transbordou&lt;br /&gt;Para cima e para baixo&lt;br /&gt;Para o sonho não esperado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei em&amp;nbsp;armas pequei em ferros&lt;br /&gt;Com um salto desvairado&lt;br /&gt;Meti o freio nos dentes&lt;br /&gt;Ao meu cavalo de pêlo raro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voei por cima das montanhas&lt;br /&gt;Voei por debaixo do mar&lt;br /&gt;Voei longe e enfeitiçado&lt;br /&gt;Só para a poder encontrar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa moura de alto porte &lt;br /&gt;Era a guerra desejada&lt;br /&gt;Eram terras de má sorte&lt;br /&gt;Era a vida por um nada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já fui rei em céu aberto&lt;br /&gt;Já fui quem todos esperavam&lt;br /&gt;Já fui morto em terra negra&lt;br /&gt;Já sou sonho desbravado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desbravado no futuro&lt;br /&gt;É o meu corpo que há-de vir&lt;br /&gt;Já sem nome, já sem espada&lt;br /&gt;Apenas eu e o sol a luzir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as faces que me esperam&lt;br /&gt;Serão espelhos a brilhar&lt;br /&gt;Serão luz no tempo eterno&lt;br /&gt;Serão Deus a gargalhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a alegria será tanta&lt;br /&gt;Que mais nada se ouvirá&lt;br /&gt;Apenas os poetas a escrever&lt;br /&gt;Esse riso que Deus dará&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;strong&gt;6-6-2011&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;strong&gt;Cynthia Guimarães Taveira&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-3605685250137728150?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/3605685250137728150/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/06/d-sebastiao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/3605685250137728150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/3605685250137728150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/06/d-sebastiao.html' title='D. SEBASTIÃO'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-wNhtHPxItHI/TewXJiHVd6I/AAAAAAAADEc/kSBYZVN2LKs/s72-c/o_encoberto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-4892056727778616631</id><published>2011-06-04T12:52:00.000+01:00</published><updated>2011-06-04T12:52:49.105+01:00</updated><title type='text'>SABEDORIA ANTIGA, 20</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--_2jQPdOFFs/Teob1EMmu7I/AAAAAAAADEY/coHBYda8Yiw/s1600/imagesCA0X8VQO.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/--_2jQPdOFFs/Teob1EMmu7I/AAAAAAAADEY/coHBYda8Yiw/s320/imagesCA0X8VQO.jpg" t8="true" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cristianismo e Paganismo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="background-color: white; color: blue;"&gt;Alexandra &lt;span style="color: #0b5394;"&gt;Pinto&lt;/span&gt; &lt;span style="color: #3d85c6;"&gt;Rebelo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos primeiros tempos de cristianismo, o império romano assistiu a um conflito crescente entre a nova religião e as outras praticadas um pouco por toda a parte. A nova religião tomava para si o estatuto de ser a única verdadeira, tal como tinha acontecido antes com o judaísmo. Mas, se o judaísmo tinha conseguido manter-se como uma reserva religiosa, sem pretensões de se impôr fortemente fosse a quem fosse, o cristianismo tentava aquilo que parecia impossível: aniquilar o pensamento pagão fazendo aquilo que pensava ser uma prova constante da sua falácia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os pagãos, o cristianismo, era uma visão a um tempo nova e abominável do mundo. Essas primeiras tentativas de evangelizar, eram semelhantes a um terrorismo religioso a que o mundo nunca tinha assistido. Era absurdo uma religião assumir-se como a única verdadeira, tomando todas as outras como falsas, acusando-as publicamente dessa falsidade. Para um pagão, a questão da verdade religiosa não se colocava. Todas as religiões eram verdadeiras, bastando-lhes para isso existir. Só os crentes poderiam avaliar os bons resultados da sua própria religião. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cristãos primitivos, à semelhança do que fazem hoje as Testemunhas de Jeová, levavam a Boa Nova aos lares romanos. Conhecemos o seu modo de operar através de vários relatos de romanos desesperados. Os cristãos esperavam que o dono da casa saísse para os seus afazeres, e então batiam à porta. Falavam com as mulheres romanas, com os seus filhos menores, com os escravos. Quando eram escutados, faziam com que a paz do lar fosse corrompida para sempre. Vários romanos proibiram que os seus abrissem a porta ou falassem com tais seres instigadores da desordem familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este conflito entre dois mundos tão distintos, não terminava entre os devotos de uma ou outra religião. Existia igualmente entre os cristãos recentemente convertidos ao cristianismo. Refiro-me, também, aos seus conflitos interiores, sendo por um lado cristão devotos e, por outro, seres humanos oriundos de uma cultura pagã. É que, por mais que a sua comunidade os apoiasse no seu caminho exclusivista, essa via impunha-lhes pôr de parte todos os dados culturais com os quais se tinham norteado até aí. Se algumas coisas eram relativamente fáceis, como o não adorar imagens, ou entrar em templos pagãos, outras eram por demais difíceis como, por exemplo, pôr de parte Homero, Platão, Cícero e toda uma cultura literária que sabiam ser excepcional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jerónimo dá-nos um testemunho de tal conflito. Sendo cristão, sabia que não podia haver nada de certo na literatura antiga. No entanto, os textos cristãos eram bem inferiores, em termos literários, aos escritos da literatura que ele tinha como obrigação de colocar de parte. Quando não resistia e pegava em Cícero ou Plauto, jejuava por penitência, chorando entre parágrafos, por se sentir completamente dividido. O seu sentimento de culpa cresceu de tal forma que Jerónima adoeceu, tomado por uma febre que lhe ia tirando a vida. O mesmo Jerónimo nos conta que, num sonho em delírio, sentiu-se invadido em êxtase e transportado diante do tribunal do juiz. Tendo sido interrogado sobre a sua profissão de fé, respondeu ser cristão ao que o juiz, severo, respondeu: “Mentes, tu és de Cícero e não cristão: onde está o teu tesouro, está também o teu coração.”*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In Rougier, Louis, O conflito entre o cristianismo primitivo e a civilização antiga, Lisboa, Vega, 1995&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-4892056727778616631?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/4892056727778616631/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/06/sabedoria-antiga-20.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/4892056727778616631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/4892056727778616631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/06/sabedoria-antiga-20.html' title='SABEDORIA ANTIGA, 20'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/--_2jQPdOFFs/Teob1EMmu7I/AAAAAAAADEY/coHBYda8Yiw/s72-c/imagesCA0X8VQO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-367577256155329981</id><published>2011-06-02T09:02:00.001+01:00</published><updated>2011-06-03T01:24:13.907+01:00</updated><title type='text'>SOBRE OS CONTOS DE FADAS...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-RPiHpRKKnZs/TedDUYIvIDI/AAAAAAAADEU/8HSM9WXmP0Y/s1600/f.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-RPiHpRKKnZs/TedDUYIvIDI/AAAAAAAADEU/8HSM9WXmP0Y/s1600/f.jpg" t8="true" /&gt;&lt;/a&gt;“Um dos autores que mais exaustivamente estudou estes problemas, Mircea Eliade [em Aspects do Mythe, cap. «Les mythes et les contes de fées»], considera que as versões populares dos contos maravilhosos, não são na realidade dessacralizantes. Tratam-se de «versões camufladas», que mantém os motivos míticos e iniciáticos arcaicos, muito embora disfarçando-os, mascarando-os, conservando as suas verdades profanas, mas ocultadas em vestes enganadoras.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Esta «camuflagem» foi necessária devido à aparição ou à preponderância de novas religiões, nomeadamente do cristianismo, cioso da sua ortodoxia ou do seu catecismo. Realizou-se, aliás, de forma inconsciente, lentamente (e daí as sucessivas versões). O mitema, sublinhamos por nossa parte, enriqueceu-se, aliás, com os novos motivos do espírito cavaleiresco e cristão, produzindo-se uma síntese que nos transmite como que a memória da humanidade. Naturalmente pedagógica é esta transmissão gratuita e aliciante de um milenária sabedoria, caldeada de perdidas experiências ou de esquecidas revelações, vozes, descobertas, imagens simbólicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Se os deuses não intervêm nos contos de fadas sob os seus próprios nomes», escreve Mircea Eliade, «os seus perfis distinguem-se ainda nas figuras dos protectores, dos adversários e dos companheiros dos heróis. Estão ‘camuflados’ ou, se quiserem, decaídos, mas continuam a desempenhar a sua função.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A função a que se refere Eliade é rigorosamente iniciática, é constituída por uma série de provas que o protagonista deve vencer, e que o leitor ou o ouvinte acompanha simbolicamente, interiorizando-as. Função de extraordinária influência formativa sobre as crianças porque a transmissão penetra no psiquismo infantil por via inconsciente, unindo-se à disposição aperceptiva ou intuitiva da alma e despertando esse estrato enigmático a que C. G. Jung chamou inconsciente colectivo ou arcaico.&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dar por isso, o homem beneficia dessa iniciação imaginária, conservada nos contos de fadas, esta simbólica «passagem da nesciência da imaturidade à idade espiritual do adulto». O alcance pedagógico e até analógico do conto maravilhoso é pois diríamos que infinito - porque não se lhe pode opor um limite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Álvaro Ribeiro foi o pensador que, entre nós, melhor e mais profundamente se apercebeu de tal alcance, em termos de difícil superação. Escreveu o filósofo (em A Razão Animada) que na educação das crianças «a imaginação deve preceder a intelecção». E logo a seguir: «A faculdade fabulatriz da alma da criança exerce-se pela produção de imagens fantasiosas, de vivências que se tornam narrativas para serem ludicamente representadas ou agidas.» Tal faculdade deve ser estimulada. «A cultura da imaginação é um factor psicoterápico muito indicado contra o medo, a agressividade e a vingança e portanto um nobre processo de promover nas crianças a maturidade emocional.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, «a didáctica positivista, eliminando a imaginação tem por efeito inibir as formas de intelecção mais apropriadas ao estudo das humanidades, porque o adolescente sem abertura de alma para o fantástico, o prodigioso e o milagroso dificilmente realizará compreensão simpática da mentalidade dos outros povos, e mais dificilmente entenderá a gradativa alteração das culturas ao longo da história. A motivação dos actos humanos parecer-lhe-á em muito casos absurda, inverosímil, invenção de escritor, apenas porque não cabe nos quadros rígidos da antropologia positivista».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Álvaro Ribeiro, enfim, «o conto caracteriza-se pela presença colaborante ou neutralizante de seres sobrenaturais». E mesmo que os autores se vejam obrigados, ao escrever para adultos, a excluir «da narrativa literária o elemento mitológico, representado pelos anjos, pelas musas, pelas fadas, conforme as tradições, ou ainda pelas ideias platónicas, de mais livre curso em filosofia», hão-de «pelo menos aludir ao motor secreto da acção narrada usando de palavras adequadamente escolhidas para representar os conceitos humanos da necessidade, destino ou fado».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, o valor de todo o conto maravilhoso, «camuflagem» de um mito (Mircea Eliade) ou velada alusão a uma transcendente energia espiritual (Álvaro Ribeiro), é o de uma educação da psique, quer como caminho de maturidade e de saúde mental, quer como estímulo à imaginação, a uma imaginação que abre o acesso para verdades transcendentes à positividade do mundo sensível.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;António Quadros, “Memórias das Origens, Saudades do Futuro”, Publicações Europa-América, 1992, pág 100&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-367577256155329981?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/367577256155329981/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/06/sobre-os-contos-de-fadas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/367577256155329981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/367577256155329981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/06/sobre-os-contos-de-fadas.html' title='SOBRE OS CONTOS DE FADAS...'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-RPiHpRKKnZs/TedDUYIvIDI/AAAAAAAADEU/8HSM9WXmP0Y/s72-c/f.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-570032918277671775</id><published>2011-05-30T10:14:00.000+01:00</published><updated>2011-05-30T10:14:51.037+01:00</updated><title type='text'>LANCES E RELANCES, 5</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2NmytQv121w/TeNeYrARbVI/AAAAAAAADEQ/xRGJqIDuMU0/s1600/ROSTO%2525%257E1.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-2NmytQv121w/TeNeYrARbVI/AAAAAAAADEQ/xRGJqIDuMU0/s320/ROSTO%2525%257E1.JPG" t8="true" width="232" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;UM ESTUDO PRECIOSO E LUMINOSO SOBRE O CULTO DO ESPÍRITO SANTO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DE MARIA ADELAIDE NETO SALVADO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por &lt;span style="color: #783f04;"&gt;Eduardo Aroso&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se todo o tempo é propício ao Espírito Santo, o que o calendário cosmológico e litúrgico agora nos aponta é um convite ao qual não podemos ficar indiferentes. Se não bastasse o medular motivo religioso, seria, no mínimo, a importância do tema situado nos meandros da História de Portugal, quiçá como agente do nosso destino enquanto nação. «O Culto do Espírito Santo em Terras da Beira Baixa – as longínquas raízes, de Maria Adelaide Neto Salvado, foi dado a público em 1998, com a chancela da editora Band, não significando a palavra o que, à primeira vista, pode indiciar, mas «o nome de divindade pré-romana cultuada nos espaços da Raia central ibérica» (…) e que «significaria atar, ligar, enlaçar, vincular». Assim, neste curioso pormenor editorial, não podemos deixar de observar que o sentido de enlaçar-se ou vincular-se se coaduna perfeitamente com a essência escatológica do Paráclito, omnipresente Consolador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro contempla aspectos como o Espírito Santo nas palavras dos evangelistas, o respectivo culto nas primeiras comunidades cristãs – as heresias, focando a autora ainda os primeiros tempos do cristianismo peninsular, a diversidade das formas populares do culto na Beira Baixa, fazendo também uma incursão pelo cancioneiro poético tradicional. Referindo-se ao ambiente das primeiras comunidades cristãs, cita o cânone XLIII do primeiro Concílio peninsular de Elvira (300-306): «Temos por bem corrigir um mau costume, apoiados na autoridade das Escrituras. Todos celebremos o dia de Pentecostes, e se algum não o fizer, que seja assinalado como introdutor de nova heresia (in José Vives, Concílios Visigóticos e Hispano-Romanos)». &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lemos ainda neste capítulo que «nas práticas de ascese colectiva, os crentes priscilianistas diziam atingir o êxtase por acção do Espírito Santo». Priscilianismo que, considerado heresia, seria condenado no II Concílio de Toledo (397-400). Um aspecto, dir-se-ia menos previsível no âmbito popular deste estudo, em boa hora a autora o colocou. Aludindo a um romance muito popular na Idade Média, no qual o Espírito Santo teria descido sobre os cavaleiros do rei Artur, Maria Adelaide Neto Salvado interroga-se deste modo: «E não serão os jantares da véspera do Domingo do Espírito Santo, realizados nalgumas aldeias, reminiscências do acto propiciatório que os cristãos medievais realizavam para conseguir a mesma graça recebida pelos cavaleiros da Távola Redonda: a de que sobre eles descesse o Espírito Santo e neles despertasse o desejo profundo de buscar o caminho em direcção à Perfeição?» &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não poderia deixar de ser, está presente nesta obra a acção da Rainha Santa Isabel, a partir de Alenquer, com a oficialização das Festas do Divino. Cremos que este é um dos momentos mais solenes daquilo a que António Quadros chama «O Projecto Áureo Português», tema que se integra na obra deste autor, em dois volumes, intitulada «Portugal, Razão e Mistério». &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, «O Culto do Espírito Santo em Terras da Beira Baixa – as longínquas raízes», de 65 páginas e pequeno formato, não se assumindo exaustivo (pois resultou de uma conferência dada pela sua autora e professora), é, contudo, em nossa modesta opinião, um dos estudos mais esclarecedores e radicais deste culto na Beira Baixa e regiões adjacentes. O sentido do popular que a autora imprime criteriosamente na sua obra, é o de um popular não «popularucho», para onde tantas vezes é fácil resvalar. Dizemos popular ou talvez tradicional, pois a autora tem indubitavelmente a intenção de ir ao ponto mais fundo da raiz, dessa raiz incólume ao passar do tempo, o tradicional oculto e intocável que ainda vive, agora aparentemente morto, no coração do nosso Povo. No percurso pelo cancioneiro poético, destacamos a última quadra, da zona de Proença-a-Nova e Alpedrinha. Hoje, dolorosamente conscientes de que em não muitos momentos da nossa História semelhantes ao actual, ela tem sido tão verdadeira. Por isso, leiamo-la como verso e oração:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divino Espírito Santo&lt;br /&gt;Que lá ‘stais nessas alturas,&lt;br /&gt;Dai-nos luz aos nossos olhos&lt;br /&gt;Já que estamos às escuras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-570032918277671775?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/570032918277671775/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/lances-e-relances-5.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/570032918277671775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/570032918277671775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/lances-e-relances-5.html' title='LANCES E RELANCES, 5'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-2NmytQv121w/TeNeYrARbVI/AAAAAAAADEQ/xRGJqIDuMU0/s72-c/ROSTO%2525%257E1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-6516475812990313112</id><published>2011-05-26T00:05:00.001+01:00</published><updated>2011-05-26T00:07:06.604+01:00</updated><title type='text'>SABEDORIA ANTIGA, 19</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-6Eo7GBqMC0w/Td2Kuh7OZsI/AAAAAAAADEI/-ap5WBjeeM4/s1600/imagesCAM8IY30.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="307" src="http://3.bp.blogspot.com/-6Eo7GBqMC0w/Td2Kuh7OZsI/AAAAAAAADEI/-ap5WBjeeM4/s320/imagesCAM8IY30.jpg" t8="true" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;O caminho intelectual para a Índia&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;Alexandra &lt;/span&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;Pinto &lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Rebelo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1498 conta-se entre as datas mais simpáticas para o povo português. Vasco da Gama chega à Índia. O ter chegado à Índia não constitui um feito por si só. Antes dele Alexandre ou os muçulmanos já tinham inscrito as suas viagens, e influências, nas páginas da história daquele enorme país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que tornou a viagem de Gama diferente foi o facto de ter sido realizada por mar o que, em linguagem científica da época, significava uma coisa extremamente importante: a rapidez. Gama, ficou célebre, então, por ter ligado, tão rapidamente quanto possível para a época, as culturas marcantes da Europa de então à Índia. Ou se quisermos, o Ocidente ao Oriente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nós, hoje em dia, esse feito tem uma importância mais profunda em termos dos mitos que fomos capazes de gerar sobre o assunto, do que propriamente pela sua importância real. Se, presentemente, já se faz a coisa de avião, gastando apenas algumas horas, isso quer dizer que a epopeia do Gama ficou uma coisa datada, com importância apenas quando se fala de história, mas sem importância nenhuma para os tempos que vivemos. Se já temos antibióticos super potentes, quem vai dar importância às sanguessugas que chuparam milhões de litros de sangue aos infelizes que ficaram doentes no seu tempo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os orientais, permitam-me que assim os chame de uma forma incorrecta, é certo, mas terrivelmente económica, não se esquecem da viagem do Gama. Em diversos pontos do mundo, ao perceberem que eu vinha deste cantinho, já me disseram, sempre em voz alta “Gama”, “Gama”. Aquele nome, assim retirado das mitologias com que me o ensinaram a envolver, sempre me soou a qualquer coisa estranha. Sempre me limitei a sorrir e a responder com o mesmo nome “Gama”, “Gama”, não fazendo ideia do que estava a dizer. Isto pode parecer confuso, mas não é. Eu sei o que quero dizer quando digo a palavra Gama num contexto português. Mas o que quererá dizer a palavra Gama, quando pronunciada por um oriental? Será isso bom, ou mau? Parece-me, ao menos que, se repetir a palavra, o outro entenderá que estou a sublinhar o seu pensamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que o sublinho? Possivelmente. Possivelmente, sublinharei todos, ou quase todos, os pensamentos que se possam ter sobre o Gama, ou de alguma forma, sobre as reacções que a sua viagem causou. É óbvio, que prefiro sublinhar Os Lusíadas. É a grande epopeia do seu tempo, sem dúvida, mantendo-se como o grande livro nacional até hoje. Nenhuma tempestade educacional conseguiu retirar aquilo dos nossos programas de estudo. Os Lusíadas são as nossas pirâmides monumentais e eternas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também consigo compreender a posição dos outros. Daqueles que se sentiram invadidos pelas viagens inesperadas que colocavam seres estranhos nas suas costas marítimas de um momento para o outro, terminando-lhes com o sossego de serem indianos e de gostarem disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreendo o insulto de serem incomodados por uma cultura que nunca fez grande esforço para os compreender. Este insulto, se nós soubermos ser humildes, deve também estender-se a nós mesmos, àquilo que poderíamos ter feito e não ofizemos nem o fazemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além da glória de termos descoberto o caminho marítimo para a Índia, devíamos, igualmente, ter tido a glória da descoberta do caminho intelectual para lá. Quero com isto dizer que, Portugal, pela sua posição privilegiada, pela amizade, até, que soube fazer com aqueles povos, poderia ter-se dedicado ao estudo dos seus textos, das suas tradições, formando ilhas bem aventuradas de saber. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderíamos ser um dos países ocidentais com mais especialistas nas áreas humanistas ligados àqueles povos, poderíamos ser uma referência a nível mundial (segundo o palavreado sem sabor desta época), mas nada disso aconteceu ou acontece. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Índia há uma lenda muito conhecida sobre Brahma, o criador do mundo. Brahma, criou a sua companheira, Sarasvati. Apaixonou-se por ela e imediatamente lhe lançou olhares fogosos. Sarasvati ficou assustada. Tentou fugir dele para cada um dos pontos cardeais mas, para onde quer que fosse, Brahma desenvolvia uma nova cabeça para a ver. Até que Sarasvati foi para o céu e o deus desenvolveu a sua quinta cabeça, olhando para cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe a data de cór, 1498, deve também saber lendas como esta, compreendendo a sua profundidade e sabedoria. É a única forma destes números fazerem um sentido, transformando todas as rotas em bons sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que, ao contrário do que afirmou Pessoa, não ficámos desempregados a partir do momento em que descobrimos a Índia. Pelo contrário, criaram-se inúmeras oportunidades intelectuais, quase todas elas deixadas vagas até hoje. Por isso, quando me voltarem a dizer “Gama”, “Gama”, vou continuar a responder em eco. Seja lá o que isso for, esperando, ao mesmo tempo, que isso seja tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-6516475812990313112?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/6516475812990313112/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/sabedoria-antiga-19.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/6516475812990313112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/6516475812990313112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/sabedoria-antiga-19.html' title='SABEDORIA ANTIGA, 19'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-6Eo7GBqMC0w/Td2Kuh7OZsI/AAAAAAAADEI/-ap5WBjeeM4/s72-c/imagesCAM8IY30.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-2306438712447371749</id><published>2011-05-24T22:03:00.000+01:00</published><updated>2011-05-24T22:03:58.941+01:00</updated><title type='text'>EXTRAVAGÂNCIAS, 133</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-79ljDJgMKHQ/TdwbuJlnhWI/AAAAAAAADEE/nqbs0yMHfFM/s1600/imagesCA2IIR1L.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="143" src="http://4.bp.blogspot.com/-79ljDJgMKHQ/TdwbuJlnhWI/AAAAAAAADEE/nqbs0yMHfFM/s200/imagesCA2IIR1L.jpg" t8="true" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Império com pés de ouro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;Cynthia Guimarães Taveira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de salvar o mundo, trata-se, tão somente, de tentar reflectir com o coração para fazer as coisas bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os Impérios político-económicos caíram. Apercebendo-se disso, Fernando Pessoa criou a ideia de um novo Império: o Império cultural. Nada que os Estados Unidos da América não tenham percebido logo no início do século XX. O que&amp;nbsp;os&amp;nbsp;EUA fizeram, e continuam a fazer, foi exportar um modo de vida, por via da indústria cinematográfica, para a Europa e para todos os continentes predispostos a serem evangelizados por ideias maniqueístas com laivos de comédias musicais românticas e autocrítica suficiente para sossegar qualquer tentativa de rebelião face à cultura evangelizadora: westerns e policiais para o jogo maniqueísta entre o bem e o mal, comédias românticas para o jogo dos afectos, filmes politicamente incorrectos com a crítica, quanto baste, ao estilo de vida e vícios americanos, para o jogo político que é necessário manter a qualquer custo. As empresas americanas entraram na Europa por via da cultura. A globalização foi a consequência desse Império político-económico com as roupagens do "american way of life".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cá em Portugal alguns espíritos ainda com ideias medievais, coloridas por pinceladas milenaristas e uma fé transversal aos tempos, fazem subsistir, ainda hoje, a esperança, não num Império cultural, mas num Império do Espírito Santo. O caminho para se chegar a esse império só pode ser feito por via cultural, sem o factor “Império político-económico” como motor de arranque, porque esse factor, quando isolado, como todos sabemos, está condenado ao desaparecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia de Império é uma ideia natural, mas a sua origem é, bem lá no fundo, religiosa. Por dois motivos: a Criação é uma espécie de expansão, o resultado de um excesso, de um extravasar de qualquer coisa, seja do amor, seja da vida. A origem da vida é naturalmente Imperial: ela surge de algo que “tem a mais” para preencher algo que está vazio. As mulheres conhecem naturalmente esta dialéctica que está no seu próprio ventre e os homens conhecem também esse “excesso” nas sementes fecundantes que guardam: neste sentido, a criação e a criatividade existentes na natureza e na natureza humana são tão somente espelhos da grande Criação divina. Não vale a pena negar a Ideia de Império, pois ela é a génese de tudo: naturalmente há um big bang, toda a semente contém o Império da planta, toda a cria contém o Império do seu ser adulto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo de antemão o poder dado pela cultura, dizia há pouco que a América, de uma maneira inteligente, usou e abusou desse poder, mas os propósitos estavam mais uma vez errados, pois os poderes materialistas como causa principal e final não possuem nem qualidade nem tempo de vida eternos. A Europa foi desmemoriada pela América da sua própria cultura e as grandes marcas tornaram-se o sonho europeu de globalização. Mas há um pequeno problema de fronteiras e de diversidade numa Europa que, como diz uma amiga minha, é apenas uma convenção: onde começa e acaba a Europa? Será que a Europa como todo cultural existe? O problema da Europa é que esta não era uma América povoada por alguns índios. Era um território povoado por uma variedade de culturas, por uma variedade de fronteiras, até mesmo naturais, que custaram muitas guerras e muitas vidas nas tentativas de decisão das identidades. A América fez-se a si própria, é um “self made country”, a Europa descobre-se a si própria, como se esta fosse constituída por inúmeros arquétipos sociais, culturais e religiosos. A descoberta pressupõe uma origem, a construção pressupõe uma conclusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de jeito europeia para se constituir como potência político- económica reside no facto de ter cultura e diversidade a mais: há uma intuição europeia daquilo que constituí o verdadeiro Império - ele só pode ser cultural, caminhando para o espiritual. Nunca poderá ser apenas político nem económico devido à diversidade de culturas. No entanto, a economia e a política fazem parte da cultura, sem dúvida, mas são apenas elementos dela e, como elementos que são, deveriam ser tratados como especificidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tempo de D. Dinis foram criadas as cortes itinerantes: a resposta mais inteligente ao problema da diversidade - a corte deixou de estar no singular para estar no plural. Não deixando de ser una, tornou-se em simultâneo múltipla pela sabedoria da especificidade de cada região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes novos movimentos de cidadãos jovens, e não só, que acampam nas Portas do Sol à espera de um contrato de trabalho, estão agora com uma intuição parecida. Visam criar grupos de cidadãos que possam intervir de forma directa nas decisões políticas. A neutra Suiça (às vezes tão neutra que se torna entediante ou mesmo exasperante) já experimentou a democracia directa: a sua geografia permitiu a existência desta forma de poder; os cantões governavam-se pelos votos, acordos e desacordos dos seus próprios cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A louca tentativa da Europa de abolir fronteiras e de aceitar a globalização como o melhor dos mundos, assim de chofre, pode, pela falta de conhecimento das suas origens, originar os nacionalismos, os fascismos, as ditaduras. É a resposta natural ao sufoco de um Império cultural, político e económico cujo modelo é americano e o desejo imperial continua a resistir e a residir nas grandes potências económicas europeias: a Espanha (que não sendo uma grande potência contém em si esse germe imperial político e económico), a Inglaterra, a França, a Alemanha e o já muito adormecido germe holandês, adormecido por via de uma prática de abertura ao outro, ao estrangeiro, bem como à lição retirada da Segunda Guerra Mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desejo Imperial é legitimo porque é natural. No caso humano é um desejo natural que caminha para o sobrenatural. No entanto, ele só se cumprirá quando forem respeitadas as fronteiras culturais: respeitadas e desenvolvidas, sem que estas se fechem sobre si próprias e assim estagnem, mas que estejam abertas às outras sem, no entanto, se diluírem nelas pelo factor desesperante da política e da economia. A globalização é diabólica, porque, sob o manto da beatitude do conforto tecnológico, mata este impulso natural de regressar a um tempo perdido. O mito do eterno retorno está sempre presente, pois, como bem observou Mircea Eliade, basta haver o sol e a lua para que os ciclos estejam presentes no imaginário humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Europa sem a sua cultura e sem a sua diversidade é frágil, porque não tem alma. A Europa que põe os interesses económicos à frente dos humanistas é insegura como o euro. A moeda é tão somente um reflexo cultural. O facto de perdermos o escudo levou-nos a perder algo que nos defendia. Curioso nome que arranjamos para a nossa moeda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os povos só se podem entender por vida da cultura e das trocas culturais: a economia e a política são meras consequências disso. No entanto, só podem existir trocas culturais se existirem culturas. Uma só cultura impede a troca. Já não há nada para trocar. Quando se fala em Império Cultural, fala-se de trocas, de saberes, de conhecimentos, de aprofundamentos. Fala-se de sabedoria e esta é composta pelo conhecimento do diverso e apenas por esse conhecimento se atingirá o Uno sobrenatural tão desejado. Quanto ao Espírito Santo, quando esse nos invade, ele é Uno, Igual para todos, e aí sim, assistimos ao verdadeiro Império com pés de Ouro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-2306438712447371749?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/2306438712447371749/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/extravagancias-133_24.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/2306438712447371749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/2306438712447371749'/><link rel='alternate' 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none;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/--KMd3AWCkA8/TdrBAo8RbOI/AAAAAAAADEA/yPWl0IprblI/s1600/008.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; height: 229px; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; width: 208px;"&gt;&lt;img border="0" height="200" j8="true" src="http://1.bp.blogspot.com/--KMd3AWCkA8/TdrBAo8RbOI/AAAAAAAADEA/yPWl0IprblI/s200/008.jpg" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;Na próxima quarta-feira, pelas 18h30, na Sociedade da Língua Portuguesa*,&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;Pedro Martins&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;falará sobre "Pátria, História e Epopeia na Obra de Jaime Cortesão". &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: left;"&gt;*Rua Mouzinho da Silveira, 23 em Lisboa ao Marquês de Pombal&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-1592330219866089723?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/1592330219866089723/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/na-quarta-feira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' 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Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/1509393168789260205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/1509393168789260205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/novas-cartas_23.html' title='NOVAS CARTAS'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-6169296085950088768</id><published>2011-05-23T11:35:00.000+01:00</published><updated>2011-05-23T11:35:08.735+01:00</updated><title type='text'>CONGEMINAÇÕES</title><content type='html'>Congeminações - I Ciclo de estudos em homenagem a António Telmo, subordinado ao tema "Ortodoxia e livre-pensamento" continua no próximo sábado, 28, pelas 15 horas, na Biblioteca Municipal de Sesimbra, estendendo-se até Novembro. &lt;br /&gt;O programa de sábado é o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Apresentação do livro Os Pecados da Rainha Santa Isabel (Ésquilo), de António Cândido Franco, por Isabel Xavier&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Conferência: António Telmo, pensador gibelino, por António Cândido Franco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Conferência: Hialodoxia, por Rodrigo Sobral Cunha&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-6169296085950088768?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/6169296085950088768/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/congeminacoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/6169296085950088768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/6169296085950088768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/congeminacoes.html' title='CONGEMINAÇÕES'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-7095715422000374522</id><published>2011-05-22T09:24:00.001+01:00</published><updated>2011-05-22T20:44:57.735+01:00</updated><title type='text'>LANCES E RELANCES, 4</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-6UVWHBAA3_M/TdjHYkV_C9I/AAAAAAAADD4/g49oAvLZB4s/s1600/imagesCARYDE5R.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="203" j8="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-6UVWHBAA3_M/TdjHYkV_C9I/AAAAAAAADD4/g49oAvLZB4s/s320/imagesCARYDE5R.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«&lt;strong&gt;CRISE NA IGREJA» (!)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;Eduardo Aroso&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;«Nós os vencidos do catolicismo &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós os vencidos do catolicismo&lt;br /&gt;que não sabemos já donde a luz mana&lt;br /&gt;haurimos o perdido misticismo&lt;br /&gt;nos acordes dos carmina burana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós que perdemos na luta da fé&lt;br /&gt;não é que no mais fundo não creiamos&lt;br /&gt;mas não lutamos já firmes e a pé&lt;br /&gt;nem nada impomos do que duvidamos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já nenhum garizim nos chega agora&lt;br /&gt;depois de ouvir como a samaritana&lt;br /&gt;que em espírito e verdade é que se adora&lt;br /&gt;Deixem-me ouvir os carmina burana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta vida é que nós acreditamos&lt;br /&gt;e no homem que dizem que criaste&lt;br /&gt;se temos o que temos o jogamos&lt;br /&gt;«Meu deus meu deus porque me abandonaste?»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ruy Belo «A solidão dos filhos de Deus» )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Crise na Igreja». Três palavras enormes. Li-as numa das paredes exteriores de um templo, como anúncio de encontro/colóquio. Algo surgiu em mim instantaneamente, embora esta palavra seja pouco propícia ao pensamento filosófico ou reflexivo. Todavia, o instantâneo pode não ser intuição, faculdade esta a que Bergson deu bastante luz e revestiu de uma mais alta compreensão, sobretudo no mundo académico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu coração, intuitivamente, só não se amargurou por saber que Deus não tem crise e, assim, a frase só pode espelhar a crise da Igreja enquanto instituição, coisa aliás de importância secundária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise na Igreja pode ser sintoma de um modo de ser que oscila entre a conveniência da moda e o que, ao invés de ser afastado, urge doutrinalmente aproximar do público, pelo menos daquele que mostre inclinação para tal. Se assim não for, quanto a este último ponto, teremos muita ênfase na instituição e pouca no «corpo espiritual» de que falava S. Paulo, muito embora ele lá esteja, perene, irradiante e irradiando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este quadro, o da crise da Igreja como instituição (ou de qualquer escola de pensamento onde há, de facto, espírito) deve por certo ser considerado como, de tempos a tempos, cuidamos da nossa casa e porventura a arrumamos de modo diferente. Mas numa crise (!) da Igreja enquanto «ecclesia » ou «corpo místico», que está nos antípodas do efémero, só podemos admitir o absurdo de que o Criador está afectado também pela dita crise! Deus está entre e para além do primeiro e do último suspiro. Agostinho da Silva disse haver pessoas que, por tanto atribuírem importância ao diabo, acabam por desvalorizar Deus, expressão que pode ilustrar, com o humor sério e profundo do saudoso professor, o tema deste pequeno artigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os modos de pensar e agir automáticos tomaram conta da sociedade, até em sectores onde era suposto não dever acontecer, dado o carácter intrínseco de permanência em grau considerável que doutrina e filosofia possuem, realidade que não choca com a frase camoniana «o mundo é composto de mudança», se interpretada no devido ponto. A verdade é que as grandes provas são, antes de mais, lançadas aos guardiões do sentido sagrado da Palavra, e só depois aos que a escutam. O Mestre sabia do que falava quando lançou o repto a Pedro que, afirmando sempre que jamais negaria o seu Senhor, acabou por negá-lo, por mais que uma vez. Afinal, tudo são passos no caminho da realização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que a crise portuguesa, no seu mais profundo sentido, tem pouco a ver com os últimos anos de governos e desgovernos, mas que é o desfecho irreversível de um ciclo que se iniciou com o Marquês de Pombal e que agora agoniza em toda a diversidade das instituições, realidade histórica esta que Joaquim Domingues, com o rigor que lhe assiste, tem assinalado nos últimos tempos. Quem se considera na medula da crise fica apenas na instituição ou ao sabor do mercado, ou então, internamente, é impelido a uma reviravolta (se a sua consciência o mortificar), e aí temos o sentido grego de crise como crescimento. Ou então há que escutar de novo «Bem -aventurados os que têm fome e sede de justiça».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crise na Igreja&amp;nbsp;ou Crise da Igreja? Crise da filosofia ou crise na filosofia? Crise da poesia ou crise na poesia? Um pretenso pensador internamente desorganizado não invalida a irradiância de um corpo de ideias estruturado; versos brejeiros não anulam um sublime poema de amor. Como os limos que crescem e se agarram às paredes húmidas, ao longo da História também os milenarismos têm agarrado conceitos diversos. No que actualmente vivemos, espera-se que não seja nenhuma teoria económica a salvar doutrinas religiosas, filosofias e artes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-7095715422000374522?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/7095715422000374522/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/lances-e-relances-4.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/7095715422000374522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/7095715422000374522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/lances-e-relances-4.html' title='LANCES E RELANCES, 4'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-6UVWHBAA3_M/TdjHYkV_C9I/AAAAAAAADD4/g49oAvLZB4s/s72-c/imagesCARYDE5R.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-8002868124517953155</id><published>2011-05-17T13:13:00.001+01:00</published><updated>2011-05-17T13:14:52.978+01:00</updated><title type='text'>O PARAÍSO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-LRyTyjo0E1Y/TdJjqdDRDbI/AAAAAAAADD0/uU9gnRDWDOw/s1600/untitled.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="225" j8="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-LRyTyjo0E1Y/TdJjqdDRDbI/AAAAAAAADD0/uU9gnRDWDOw/s320/untitled.bmp" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhoras e Senhoras, &lt;span style="color: #741b47;"&gt;&lt;strong&gt;Vinicius de Moraes&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;, apresenta:&amp;nbsp;o paraíso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sintam cada linha do verso como se fosse a vossa vida e vejam como&amp;nbsp;as coisas&amp;nbsp;podiam ser simples, magníficas, com um sopro de frescura atravessando os seres e&amp;nbsp;sem o peso dos tempos. Ainda temos muito a aprender com os trópicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;Uma tarde em Itapuã&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;Um velho calção de banho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;O dia pra vadiar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;Um mar que não tem tamanho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;E um arco-íris no ar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;Depois na praça Caymmi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;Sentir preguiça no corpo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;E numa esteira de vime&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;Beber uma água de coco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;É bom&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;Passar uma tarde em Itapuã&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;Ao sol que arde em Itapuã&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;Ouvindo o mar de Itapuã&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;Falar de amor em Itapuã&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;Enquanto o mar inaugura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;Um verde novinho em folha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;Argumentar com doçura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;Com uma cachaça de rolha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;E com o olhar esquecido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;No encontro de céu e mar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;Bem devagar ir sentindo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;A terra toda a rodar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;É bom&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;Passar uma tarde em Itapuã&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;Ao sol que arde em Itapuã&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;Ouvindo o mar de Itapuã&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;Falar de amor em Itapuã&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;Depois sentir o arrepio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;Do vento que a noite traz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;E o diz-que-diz-que macio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;Que brota dos coqueirais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;E nos espaços serenos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;Sem ontem nem amanhã&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;Dormir nos braços morenos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;Da lua de Itapuã&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;É bom&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;Passar uma tarde em Itapuã&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;Ao sol que arde em Itapuã&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;Ouvindo o mar de Itapuã&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #741b47;"&gt;Falar de amor em Itapuã&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-8002868124517953155?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/8002868124517953155/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/o-paraiso.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/8002868124517953155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/8002868124517953155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/o-paraiso.html' title='O PARAÍSO'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-LRyTyjo0E1Y/TdJjqdDRDbI/AAAAAAAADD0/uU9gnRDWDOw/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-4132906324611392211</id><published>2011-05-15T20:49:00.000+01:00</published><updated>2011-05-15T20:49:14.867+01:00</updated><title type='text'>SABEDORIA ANTIGA, 18</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-GfrszflGvIc/TdAtiiEP4KI/AAAAAAAADDw/n5ioAKWAUzE/s1600/imagesCAVFIAJV.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" j8="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-GfrszflGvIc/TdAtiiEP4KI/AAAAAAAADDw/n5ioAKWAUzE/s1600/imagesCAVFIAJV.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De tempos a tempos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;Alexandra &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;Pinto &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;Rebelo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;De tempos a tempos, surge um mal estar entre as pessoas comuns e a minoria que as governa. Sempre assim foi e, possivelmente, sempre assim será. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Diferente tem sido a forma das pessoas comuns lidarem com isso. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Hoje em dia, por exemplo, os estados modernos formataram o nosso ímpeto político através do conceito de voto. O conceito não está mal pensado. De quatro em quatro anos, ou de cinco em cinco anos, vamos às urnas dar uma espécie de opinião. O voto apenas pode constituir uma espécie de opinião pois, votar em A ou em B, é apenas cumprimentarmos a nossa própria resignação em relação às coisas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Se tentarmos entender aquilo que se passa, facilmente chegaremos à conclusão de que, os estados europeus, sobretudo os do sul da Europa, chegaram a formas de governo extraordinariamente perversas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Existem dois grandes grandes partidos com um entendimento entre si de rotatividade do poder. A espera pode ser maior ou menor, quatro ou oito anos, mas o partido que foi o menos votado de ambos tem como certo a tomada dos destinos do país proximamente. Essa espera nem é totalmente desprovida de emoção ou compensação já que, pode-se atacar politicamente o outro partido que governa, enquanto se é compensado com cargos em empresas públicas ou privadas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O nosso voto tem, desta forma, um único papel. Um papel importantíssimo, não pelos motivos que nos dizem, a nossa opinião contar, mas pela razão de validar esta forma de poder, este entendimento entre partidos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;A democracia não é isto. Isto é o retrato de um monstro mitológico, seja ele qual for, com duas cabeças. De tempos a tempos, vamos dar-lhe o nosso voto, como dantes se levavam jovens ao Minotauro, tentando mantê-lo contente. Sim, é preferível um inferno conhecido a qualquer outro que não se conheça.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Dizia-me o Professor António Feijó que, na América, a democracia funciona mesmo. Se pessoas excessivamente obesas têm dificuldade em passar por portas com medidas standartizadas, eles fazem um abaixo assinado, entregam-no, e o problema é resolvido. Lembro-me de que, quando ouvi este exemplo, pensei “Ah! Então é com isto que se parece a democracia”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Existirão formas de escapar a esta falácia em que vivemos? Talvez. No entanto, não acredito em revoluções mas apenas na imaginação política. As revoluções são o desespero levado a uma forma de histeria, atacando culpados e inocentes, justificando o caos com uma necessidade arquetipal de justiça.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Nos primeiros tempos de Roma, os plebeus tinham muito poucos direitos quando comparados com os patrícios. Foram feitos vários pedidos para aumentar esses direitos, pedidos esses que não deram em nada. Então, alguém teve aquele toque de imaginação que é raro existir e mais raro ainda ser aplicado. Os plebeus emigraram em massa de Roma e foram instalar-se num local chamado Monte Sacro, perto do rio Anio, com o propósito de fundar ali uma nova cidade, com uma nova política. A cidade de Roma não poderia nunca funcionar sem eles, claro. Por isso, foram enviados emissários, por parte dos patrícios, com a promessa de criação de dois cargos de tribunos da plebe, cuja função seria zelar para que estes não sofressem de abusos de poder. A proposta foi aceite pelos plebeus e assim, regressaram à sua cidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Hoje em dia, mais do que nunca, é necessário pensarmos em qualquer coisa semelhante...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-4132906324611392211?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/4132906324611392211/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/sabedoria-antiga-18.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/4132906324611392211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/4132906324611392211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/sabedoria-antiga-18.html' title='SABEDORIA ANTIGA, 18'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-GfrszflGvIc/TdAtiiEP4KI/AAAAAAAADDw/n5ioAKWAUzE/s72-c/imagesCAVFIAJV.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-7219979958569504935</id><published>2011-05-15T09:28:00.002+01:00</published><updated>2011-05-15T09:33:58.705+01:00</updated><title type='text'>EXTRAVAGÂNCIAS, 133</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-9qF2Gplyzm4/Tc-Nsqv-tOI/AAAAAAAADDs/KUL5iLWeIcw/s1600/imagesCA73U9BH.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" j8="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-9qF2Gplyzm4/Tc-Nsqv-tOI/AAAAAAAADDs/KUL5iLWeIcw/s1600/imagesCA73U9BH.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A PRÁTICA DAS PALAVRAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;Cynthia&lt;/span&gt; &lt;span style="background-color: white;"&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;Guimarães&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: orange;"&gt;Taveira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, os monges medievais temiam o seu Deus, temiam a sua punição, a sua justiça-relâmpago e, esse Deus, era como a própria terra: estava no centro do Universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, vieram os homens da renascença e disseram: - É o Sol que está no centro do Universo, não a terra, e esse Sol somos nós. O homem é o centro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois veio o papão, e esse papão era tão grande, tão disforme, tão sem-cabeça que o diabo, que havia sido enfraquecido já na Renascença, fugiu. Esse papão é a própria humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrevista de Manuel Luís Goucha a Medina Carreira. Diz o Goucha, depois do discurso confrangedor de Medina:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas então, depois do que me disse, saio daqui sem esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas não saia, Manuel Luís, não saia. Esperança no colectivo não vale a pena ter. Mas tenha esperança no seu percurso individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, pois é, habituámo-nos a uma visão holística de nós próprios: já não nos vemos fora do colectivo, somos nós e as mulheres maltratadas pelos talibãs, somos nós e, ao mesmo tempo, somos as crianças guerrilheiras africanas, nós de barriga cheia mas também a fome assassina, nós e a peste, nós e a guerra, nós e a morte dos outros que vivemos como nossa. Quem precisa de um demónio se os fantasmas reais nos habitam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impossível permanecer completamente humano face à dimensão do drama colectivo: almoçamos bem, mas sabemos que há crianças a morrer a cada minuto por não terem almoço; temos um hospital à disposição e, dentro de nós, alguém morre com uma simples infecção; olhamos com ternura os nossos filhos que dormem, mas há um deles, que vive algures dentro do nosso coração-consciência, que pega numa arma e percorre o mato; acordamos de pijama e dirigimo-nos ao duche quente e saboroso e, no nosso interior, alguém tomba com um tiro. É o papão da humanidade que nos percorre como um arrepio permanente. Vivemos arrepiados de terror e, quando o terror é de mais, há um grito em surdina e monocórdico que faz barulho, de tal maneira que nos ensurdece: o grito da justiça. De tanto gritarmos interiormente por justiça já nem ouvimos o próprio grito. E um mundo surdo não se resolve. E assim agonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução de Medina Carreira é o regresso à selva. Ou isso ou a loucura da impotência. Uma selva de esperança individualista, como a leoa tem esperança numa boa caçada, num bom percurso pela savana, num bom olhar atento e num bom salto sobre a presa, numa boa resolução da sua própria sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução está em tornarmo-nos bichos fixados em nós. Desumanizarmo-nos se não queremos enlouquecer. A humanidade não tem salvação, mas nós temos. E até a caridade é um consolo para a alma: fazemos caridade para nos sentirmos bem; desculpabilizamo-nos, assim, da culpa de não sabermos resgatar a humanidade do sofrimento contínuo. Frequentemente se ouve dizer: - Gosto muito mais de dar do que receber. Ou: - Não há nada tão compensador como ajudar o próximo. Ou: -&amp;nbsp;Ganhamos muito mais quando ajudamos do que quando fechamos os olhos e somos indiferentes. A caridade transforma-se num jogo de compensações e a conclusão a que se chega é de um egoísmo retorcido e atroz: afinal somos os grandes vencedores desse estender a mão ao próximo. Há alguns anos, António Alçada Baptista alertava para esse jogo perverso: nas aldeias havia sempre um pobre. Ele era a justificação da caridade das famílias e era mantido pobre para que as famílias pudessem ser consideradas caridosas e assim tivessem um lugar no paraíso celeste. Enquanto existirem maltratados pela vida há céu, enquanto isso existir há esperança. E assim se perde no caminho o sentido de justiça que deveria prevalecer acima do bem e do mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é em vão que a Bíblia fala num Juízo Final e não num Bem ou Mal Final. Não é a caridade que substitui a Justiça. Daí não conseguirmos separarmo-nos do mundo. Contemos a Justiça dentro de nós como parte integrante da nossa dimensão divina. A Justiça pode conter a caridade ou não. Contemos a Justiça dentro de nós assim como contemos o mundo, e a esperança individual passa sempre pela esperança no outro. Sem ele somos nada e vazios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A economia a mais também tem os seus perigos. No desespero economicista tornamo-nos individualistas e caridosos. A caridade devia ser substituída pela generosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A generosidade dá e esquece que deu. A caridade não esquece. A generosidade partilha, a caridade é uma falsa partilha, pois quem é caridoso fica sempre a ganhar em termos morais. A pessoa generosa dá até a quem não precisa. A caridade implica carência. A generosidade implica abundância. Nas sociedades tradicionais, as festas eram feitas para esgotar a abundância das colheitas. Nas sociedades modernas pratica-se a caridade para disfarçar a falta de colheitas. A própria natureza sabe ser generosa, mas não sabe ser caridosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma diferença pequena entre as duas palavras, mas ela é tudo: é nessa pequena diferença que reside o futuro da humanidade. E então, enfim, entraremos no reino da Justiça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-7219979958569504935?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/7219979958569504935/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/extravagancias-133.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/7219979958569504935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/7219979958569504935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/extravagancias-133.html' title='EXTRAVAGÂNCIAS, 133'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-9qF2Gplyzm4/Tc-Nsqv-tOI/AAAAAAAADDs/KUL5iLWeIcw/s72-c/imagesCA73U9BH.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-7368342792278505884</id><published>2011-05-12T14:12:00.000+01:00</published><updated>2011-05-13T21:53:31.313+01:00</updated><title type='text'>ENTENDENDO AGOSTINHO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-QdfwEcw02b8/Tcvc0AQjaQI/AAAAAAAADDo/z17K37t9cJ0/s1600/4567_196061605175_777825175_7186344_5427234_n.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" j8="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-QdfwEcw02b8/Tcvc0AQjaQI/AAAAAAAADDo/z17K37t9cJ0/s320/4567_196061605175_777825175_7186344_5427234_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;Roberto Costa Pinho&lt;/span&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Agostinho e o seu Mistério&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veni Creator Spiritus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário daqueles artistas e pensadores cuja vida nega a obra, com Agostinho da Silva dá-se o oposto: a obra só pode ser plenamente compreendida se estiver iluminada pela totalidade da existência. Sua vida confirma e transcende sua obra. A poesia, diria melhor, a utopia que orienta tanto sua ação quanto seu pensamento está solidamente ancorada numa Ética infalível, que pode ser encontrada até nos momentos mais prosaicos da sua vida. A ética, para o cavaleiro Agostinho, era a excalibur com que combatia na sua saga em busca do seu santo graal.&lt;br /&gt;Por ser o símbolo a linguagem que transcende a dualidade verbal, não é possível falar de Agostinho, sendo a unidade que ele é, a não ser em termos simbólicos, a não ser que aceitemos que ao final de sua mensagem ele encanta-se, isto é, transforma-se num símbolo.&lt;br /&gt;Para entendermos este símbolo em que Agostinho se transforma, precisamos daquelas cinco qualidades fundamentais de que fala o Pessoa, sem as quais será inútil interpretá-lo.&lt;br /&gt;Um símbolo é formado por muitos outros símbolos. Agostinho é uma coleção de símbolos a serem interpretados isoladamente, pois cada um tem seu significado, e em conjunto, pois ao unirem-se formam um símbolo único, com significado distinto.&lt;br /&gt;Pensador, filósofo, poeta, político, professor, guia, profeta. Quantos símbolos, quantas faces, quantas existências simultâneas se expressam para formar Agostinho da Silva. Alguma é a dominante? Não. Não é possível compreender a unidade que tal diversidade compõe deixando qualquer delas de lado.&lt;br /&gt;"A verdade não pode estar em faltar ainda alguma coisa".&lt;br /&gt;Por tudo isso, interessa-me em Agostinho o irredutível, o inclassificável, o misterioso.&lt;br /&gt;Agostinho, porém, não tem mistérios!&lt;br /&gt;Bem, este é o seu Mistério! Proponho-me, não a decifrá-lo - correria o risco de ser devorado, como assisti a tantos o serem ao tentar - mas a vivê-lo.&lt;br /&gt;O Espírito Santo - Shekinah é o selo, a cifra, o signo, a chave. Uma chave, não para entender, mas para viver o Agostinho. Trata-se de viver e não de morrer o Agostinho.&lt;br /&gt;Poderemos crucificá-lo no espaço-tempo dos bustos e das biografias ilustres de letras e imagens perecíveis. Ou com ele ascender, transcender, nas asas da sua obra e da sua vida existencial: imortal sempre que vivenciada por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14.05.2005&lt;br /&gt;Véspera de Pentecostes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Brasileiro, baiano, trabalhou e conviveu com o Professor Agostinho da Silva ao longo de dez anos, na Bahia, em Brasília e em Portugal. Participou da instalação e em projetos do Centro de Estudos Afro-Orientais, do Centro Brasileiro de Estudos Portugueses, do Museu Atlântico Sul, da Casa Reitor Edgard Santos e outros, mas, sobretudo, durante todos esses anos, no Brasil e em Portugal, e até a morte do Professor Agostinho da Silva, manteve, com o mesmo, uma relação, ao estilo tradicional, mestre-discípulo, que determinou em grande parte sua formação e seus interesses existenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto recolhido da obra IN MEMORIAM de AGOSTINHO DA SILVA (Portugal: Zéfiro, 2006, p. 403-404).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-7368342792278505884?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/7368342792278505884/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/entendendo-agostinho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/7368342792278505884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/7368342792278505884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/entendendo-agostinho.html' title='ENTENDENDO AGOSTINHO'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-QdfwEcw02b8/Tcvc0AQjaQI/AAAAAAAADDo/z17K37t9cJ0/s72-c/4567_196061605175_777825175_7186344_5427234_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-5734771205412436296</id><published>2011-05-11T09:31:00.002+01:00</published><updated>2011-05-11T09:36:35.600+01:00</updated><title type='text'>O AMOR E A IMORTALIDADE</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-hJVDKA8ziyo/TcpIlPKvAOI/AAAAAAAADDk/Ceuum-Qabq8/s1600/imagesCAQ17N4L.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="191" j8="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-hJVDKA8ziyo/TcpIlPKvAOI/AAAAAAAADDk/Ceuum-Qabq8/s200/imagesCAQ17N4L.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Na&amp;nbsp;imagem: Pedro e Inês&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;(Canção Tradicional Portuguesa)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Quando eu era pequenino&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Acabado de nascer&lt;/div&gt;Ainda mal abria os olhos&lt;br /&gt;Já eram para te ver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu já for velhinho&lt;br /&gt;Acabado de morrer&lt;br /&gt;Olha bem para os meus olhos&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Sem vida hão-de te ver&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-5734771205412436296?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/5734771205412436296/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/o-amor-e-imortalidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/5734771205412436296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/5734771205412436296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/o-amor-e-imortalidade.html' title='O AMOR E A IMORTALIDADE'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-hJVDKA8ziyo/TcpIlPKvAOI/AAAAAAAADDk/Ceuum-Qabq8/s72-c/imagesCAQ17N4L.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-7877439912755974920</id><published>2011-05-08T22:40:00.000+01:00</published><updated>2011-05-08T22:40:08.992+01:00</updated><title type='text'>LANCES E RELANCES, 3</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-SZmt3z1jY_I/TccM51IkyQI/AAAAAAAADDY/1RvqvRzLqH8/s1600/imagesCAYMCV6V.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" j8="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-SZmt3z1jY_I/TccM51IkyQI/AAAAAAAADDY/1RvqvRzLqH8/s320/imagesCAYMCV6V.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PORTUGAL ÀS ESCURAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #0c343d;"&gt;Eduardo Aroso&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na noite de sete para oito de Maio, passava eu acompanhado de uns amigos na estrada mesmo em frente do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, vulgo Mosteiro da Batalha, quando fui acometido de um súbito mal-estar, desses que não devem estar catalogados nos compêndios de medicina, mas que ainda existem (digo felizmente) em Portugal. Tinha eu sugerido ao condutor do automóvel para abrandar a marcha, já que àquela hora da noite o trânsito era quase nulo, não pondo, por isso, em perigo a manobra progressiva de abrandamento do veículo. Preparávamo-nos para esse olhar que é um olhar que não cansa: contemplar a fachada principal do Mosteiro, porventura o mais emblemático da nossa independência e soberania. Mas – oh, luminoso Arcanjo Miguel! – o monumento estava completamente às escuras! Deprimente panorama. Visão que tudo amesquinha: o espaço ao redor, quem vê e certamente quem é responsável pela situação. Parece não haver um ou dois holofotes para ali colocar, retirados de onde, tantas vezes, abundam em excesso para clarear lantejoulas fúteis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal só não está todo o santo dia às escuras porque temos a graça do sol, por cujos benefícios nenhuma EDP nos pode cobrar o que quer que seja. Todavia – e isto não é menos grave, devendo perdurar depois de pagos os juros da dita dívida – num outro sentido estamos as vinte e quatro horas completamente às escuras… Essa escuridão não se remove com dinheiro, ou com uma operação de mercados ou com outra acção diferente. Enquanto eu olhava, sem ver, em amargo êxtase, a fachada principal do augusto monumento, quer pela arquitectura quer pelo símbolo que é, ia pensado nos actuais acontecimentos em Portugal e interrogava-me assim: por que é que a chamada troika não “cortou” no excesso de indigência mental que nos governa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, enquanto pensava que disto eu nada poderia esperar, ia tecendo silenciosamente um poeminha (como diria carinhosamente Agostinho da Silva), primeiro em jeito de cantiga de alívio, ou escárnio e mal-dizer, como outrora se dizia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem padeira de Aljubarrota,&lt;br /&gt;Deixa agora os castelhanos.&lt;br /&gt;Dá agora nos de cá&lt;br /&gt;Que nos levam ao engano!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, em jeito de prece, pois esta, mal grado os meus pecados, ainda poderia ser escutada por quem, diz-se, tudo ouve:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa Senhora de Fátima&lt;br /&gt;Já perto de Aljubarrota.&lt;br /&gt;Desta vez não há vitória&lt;br /&gt;No fosso da bancarrota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vós podeis ainda&lt;br /&gt;Muito ajudar Portugal.&lt;br /&gt;Só vós sabeis como evitar&lt;br /&gt;A bancarrota cultural!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-7877439912755974920?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/7877439912755974920/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/lances-e-relances-3.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/7877439912755974920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/7877439912755974920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/lances-e-relances-3.html' title='LANCES E RELANCES, 3'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-SZmt3z1jY_I/TccM51IkyQI/AAAAAAAADDY/1RvqvRzLqH8/s72-c/imagesCAYMCV6V.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-8827133991142786815</id><published>2011-05-07T14:31:00.000+01:00</published><updated>2011-05-07T14:31:30.417+01:00</updated><title type='text'>A MARGINALIDADE</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Y7B8HTyZlJ4/TcVF4A_Ba3I/AAAAAAAADDU/o_FV3s28uaw/s1600/imagesCA1ISKM7.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" j8="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-Y7B8HTyZlJ4/TcVF4A_Ba3I/AAAAAAAADDU/o_FV3s28uaw/s320/imagesCA1ISKM7.jpg" width="176" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O ser humano singular, que pensa por sua conta e risco e, mais, que tem algo a mostrar (dar) aos outros, nada consegue hoje, apesar de ter liberdade para o fazer. Terá que ser membro de um grupo, associação ou partido, que tenha, como é evidente, número de contribuinte. Já Fernando Pessoa dizia há quase cem anos, mais ou menos isto «quando aparece um grande poeta, quem é que há para dar por ele». Porque agora, mais que nunca, terá que ter uma espécie de “certificação das universidades» ou outra agremiação semelhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fraqueza do pensar é tanta que ninguém acredita verdadeiramente numa ideia nova, num outro caminho." &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;Eduardo Aroso&lt;/span&gt; no comentário do texto anterior de Álvaro Ribeiro &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Comentário ao comentário de Eduardo Aroso: &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;Cynthia Guimarães Taveira&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Em criança era frequente gozarem com ele na escola e porem-no de parte. Eram as roupas fora de moda que não encaixavam no gosto maioritário. Era um modo de ser, um pouco introspectivo que, de alguma maneira, o empurrava para junto daqueles que, também com uma ou outra característica promotora da diferença, eram igualmente colocados de lado e que, quando não eram alvo de chacota eram higienicamente afastados das brincadeiras: no jogos de futebol, no jogo das escondidas, nas festas de anos. Desde muito cedo o mundo não lhe apareceu ao seus olhos como homogéneo, fazendo ele próprio parte dessa homogeneidade. Pelo contrário, o mundo tinha tendência para se fragmentar e essa percepção era meio caminho andado para uma mentalidade com tendências esquizofrénicas, algo a que escapou por pouco devido ao seu temperamento místico que o incentivava, em contradição, a unir o que estava aparentemente separado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crescera na margem e apaixonara-se na margem: o primeiro amor havia sido proibido pela sociedade; gostar de alguém assim, como uma deficiência tão visível, tão chocante? Como era possível tal coisa? perguntavam os amigos e a família. Mais uma vez, agora na adolescência, alvo de olhares, de dizeres murmurados ao ouvido com a mão à frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranhamente, porém, desenvolvera, graças a esses episódios frequentes, uma força interior diferente. Quase cristã. Entendia Cristo, não pela sua entrega à humanidade, mas pelo facto de ter sido mal entendido. O seu sentimento de um Cristo só e traído era afinal um caminho, de alguma maneira religioso. Sentia que havia um caminho que lhe aparecia como uma contra-corrente, era um caminho estreito, que percorria a correnteza da sociedade e das massas mas em sentido contrario: havia nele a densidade e a integridade, bem como a teimosia e a fidelidade ao seu coração. E sabia que só tinha dado conta da sua existência graças às margens às quais&amp;nbsp;fora votado e não naturalmente procurado. Daí não se poder dizer que houvesse a escolha da rebeldia: a rebeldia, de alguma forma, pelos insultos e pela incompreensão, escolhera-o a ele, de uma forma mais pacífica do que à primeira vista e persistente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegara à conclusão que era a própria sociedade que criava as suas margens, as suas próprias contra- correntes. Ele nada mais era senão um instrumento do destino. E assim, do lado de fora, conseguia ter a percepção da marcha das massas e para onde se dirigiam. Passara de participante a observador e assim poder-se-ia falar de um teatro completo, de um cenário com actores e com público. Não havendo nem o muito certo, nem o muito errado, tudo o que enfrentara até aí tinha, afinal, a sua razão de ser:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele representava as ideias de um futuro esperado, mais cedo ou mais tarde encontrado e, quando isso acontecesse, seria a vez desse futuro criar as suas próprias margens num movimento intermitente no tempo até ao infinito. Por isso os antigos falavam de ciclos, do Tao, de um salto entre o branco e preto como lei da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papel da extravagância é sempre o de provocar o futuro, e nesse futuro&amp;nbsp;há uma correcção implícita dos erros do presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser extravagante é estar sempre na cruz, e, no entanto, é lá que, no pino da morte, os céus se abrem. O pino da dor é o ponto em que se salta para a dimensão da próxima etapa: esteja ela num céu místico e interior, esteja ela na terra embutida de erros. O mundo limita-se a espelhar o nosso próprio caminho, e o nosso caminho é um espelho do mundo. Entre as margens ou nas margens, o sopro do Espírito Santo vai cantando as suas melodias, quando o amor sublime se solta e voa livre por este e outros mundos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-8827133991142786815?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/8827133991142786815/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/marginalidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/8827133991142786815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/8827133991142786815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/marginalidade.html' title='A MARGINALIDADE'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Y7B8HTyZlJ4/TcVF4A_Ba3I/AAAAAAAADDU/o_FV3s28uaw/s72-c/imagesCA1ISKM7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-2732215332614093773</id><published>2011-05-06T17:45:00.000+01:00</published><updated>2011-05-06T17:45:22.451+01:00</updated><title type='text'>PALAVRAS QUE FAZEM VER</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-l9HMzcGUvo0/TcQlUdcfMfI/AAAAAAAADDQ/Pj3IF2Can60/s1600/imagesCAOJ8YQD.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" j8="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-l9HMzcGUvo0/TcQlUdcfMfI/AAAAAAAADDQ/Pj3IF2Can60/s320/imagesCAOJ8YQD.jpg" width="225" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Álvaro Ribeiro e os livres pensadores&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nenhuma escola, nenhuma seita manifestará benevolência para com o homem extravagante que pensa de modo diferente dos outros, nem quererá atrai-lo para o seu grémio. Esta verdade reflecte-se ao conhecido provérbio: O saber não ocupa lugar. De aí a tendência para negar justiça àquele que for sincero no falar e no escrever. A liberdade de pensamento é assim diariamente limitada pela crítica moral, política e religiosa, num processo que só terminará pelo nivelamento final das inteligências.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Álvaro Ribeiro, “Escola formal”, Guimarães Editores, s.d, pág. 10&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-2732215332614093773?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/2732215332614093773/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/palavras-que-fazem-ver.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/2732215332614093773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/2732215332614093773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/palavras-que-fazem-ver.html' title='PALAVRAS QUE FAZEM VER'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-l9HMzcGUvo0/TcQlUdcfMfI/AAAAAAAADDQ/Pj3IF2Can60/s72-c/imagesCAOJ8YQD.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-9084624773314360984</id><published>2011-05-05T08:50:00.000+01:00</published><updated>2011-05-05T08:50:15.336+01:00</updated><title type='text'>MAIO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-yvx-RFbdlg4/TcJQ_B8cB3I/AAAAAAAADDM/tmy8cwTu2V0/s1600/fibonacci_flower-02.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" j8="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-yvx-RFbdlg4/TcJQ_B8cB3I/AAAAAAAADDM/tmy8cwTu2V0/s320/fibonacci_flower-02.jpg" width="299" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Perfeita Harmonia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maio é o tempo da perfeita harmonia.&lt;br /&gt;Trajado de negro, mal rompe a luz&lt;br /&gt;O melro canta uma canção de clara alegria.&lt;br /&gt;Nos campo se abraçam as flores e as cores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cuco saúda o Verão majestoso com galhardia.&lt;br /&gt;Passou o tempo dos dias ruins, a brisa é doçura.&lt;br /&gt;No bosque as árvores de folhas se vestem&lt;br /&gt;E se foram nuas agora são sebe de verde espessura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Verão vem chegando e corre sem pressa a água no rio.&lt;br /&gt;Manadas ligeiras nas águas mansas&amp;nbsp;a sede saciam.&lt;br /&gt;Na encosta dos montes se espalha o azul do cabelo da urze&lt;br /&gt;E frágil e branca se abre a flor do linho silvestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pequena abelha, de fraco poder, carrega em seus pés&lt;br /&gt;Rica colheita oculta de flores&lt;br /&gt;Dos verdes prados. Na sua tarefa não há fadiga:&lt;br /&gt;A formiga vai e depois vem para logo ir e nunca parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos bosques a harpa tange melodias, música de paz&lt;br /&gt;Que acalma a tormenta que o lago agitara.&lt;br /&gt;E o barco balouça de velas dormidas&lt;br /&gt;Envolto em bruma da cor das flores do tempo de Maio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na seara escondida, e de sol a sol, solta a codorniz&lt;br /&gt;Um canto de energia como um bardo real.&lt;br /&gt;Esguia e delgada, mui branca e pura, saúda a cascata,&lt;br /&gt;Em murmúrio de prata, a calma serena do arroio que a bebe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligeira e veloz, no céu a andorinha é um dardo negro.&lt;br /&gt;Há música que paira na encosta e no vale, nos montes em volta, a cintilar.&lt;br /&gt;Os frutos do Verão já se anunciam em gomos formosos.&lt;br /&gt;Cantam as aves na ramaria e no rio os peixes pulam e saltam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vigor dos homens de novo renasce e ao longe a montanha&lt;br /&gt;Mostra sem medo sua glória, altiva e sem mácula.&lt;br /&gt;Da crista ao chão, as árvores do bosque são uma festa&lt;br /&gt;De verde e de folhas; e a planura é um lavor de cores e flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias de Maio são de alegria e de esplendor&lt;br /&gt;Quando as donzelas sorriem de orgulho pela sua beleza&lt;br /&gt;E os jovens guerreiros se mostram mui hábeis, ágeis e esbeltos.&lt;br /&gt;Os dias de Maio o Verão anunciam, o tempo é de paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no céu azul há uma criatura que é ave inocente.&lt;br /&gt;Pequena e frágil, de límpida voz da água clara,&lt;br /&gt;Canta a cotovia maravilhas e contos em que apenas diz&lt;br /&gt;Que a perfeita harmonia é o tempo de Maio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poema Irlandês, Autor desconhecido (séculos IX-X), retirado do livro "A Perfeita Harmonia - &lt;br /&gt;poemas celtas da natureza", tradução de José Domingos Morais, Edições&amp;nbsp;Assírio &amp;amp; Alvim, 2004,&lt;br /&gt;Pág. 16&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-9084624773314360984?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/9084624773314360984/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/maio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/9084624773314360984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/9084624773314360984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/maio.html' title='MAIO'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-yvx-RFbdlg4/TcJQ_B8cB3I/AAAAAAAADDM/tmy8cwTu2V0/s72-c/fibonacci_flower-02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-1123086112969452276</id><published>2011-05-03T14:16:00.002+01:00</published><updated>2011-05-04T10:32:39.648+01:00</updated><title type='text'>ANTÓNIO TELMO, SEMPRE</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-V8XgGBGovm4/Tb__XE8MtoI/AAAAAAAADDE/puqjJ3h565c/s1600/imagesCA4ZS3W8.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="242" j8="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-V8XgGBGovm4/Tb__XE8MtoI/AAAAAAAADDE/puqjJ3h565c/s320/imagesCA4ZS3W8.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ O «ocultismo» (hoje prefere-se dizer «esoterismo») não é evidentemente aquilo que nos livros se expõe de ocultismo. As almas melancólicas são atraídas pelo esplendor de mistério que deles se desprende, mas também pelo jogo fácil e bizarro de imagens, aparentemente distantes, que se projecta, conduzido pela metáfora, no espelho das correspondências. Nos espíritos mais experiente e adultos, o movimento das imagens obedece a leis precisas da razão poética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a ideia de impedir que a arte poética degenere nesse jogo da fantasia onde a relação de géneros pela metáfora não culmina num género superior, unitivo e iluminante, mas se perde num associar de fantasmas mentais ad infinitum, automático e vazio, tentaremos nesta introdução mostrar algumas directrizes essenciais para um organon da razão poética especulativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há progressão sem movimento triádico. O paradigma da progressão é o andar do homem que se faz a três tempos e não a dois, porque o esquerdo e o direito estão misteriosamente ligados a um centro de energia no baixo ventre. O pensamento metafórico automático procede da relação de duas colunas, representáveis na tábua pitagórica transmitida por Aristóteles:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Limite&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ilimitado&lt;br /&gt;Ímpar&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Par&lt;br /&gt;Uno&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Múltiplo&lt;br /&gt;Direita&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Esquerda&lt;br /&gt;Masculino&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Feminino &lt;br /&gt;Imóvel&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em movimento&lt;br /&gt;Rectilíneo&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Curvilíneo&lt;br /&gt;Luz&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Treva&lt;br /&gt;Bom&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mau&lt;br /&gt;Quadrado&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Oblongo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja qualquer ser sensível, o sol, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligando-lhe um predicado próprio, diremos que «o sol é luminoso». Aquilo que na coluna de correspondência, onde está Luz, no vai permitir fazer depois, é atribuir ao substantivo sol predicados sucessivos relativos aos restantes termos. Assim, o sol é luminoso, masculino, par, bom, e, perante um absurdo inevitável como o de dizer que é quadrado, será também possível tomá-lo por um outro aspecto que é aquele pelo qual determina os quatro pontos cardiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imagem do sol sugere a imagem da lua. O aprendiz da arte poética põe-na em relação com a outra coluna: a lua é feminina, por exemplo. Desenvolve depois operações mentais similares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por este procedimento, no qual deslizam frequentemente as almas poéticas preguiçosas, é possível ligar entre si todos os seres sensíveis e todas as ideias, enquanto imagens, repartindo-os em duas grandes ordens de contrários. Como, por outro lado, cada ser sensível é curvo num aspecto, rectilíneo noutro, luminoso ou impar ou masculino e os seus contrários se o aspecto muda, o procedimento acaba por identificar o dois, regressa de novo ao um.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;António Telmo em “Gramática Secreta da Língua Portuguesa”, Guimarães &amp;amp; Cª Editores, 1981, pág. 9,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-1123086112969452276?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/1123086112969452276/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/antonio-telmo-sempre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/1123086112969452276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/1123086112969452276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/antonio-telmo-sempre.html' title='ANTÓNIO TELMO, SEMPRE'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-V8XgGBGovm4/Tb__XE8MtoI/AAAAAAAADDE/puqjJ3h565c/s72-c/imagesCA4ZS3W8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-2389095641434093007</id><published>2011-05-02T21:10:00.000+01:00</published><updated>2011-05-02T21:10:07.169+01:00</updated><title type='text'>NOVAS CARTAS</title><content type='html'>Em&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://as101cartas.wordpress.com./"&gt;http://as101cartas.wordpress.com./&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicadas por Pedro Sinde&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-2389095641434093007?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/2389095641434093007/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/novas-cartas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/2389095641434093007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/2389095641434093007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/novas-cartas.html' title='NOVAS CARTAS'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-7071223222363456706</id><published>2011-05-01T20:49:00.000+01:00</published><updated>2011-05-01T20:49:43.577+01:00</updated><title type='text'>ANOTAÇÕES PESSOAIS, 53</title><content type='html'>&lt;div align="left" class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Ucsh-OMZiGA/Tb22l57PUsI/AAAAAAAADC8/z2znCjdw680/s1600/arca-de-noe-pic1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; height: 205px; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; width: 416px;"&gt;&lt;img border="0" height="197" j8="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-Ucsh-OMZiGA/Tb22l57PUsI/AAAAAAAADC8/z2znCjdw680/s400/arca-de-noe-pic1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;span style="color: #38761d;"&gt;n&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;t&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;ó&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;n&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;i&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;o&lt;/span&gt; &lt;span style="color: #cc0000;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;r&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;l&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;s&lt;/span&gt; &lt;span style="color: #bf9000;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #bf9000;"&gt;r&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;v&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #bf9000;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;l&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #bf9000;"&gt;h&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;﻿&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: left;"&gt;﻿No passado Sábado, ao sairmos de Sesimbra, depois de um animado debate em torno das inevitáveis questões que o pensamento de António Telmo nos coloca constantemente e face à perplexidade que esta época terrível do País nos suscita (o que fazer? Como sairmos desta? Quem nos mostra novamente o caminho? Etc., etc.), lembrei-me outra vez da Arca de Noé. Isso mesmo, a famosa Arca.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: left;"&gt;Na verdade, a Arca tem andado comigo, às voltas na minha cabeça, desde há muito tempo - e mais agora, que acabo de traduzir um romance em que ela é personagem principal… Lembro-me, aliás, de ter visto, em 1987, aquilo que é apresentado no Museu do Patriarcado da Arménia como sendo um fragmento autêntico da Arca, um pedaço de madeira velha e ressequida, exposto aos olhos abismados do visitante.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mas a Arca é muito mais do que uma relíquia bíblica, para uns bem real, para outros uma quimera ou uma fantasia piedosa. A Arca, para mim, e talvez para alguns, é um símbolo do que devíamos construir novamente neste tempo de outros dilúvios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se, afinal, de preservarmos o legado precioso que nos deixaram os nossos maiores, entre eles o que continua mais perto do nosso coração e da nossa cabeça (António Telmo), e de transmitirmos essa herança, se possível acrescentada com os nossos contributos, aos nossos filhos e netos, ameaçados tal como nós por um «apagão» da memória, da identidade, da língua, da pátria e da mátria, face ao que ameaça aniquilar-nos agora e mais adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mesmo a preservação das espécies está agora novamente em causa, e entre elas a espécie humana, a do verdadeiro Homem, com H maiúsculo, situado num certo espaço, falando uma certa língua, vivendo numa certa cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;António Telmo foi, é, e continuará a ser o mais perto que conseguimos conhecer de um Homem Justo que nos indica o caminho e o meio de escaparmos destas novas-velhas catástrofes. E sem nenhum dos defeitos de Noé (que era pouca coisa, embora o melhorzinho que então havia…). Buscou a luz entre as trevas e as ilusões. Quis sempre ser maior do que era. Usou a liberdade dos filhos de Deus sem se deixar prender por nenhuma amarra. Navegou pelo dilúvio da vida do Mundo Moderno confiando sempre na promessa de um lugar de paz, de verdade e de justiça. Sabia, de ciência certa porque iluminada, que um dia chegaria à sua Ilha do Amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ensinou-nos, pelo seu exemplo, como se navega em águas tormentosas que duram muito mais do que quarenta dias e quarenta noites. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque as navegações, e os descobrimentos, não acabaram. E a necessária Arca ou Barca está em nós - somos nós. Uma Arca feita de palavras (como a original, tal como explica a etimologia hebraica) e das acções a que elas nos conduzem ou impelem, necessariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de nós, um dia destes, vai surgir um novo arco-íris, um símbolo da Aliança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Para que tudo recomece&amp;nbsp;- desta vez bem. Esperemos. Assim seja.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-7071223222363456706?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/7071223222363456706/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/anotacoes-pessoais-53.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/7071223222363456706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/7071223222363456706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/anotacoes-pessoais-53.html' title='ANOTAÇÕES PESSOAIS, 53'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Ucsh-OMZiGA/Tb22l57PUsI/AAAAAAAADC8/z2znCjdw680/s72-c/arca-de-noe-pic1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-7430031280289428782</id><published>2011-05-01T01:18:00.002+01:00</published><updated>2011-05-01T01:30:17.548+01:00</updated><title type='text'>AS ESTRELAS DO FIRMAMENTO PORTUGUÊS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Uh_sYiWBxAY/Tbyl48qJAHI/AAAAAAAADC4/Q0FVM1Txq_g/s1600/imagesCAL633M6.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="231" j8="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-Uh_sYiWBxAY/Tbyl48qJAHI/AAAAAAAADC4/Q0FVM1Txq_g/s320/imagesCAL633M6.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao Pedro Sinde, depois de o escutar, hoje em Sesimbra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;Cynthia Guimarães Taveira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A diferença do nosso amor à sabedoria &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há filosofia portuguesa porque aquilo que há não é uma disciplina. Há um amor à sabedoria, génese, de toda a filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não há filosofia portuguesa, nem tão pouco filosofia em Portugal, também não há mestres e alunos, nem mestres e discípulos. Há conversas e silêncios, cartas que se trocam, olhares que percorrem o horizonte e se fixam num ponto comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um passeio de almas dadas e memórias e vivências. E as almas assim dadas, dão passos novos e velhos todos os dias. Há um reencontro nas palavras escritas, um reconhecimento da verdade, acima dos mestres. E essa verdade só tem sentido com a liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No amor à sabedoria, em Portugal, dá-se o fenómeno raro da condução pelo destino. O destino aparece, bem vestido, fingindo que é o diabo, pega na mão do neófito e fá-lo caminhar pelo atalho dos acasos e pela estrada larga das coincidências. Muitas vezes morre, e assim se deseja, para voltar a nascer. Não progride na disciplina: morre e vive, alternadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O atalho dos acasos condu-lo à presença de alguém, às vezes mais novo, às vezes da mesma idade, e esse alguém vai ser o companheiro das tertúlias que são sempre namoros à sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrada larga das coincidências condu-lo ao propósito de um céu que sonha para que a obra se faça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há filosofia portuguesa porque somos poetas. E somos poetas mesmo quando não escrevemos versos. Somos poetas no ser e no desejo. Um mundo é uma escrita que pede para ser rescrita com letras escolhidas pelo nosso coração, lugar de Deus, infinitamente sensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na escrita do nosso amor à sabedoria há sempre um leitor, perdido na fiada do tempo, que no momento em que lê, grita no silêncio da sua noite tranquila: - É isto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No nosso amor à sabedoria há tanta ciência como poesia, tanto engenho como arte. E o desejo é sempre o da sabedoria última e que esta viva em nós em cada gesto. A sabedoria que procuramos só tem sentido se for traduzida no gesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há filosofia em Portugal nem filosofia portuguesa. Mas há amigos que do fundo do coração, choram, honram e veneram os seus amigos, com quem passearam, com quem escutaram o pulsar da natureza e a melodia secreta que dela se escoa, ascendendo até ao espírito, ao Logos, ao eterno presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há amigos que viram as mesmas estrelas e que partilharam a sua luz. Isso é afinal uma filosofia portuguesa, vivida e criada em Portugal. Há filosofia portuguesa e filosofia em Portugal. E basta haver uma lágrima por ela vertida para estar viva. E está viva. Que mais podemos desejar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Este texto situa-se entre a existência e a não existência de filosofia portuguesa, cabe ao leitor experimentar a profundidade da nossa filosofia: tão profunda que chega a fingir que não é, aquilo que deveras é…)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-7430031280289428782?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/7430031280289428782/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/as-estrelas-do-firmamento-portugues.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/7430031280289428782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/7430031280289428782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/05/as-estrelas-do-firmamento-portugues.html' title='AS ESTRELAS DO FIRMAMENTO PORTUGUÊS'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Uh_sYiWBxAY/Tbyl48qJAHI/AAAAAAAADC4/Q0FVM1Txq_g/s72-c/imagesCAL633M6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-913929257176108766</id><published>2011-04-29T10:41:00.001+01:00</published><updated>2011-04-29T10:56:19.621+01:00</updated><title type='text'>IDEIAS...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-jgiBFRJN82g/TbqGq5EJBAI/AAAAAAAADCw/QQMleUVvWC0/s1600/imagesCAD4V0EJ.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="217" j8="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-jgiBFRJN82g/TbqGq5EJBAI/AAAAAAAADCw/QQMleUVvWC0/s320/imagesCAD4V0EJ.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;﻿A Pedra, o Mar, e o FMI&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;Cynthia Guimarães Taveira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na Idade Média, Portugal, já tinha um pequeno problema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que começou a aula de História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O problema estava na transformação da matéria prima. Nós tosquiávamos as ovelhas. Depois, em vez de fazermos camisolas com a lã, enviámo-la para os Países Baixos, onde era finalmente tricotada. E depois nós comprávamos as camisolas, a um preço muito superior àquele pelo qual havíamos vendido a lã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me esqueci desta aula de História, e, com o tempo, fui constatando que havia qualquer coisa nos portugueses que os levava a uma aversão natural em fazer o trabalho dentro das suas fronteiras limitadas em que viviam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos grandes construtores e, estranhamente, a nossa História é feita de empreendedorismo. Por cá, abríamos fendas na terra, e dela, retirávamos as pedras. Com grande obra e engenho colocávamos essas pedras em barcos e íamos construir para longe: para o Japão, para o ponto mais obscuro do Brasil, para as roças africanas. Construímos Fortes, Igrejas, ou a simples e singela calçada portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não somos como os gregos, embalados pelo calor do Mediterrâneo, embalados pelo sonho platónico de evitar o trabalho manual como coisa menor, ou qualquer outro trabalho, hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se fazem obras num ponto qualquer da cidade é vulgar ver homens parados, por vezes durante horas, espreitando a obra, observando-a com uma atenção que toca a ternura. É igual a sua contemplação àquela outra, também muito lusitana, de quando, sentados no alto de uma rocha, ou num miradouro, os portugueses contemplam o mar. Por vezes, durante horas também. Esta atenção faz-me pensar na grande ligação que existe no nosso inconsciente (ou numa outra forma de consciência, como diria René Guénon) entre o português, a pedra e o mar. Somos feitos de granito e de água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta loucura da construção conduziu à existência de cidades pegadas umas às outras, aos estádios de futebol em excesso, a auto-estradas que andam às voltas, desertas, a rotundas nos lugares mais improváveis, a obras de remodelação sistemáticas. Há lojas em Lisboa que, devido à crise, mudam de mão quase de ano a ano, e de cada vez que mudam de mão, sofrem obras. Parece que esse impulso de construir lá fora, à falta de Império, passou a ter lugar cá dentro, mas de uma forma anárquica, gananciosa e de má qualidade no planeamento e na construção. O impulso está lá, só que distorcido por uma cultura do lucro fácil e do esquecimento da herança dos antigos pedreiros e mestres construtores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que havia, noutros tempos, e que unia, de alguma maneira, os homens, era um projecto comum: um sonho estranho onde o mar era a grande via para um mundo que naturalmente nos esperava. Hoje o mundo deixou de nos esperar, as grandes potências desconhecem-nos, as ex-colónias não nos desejam de volta. Sem missão ficámos perdidos dentro de nós. No entanto, esse estranho facto de fazer obra “lá fora”, permanece: artistas, desportistas, filósofos, cientistas, académicos, ganham um novo brilho fora da nossa terra; aliás, em proporção populacional, esta país parece gerar a qualidade em grande número: desde que se cumpram fora de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O FMI chegou. Mas será que nos conhece? As fórmulas aplicadas são sempre iguais e monótonas para todos os países. Mas de que fórmula necessitamos nós? Por um lado parecemos ser incapazes de produzir qualquer coisa de jeito, cá dentro, facto que dura há séculos; por outro, lá fora, sabemos e pudemos fazer tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O FMI devia ter em atenção apenas estes factos: a pedra, o mar, a viagem, o destino, a vontade e o sonho. São estas as palavras que pulsam dentro da alma lusitana. A economia depende destas palavras, mas não só a economia, também o equilíbrio, a força, o amor, a dedicação, a vida, e num último grau, a felicidade sentida quando os sonhos são cumpridos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-913929257176108766?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/913929257176108766/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/04/ideias.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/913929257176108766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/913929257176108766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/04/ideias.html' title='IDEIAS...'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-jgiBFRJN82g/TbqGq5EJBAI/AAAAAAAADCw/QQMleUVvWC0/s72-c/imagesCAD4V0EJ.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-3159333870066967925</id><published>2011-04-28T23:38:00.001+01:00</published><updated>2011-04-28T23:39:32.737+01:00</updated><title type='text'>CONGEMINAÇÕES NO SÁBADO...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-XEEo8VK55dE/TbnsCwtjkZI/AAAAAAAADCs/lS6idWUK2ZQ/s1600/lusophia40-sm-foto3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" j8="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-XEEo8VK55dE/TbnsCwtjkZI/AAAAAAAADCs/lS6idWUK2ZQ/s320/lusophia40-sm-foto3.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿Congeminações - I Ciclo de estudos em homenagem a António Telmo, subordinado ao tema "Ortodoxia e livre-pensamento" continua no próximo sábado, 30, pelas 15 horas, na Biblioteca Municipal de Sesimbra, estendendo-se até Novembro. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O programa de sábado é o seguinte:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- Lançamento do livro Viagem a Granada (Al-Barzakh), 2.º volume das Obras Completas de António Telmo, apresentado por Luís Paixão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Conferência: António Telmo, Ibn ‘Arabi e o sufismo, por Mário Nunes Vieira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Conferência: António Telmo, o pomo persa e o oitavo clima, por Pedro Sinde&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-3159333870066967925?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/3159333870066967925/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/04/congeminacoes-no-sabado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/3159333870066967925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/3159333870066967925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/04/congeminacoes-no-sabado.html' title='CONGEMINAÇÕES NO SÁBADO...'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-XEEo8VK55dE/TbnsCwtjkZI/AAAAAAAADCs/lS6idWUK2ZQ/s72-c/lusophia40-sm-foto3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-3529388945122505894</id><published>2011-04-27T23:49:00.001+01:00</published><updated>2011-04-28T09:42:40.876+01:00</updated><title type='text'>EXTRAVAGÂNCIAS, 132</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-nAEVp1SxqKQ/TbibgZU4DtI/AAAAAAAADCo/Qb9JBsM_7Rg/s1600/hh.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" i8="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-nAEVp1SxqKQ/TbibgZU4DtI/AAAAAAAADCo/Qb9JBsM_7Rg/s1600/hh.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;A Cura (uma história verídica)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #45818e;"&gt;Cynthia &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #6aa84f;"&gt;Guimarães&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #3d85c6;"&gt; Taveira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Num acto de desespero enfrentara a lista telefónica das Páginas Amarelas. Aquela situação não poderia continuar, tinha de resolver os seus problemas de uma vez por todas. Com o coração a bater mais do que o normal, fechou os olhos, esticou o dedo indicador, e percorreu com ele a página que tinha à frente, de cima para baixo e de baixo para cima. Parou ligeiramente a meio. Aí estava o que procurava: uma psicóloga escolhida ao acaso, num jogo entre a falta de visão e o tacto, arbitrado pela coincidência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou para a morada: não ficava muito longe de sua casa. Telefonou, marcou consulta e respirou fundo. Tinha ganho coragem. Pela primeira vez ia falar com alguém sobre os seus problemas, alguém que tinha estudado e praticado na resolução de dúvidas, hipóteses, questões, medos. Tudo iria correr bem, pensou de si para si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou enfim o dia. Pelo caminho pensava no que iria dizer. Pensava ser sucinto, não se alongar muito com pormenores: diria que a sua relação com a mãe era um pouco distorcida, causadora de sofrimento e que a sua relação com o irmão, estudante de psicologia, estava a tornar-se demasiado irracional para seu gosto: à medida que avançava no seu Curso, aumentava o número de tareias que levava dele sem motivo lógico aparente. A sua tristeza residia na família. A sua angústia residia no facto de não saber lidar com eles: a distorção da mãe, as tareias do irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrou. Sentou-se. Uma senhora magra, de cabelo escuro, perguntou-lhe, no final do preenchimento de uma longa ficha: -- Então. O que se passa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondeu com palavras breves, procurando esconder a mágoa. Queria saber, no fundo, porque não conseguia lidar com os outros e porque é que um sentimento de culpa do tamanho do céu o acompanhava desde o nascer do dia ao seu término. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A senhora psicóloga sorriu. Um sorriso calmo que o fez sentir bem. Depois disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em relação à sua mãe, vai ter de a pôr num lar, mais cedo ou mais tarde. Mas diga-me, o que faz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por enquanto estudo na Faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse-lhe o Curso, o nome da Faculdade e eis que a doutora se abre, agitada, pergunta-lhe o nome dos professores. Pacientemente, ele lhe vai respondendo, ao que ela, com alguma emoção na voz, reage a alguns nomes, dizendo que os conhece, de onde os conhece, o que fizeram juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A senhora não se calava, começando a dizer que estava ainda a resolver alguns problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alguns muito antigos, sabe -. disse ela, fazendo uma cara misteriosa. - Estudei em Évora, tirei lá um mestrado, mas não me entendi com aquela terra, nem com os professores, nem com o reitor da universidade. Havia algo ali que não entendia e que não se dava comigo, sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acenava, compreensivo, com a cabeça. Procurava dentro de si algumas palavras que a sossegassem e eis que por fim, a psicóloga agitada lança as últimas verificações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&amp;nbsp;Sabe, vim a descobrir porque é que não me sentia bem naquela cidade. Eu fui lá queimada por bruxaria no tempo da Inquisição, numa outra vida. E ainda não resolvi essa questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engoliu em seco, fez um sorriso tímido e meio receoso e respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Com o tempo, talvez com o tempo isso passe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu do consultório e respirou o ar fresco da Primavera. Sentia a sua cabeça muito mais leve do que quando entrou no consultório. Pensou de si para si que não tinha problema nenhum à vista do que tinha presenciado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ficaram marcas da consulta: nunca internou a mãe num lar, por ser desumano, ao irmão considera-o patológico e hoje, sempre que conhece um psicólogo ou psicóloga, sente-se extremamente bem. Leve mesmo, diria. Como se não tivesse problema nenhum. Nem angústia, nem culpa, nem dúvidas. Gozava de uma saúde mental perfeita. Estava curado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-3529388945122505894?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/3529388945122505894/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/04/extravagancias-132.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/3529388945122505894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/3529388945122505894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/04/extravagancias-132.html' title='EXTRAVAGÂNCIAS, 132'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-nAEVp1SxqKQ/TbibgZU4DtI/AAAAAAAADCo/Qb9JBsM_7Rg/s72-c/hh.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-4211002119940141943</id><published>2011-04-27T09:41:00.000+01:00</published><updated>2011-04-27T09:41:19.000+01:00</updated><title type='text'>PÁSCOA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-CIG64mRG4so/TbfWUabaeAI/AAAAAAAADCk/k9FxFmX22Sw/s1600/imagesCANRJ39D.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" j8="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-CIG64mRG4so/TbfWUabaeAI/AAAAAAAADCk/k9FxFmX22Sw/s200/imagesCANRJ39D.jpg" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;PÁSCOA&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;A manhã insistindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em aromas e juncos verdes de alegria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quê olhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ponteiros neutros do relógio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só os ninhos de música sobem e ficam no ar,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em ritmos certos e luz perfumada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem muito mais de vinte e quatro pétalas…!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viseu, 24-4-2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;Eduardo Aroso&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-4211002119940141943?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/4211002119940141943/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/04/pascoa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/4211002119940141943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/4211002119940141943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/04/pascoa.html' title='PÁSCOA'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-CIG64mRG4so/TbfWUabaeAI/AAAAAAAADCk/k9FxFmX22Sw/s72-c/imagesCANRJ39D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-1462394347167682184</id><published>2011-04-22T08:04:00.000+01:00</published><updated>2011-04-22T08:04:02.435+01:00</updated><title type='text'>NOVAS CARTAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://antoniotelmo.wordpress.com/"&gt;http://antoniotelmo.wordpress.com/&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;Publicadas por Pedro Sinde&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-1462394347167682184?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/1462394347167682184/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/04/novas-cartas_22.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/1462394347167682184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/1462394347167682184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/04/novas-cartas_22.html' title='NOVAS CARTAS'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-6878121396024446505</id><published>2011-04-19T09:22:00.000+01:00</published><updated>2011-04-19T09:22:49.821+01:00</updated><title type='text'>ASSIM FALAVA ALMADA...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-NywC9pchA8M/Ta1GBMZDGaI/AAAAAAAADCc/pZ2j32SDhGI/s1600/untitled.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" i8="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-NywC9pchA8M/Ta1GBMZDGaI/AAAAAAAADCc/pZ2j32SDhGI/s1600/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_AotVtNQvhg/Ta1GD5FyH7I/AAAAAAAADCg/wP-wbtKqdAo/s1600/imagesCAYLKH8F.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" i8="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-_AotVtNQvhg/Ta1GD5FyH7I/AAAAAAAADCg/wP-wbtKqdAo/s1600/imagesCAYLKH8F.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: left;"&gt;“A grande aflição das gerações actuais está em que a História as traz metidas exactamente entre o fim de uma idade e o inicio de outra. As gerações actuais encontram-se a braços com dois imediatos a cumprir. Dois imediatos quotidianos: estabelecer uma ligação que não é possível entre ambos mas que acontece na Historia serem contíguos. Em face destes dois imediatos a posição do homem actual é dupla: cumpre com o que está e obedece ao que vem a chegar, não pode deixar de servir o que ficou, mas não lhe sobra nada de todo o seu tempo para o que há-de vir; não pode raptar-se a um fim fatal e inglório de que há-de participar forçosamente quando afinal todas as suas esperanças estão postas na luz nova que já raiou.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há espécie de heroísmo em querer contrariar estes dois imediatos: um há-de morrer e o outro há-de nascer. E também não há espécie de heroísmo em querer favorecer qualquer deles: para um é tarde de mais, para outro é demasiado cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que morre tem direitos adquiridos, o que nasce ainda não tem o hábito desta memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é de memória que se trata: esquecer o que está e recordar a novidade que aí vem. Recordar porque é idêntica, novidade porque não há igual. As idades são idênticas e desiguais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O complicado será dizer à mocidade que exerça a sua memória de preferência no que não assistiu ao que assiste. É complicado que se tenha de dizer à juventude que o imediato que intimamente mais lhe interessa, e que representa a tradição da continuidade humana, é precisamente a memória do mais antigo que há. Nem a mocidade nem a juventude de hoje estão aptas a entender que é este afinal o uso próprio da memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da memória dos factos a responsabilidade é nossa, das gerações; contudo, o pior é quando os factos se desligaram da memória. É este o caso actual da Humanidade: os factos desligaram-se da memória humana. Tem a palavra o “aprendiz de feiticeiro”. (…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode haver factos formidáveis, ideias transcendentais, podem ambos ensoberbar-se a ponto de assombrar a Terra inteira, mas de uns e de outros, embora de todos reze a História, só os da memória humana fazem passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui se entendera melhor a existência de dois imediatos, um o das ideias e factos que resistem ao outro que faz passo na História. Há mais de três séculos que começou um dia este equívoco dos dois imediatos e quanto mais tempo vai desde esse dia mais violentas se apresentam as ideias e os factos por elas gerados, porque não há transcendência que lhes valha, nem técnica de organização que os aguente. Este equívoco atravessou toda a Idade chamada Moderna, por isso mesmo ficou no ar. Este equívoco continua hoje, avolumadíssimo pelo tempo, e cai sobre nós, cujo heroísmo consistirá em suportarmos a não ligação de dois imediatos que se acometem e sem possibilidade de luta sequer, um serviço que excede as possibilidade humanas; mas assim mesmo, excedendo as possibilidades humanas, coube-nos a nós também e acrescentado com a respectiva consciência do caso e da sua não solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim se explica que hoje a avidez de ir é incomparavelmente maior do que a avidez de estar. Já não se sabe fazer uso da memória. Se se deseja ir é para estar, logo, só se deseja estar. Isto é para ficar ou voltar. Voltar ou ficar é para estar. Essa avidez de ir é hoje bem significativa da impossibilidade de estar. É um perene, um vitalício ir sem estar. O Mundo tornou-se um empecilho para nós e nós um empecilho para o Mundo. Estamos vergonhosamente quites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas está prestes a terminar este eclipse da Humanidade por causa dos dois imediatos. A constância do Sol remeterá tudo outra vez para os seus lugares. Deixem a Humanidade ter a sua memória, deixem-na ter só um imediato, o do seu tempo, dêem-lhe inteiro o quotidiano e vereis que ela pode e sabe estar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almada Negreiros, citado por Lima de Freitas em “Almada e o número”, Editora Soctip, 1987, pág. 24&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-6878121396024446505?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/6878121396024446505/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/04/assim-falava-almada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/6878121396024446505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/6878121396024446505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/04/assim-falava-almada.html' title='ASSIM FALAVA ALMADA...'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-NywC9pchA8M/Ta1GBMZDGaI/AAAAAAAADCc/pZ2j32SDhGI/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-1179351217003356013</id><published>2011-04-15T22:04:00.001+01:00</published><updated>2011-04-15T22:05:46.993+01:00</updated><title type='text'>O CAMINHO DO CAMINHO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-F0JDm_WIkpQ/TaiyT20X3rI/AAAAAAAADCY/R8w1COIpsiU/s1600/imagesCAPUDZF8.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" r6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-F0JDm_WIkpQ/TaiyT20X3rI/AAAAAAAADCY/R8w1COIpsiU/s1600/imagesCAPUDZF8.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um xamã na cidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;Cynthia Guimarães Taveira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha estranhado que tão cedo pudesse ler os livros de Dalila Pereira da Costa e entendê-los da única forma possível: com amor. Lá o mundo era diferente, era o seu mundo, onde visível e invisível se sobrepunham, onde o coração estava no centro dos pensamentos, onde não se estranhava já a total presença do totalmente outro, diferente de nós, separado de nós pelo abismo da materialidade. Lá era possível viajar para outras épocas, e entrar numa espécie de rodopio voador no âmago da essência das coisas. Lá era possível comunicar e entender sem palavras, e ver outra cidade do Porto sobrepor-se sobre esta que se debruça sobre o Douro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pertencia à antiga estirpe dos místicos e xamãs e nem precisou de ler romances históricos ou fantásticos. Para si nada desse outro mundo era ficção. A ficção era um intercalar entre dois mundos reais, um compasso de espera da verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E passeava-se na cidade nada reconhecendo quase como do seu mundo: os sacos de plásticos desagradavam-lhe desde a infância pois os achava barulhentos, inestéticos e falsos. As luzes brancas e mortas dos hipermercados faziam-lhe arder e chorar os olhos numa espécie de alergia inexplicável: um alergia natural à civilização, talvez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admirava, por vezes, a liberdade que se respirava nos bairros da moda --passava tudo por ele: jovens de cabelos coloridos, piercings pendurados na carne, tatuagens com anjinhos, tigres e dragões, góticos de cabelos escorridos e escuros pendurados em cima de botas de tacões que os colocavam num castelo alto no alto de uma escarpa batida pelo vento da tempestade, rastas, de cabelos presos, sujos, torneados até pareceram lã velha tocando o fundo das costas, encimados por uma boina de croché, normalmente verde, amarela e encarnada, e ainda as pin ups de saias rodadas dos anos 50, com penteados montados e elevados, lábios de batons fortes, às vezes um sinal postiço marcando a cara, ou umas sardas pintadas com lápis na saudade do fogo arruivado, e uma grande tatuagem moderna de flores descendo pelo braço, do ombro até à mão, onde na unha um verniz encarnado com bolinhas brancas fora pintado. Sim, admirava essa espécie de liberdade estética que se respirava no bairro alto da moda, mas sabia do que tinha saudades de facto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De gente genuína, tão primitiva como ele o era. Em “Urga, um espaço sem fim”, um filme que tinha visto num King escondido dos néons, uma criança na sua tenda nómada, tocava o acordeão: o olhar dela era genuíno, vindo do fundo dos tempos e a sua alegria a tocar era igual ao som que os pássaros fazem de manhã, acompanhando o sol no seu brilhar. Num outro filme, japonês, que falava das quatros estações, um velho mestre ensinava ao discípulo o significado da misericórdia e pintava caracteres com um rabo de um gato branco que genuinamente deixava que tal acontecesse: a cara desse velho japonês era genuína. Alguns africanos que conhecera tinham essa cara genuína, essa expressividade natural, esse rir do insólito com gargalhadas fortes que faziam doer a barriga, e genuinamente sabiam como viver. Mas havia mais nessa genuinidade que reconhecia: um certo ser primitivo, algo que passava pela pulsão inexplicável que se reflectia, sobretudo na arte -- assim como as crianças quando pegam num pincel e fazem misturas de cores inesperadas e revelam um força interior surpreendente no vigor do traço ou do pincel, facto também visível na escrita cursiva japonesa, mas também nalgum folclore, na força dos tambores dos Zés Pereiras, ou nas gaitas de foles que o arrepiavam, no jogo do pau, nas pegas das touradas, nos desenhos dos aborígenes da Austrália. Ser primitivo era ser toda a história e estar ligado a uma raiz, a uma matriz humana que atravessava as eras; a espontaneidade coexistia de algum modo com sociedades que nada pareciam mudar, e essa espontaneidade nada de rebelde tinha: não eram os grafitis estéticos que iriam preencher esse lugar, não eram as calças de ganga rasgadas, as cristas dos punks, os soutiens de fora, as cuecas à mostra com calças descendo pelo rabo que iriam substituir a genuinidade da nudez dos índios, os corpos enfeitados dos tuaregues, nem as danças de discoteca com álcool e ecstasys que iriam substituir as danças africanas, onde os pés tinham o pulsar da terra e os êxtases eram verdadeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabia que só o homem genuíno, ainda com a memória dessa matriz, apenas e só ele, poderia conhecer outros mundos, e viajar por dentro de si, como um pássaro livre. Estranhamente, era no mais antigo que residia a verdade do ser. O resto da cidade era apenas um ilusão de liberdade feita de plástico, de moda, de prisões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o xamã passeava-se na cidade, sentindo-se solidário com o mundo, com a sua miséria, mas solitário na riqueza que escondia, não sabendo como a transmitir, e sem saber porque nascera assim, desta maneira, em terra do futuro. O xamã sabia que não tinha futuro, mas sabia que não poderia ser de outra maneira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-1179351217003356013?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/1179351217003356013/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/04/o-caminho-do-caminho_15.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/1179351217003356013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/274457258080395258/posts/default/1179351217003356013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2011/04/o-caminho-do-caminho_15.html' title='O CAMINHO DO CAMINHO'/><author><name>Serra d'Ossa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11433956200505541014</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-F0JDm_WIkpQ/TaiyT20X3rI/AAAAAAAADCY/R8w1COIpsiU/s72-c/imagesCAPUDZF8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-274457258080395258.post-5936215642180719239</id><published>2011-04-12T10:22:00.005+01:00</published><updated>2011-04-12T10:27:16.427+01:00</updated><title type='text'>NOVAS CARTAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://antoniotelmo.wordpress.com/"&gt;http://antoniotelmo.wordpress.com/&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicadas por Pedro Sinde&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/274457258080395258-5936215642180719239?l=filosofia-extravagante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofia-extravagante.blogspot.com/feeds/5936215642180719239/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://
